grandegaroto_mjEstava assistindo ao filme “Um Grande Garoto” (About a Boy), aquele baseado no livro do Nick Hornby e protagonizado pelo Hugh Grant (que homem, meu Deus!). Vendo o filme, comecei a pensar duas coisas:

1. Eu preciso de companhia para ver filmes. Tá ficando meio triste isso de estar sozinho o tempo todo. Bom.

2. Seria possível nos EUA um filme em que um garoto de doze anos passa a freqüentar a casa de um homem solteiro de 38, passando um tempão sozinho com ele? Será que a síndrome do politicamente correto não acabaria por pesar mais? Sei não, sei não… (esse “Sei não, sei não…” bem que podia virar minha marca registrada, né? Tipo um bordão que as pessoas repetiriam na rua e… Ok, parei).

Eis onde quero chegar: há provas contra Michael Jackson? Há evidências de que um dia ele tenha praticado pedofilia? E se (e se!) aquela história de levar meninos para a casa dele para servir leite com biscoitos e contar histórias for verdade? Oras, não riam! Larguem o cinismo um pouco, tentem entender que há pessoas inocentes no mundo, e vocês poderiam muito bem aceitar Michael Jackson como uma delas, não fosse ele uma figura, digamos, diferente. É a mesma perseguição das hordas contra o monstro do Dr. Frankenstein ou o Edward Mãos-de-Tesoura. Eu vejo a imprensa mundial como homens encapuzados correndo com tochas, foices e ancinhos atrás de um monstro assustado.

E digo isso porque EU gosto de crianças. Muito. Passo horas brincando com as crianças, e prefiro mil vezes sua companhia à dos adultos. Às vezes penso “Ei, e se uma dessas mães malucas começar a ter idéias? Se começar a pensar que eu ando ‘tocando’ o filho dela?”. E fico aterrorizado ante tal pensamento: “ARGH! Ninguém seria tão doente!”

Mas eu estou errado, claro. A maioria é bem doente mesmo.

(um post inspirado na Fer, uma menina que acredita na inocência)