Um ateu sem argumentos
Explico o porquê de minha contrariedade ao me ver definido como um ateu sem argumentos.
Já faz uns dias que eu e Ana fomos assistir ao excelente Millions, de Danny Boyle (Boyle é responsável por coisas díspares e muito boas como Cova Rasa, Trainspotting, A Life Less Ordinary, e por aquela porcaria com Leonardo DiCaprio, The Beach. Millions recebeu por aqui um título até que feliz, Caiu do Céu; e chega de parêntese). O filme se passa em tempos recentes, mais exatamente quando da adoção do Euro. Dois irmãos se deparam com um problema e tanto: uma mala cheia de libras esterlinas, dinheiro que deve ser trocado ou gasto rapidamente, antes que se oficialize a troca da moeda na Grã-Bretanha. Até aí, nada de mais: Danny Boyle parece gostar muito mesmo de malas de dinheiro. O que faz desse um filme belíssimo, porém, é o personagem Damian, um garoto que sabe tudo da vida dos santos, e chega mesmo a falar com eles: fala com Santa Clara, com São Francisco de Assis, com o velho pescador Pedro e com São José, pai de Jesus. O menino é daqueles personagens feitos especialmente para conquistar o público logo de cara, como na cena em que o irmão o censura por ter levado uma enorme quantia de dinheiro à escola:
— What did you bring a thousand pounds to school for? Can’t you see that’s suspicious?
— It’s not suspicious, it’s unusual.
Pois muito bem: numa cena muito tensa do filme, eu achei que o menino fosse encontrar Jesus Cristo. Senti que ia começar a chorar, que é minha reação de sempre, ateu ou não, quando se fala de Jesus, ou quando o personagem aparece num filme, num livro, num quadro. No fim das contas o encontro nem acontece no filme (para meu alívio), mas comecei a pensar no quanto eu admiro Jesus, apesar de não ir com a cara do Pai dele.
Pensando nisso, cheguei a um trecho do livro A Misteriosa Chama da Rainha Loana, de Umberto Eco. O livro é narrado em primeira pessoa por um homem de sessenta anos que perde totalmente a memória, retendo apenas o que leu durante sua vida, o que não foi pouco. Ele viaja à propriedade rural da família para tentar recuperar suas lembranças, mas só consegue mesmo reproduzir sua formação literária, musical e política, sem conseguir lembrar lhufas. Bom, não vou contar o que acontece então, mas nesse trecho que citei um personagem chamado Gragnola, um anarquista na Itália de Mussolini (pense num cabra azarado…), expressa ao jovem Yambo (o protagonista) essa minha idéia sobre Jesus:
E há também a ressureição, é claro. Porque, vejam, hoje em dia você dizer que Jesus ressuscitou ou não dá no mesmo, ao menos em lugares razoavelmente civilizados. Porém, quando o cristianismo começou, professar essa certeza significava ser crucificado, ou comido pelos leões, ou exilado numa ilha remota até ficar maluco ou, na melhor das hipóteses, condenado a uma prisão domiciliar perpétua, que foi o que aconteceu a São Paulo. E, apesar disso, dezenas e dezenas de homens e mulheres continuaram afirmando que o tal judeu que morrera poucos anos antes era filho do único Deus existente, e que ressuscitara ao terceiro dia. Ei, há algo de errado aí. Pensem em Pedro, por exemplo. Pedro andou com Jesus o tempo todo. Devia ser seu discípulo mais chegado, se repararmos no quanto Jesus tirava sarro do coitado. Então: quando chegou a hora do vamos ver, Pedro não titubeou em fazer todas essas afirmações perigosas. Ora, se a ressureição fora um embuste, que razão o pescador teria para manter essa posição? Será que ele estava doidinho para morrer crucificado de cabeça para baixo?
E Tiago, então? Tiago era irmão de Jesus. E quem tem irmãos sabe bem que eles não vão dar muita trela para o que você fizer. Não sei se Einstein tinha irmãos, mas vamos supor que tivesse: aposto que o irmão de Einstein achou todo aquele negócio de Relatividade, revolução da ciência, nova visão do universo e o escambau apenas “outra bobagem dessas do Albert”. Tiago era irmão de Jesus, portanto devia ser o último a se deixar convencer pela religião fundada pelo primogênito da família. E no entanto, sabem como ele saúda os cristãos em sua epístola universal? “Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos da Dispersão, saudações”. Opa, aí está uma coisa que eu queria ver só uma vez: meu irmão se referindo a mim como “senhor”. Mas sabem quando isso vai acontecer? Nunca! Mesmo que um dia eu ganhe o Nobel de Literatura, ou descubra a cura definitiva para as frieiras, ou invente o moto-contínuo, meu irmão só vai olhar e dizer, “Ih, lá vem o Marco com as coisas dele”. Porque irmãos são assim, ora. Então por que Tiago não só se referia a seu finado irmão com o respeito devido a um deus, como ainda afirmou sua ressurreição, sendo levado à morte pela espada por isso? Não é normal, não é normal.
A fé que eu sustentei pela maior parte da minha vida era herdada de meus pais. Esse tipo de crença não se sustenta, e estou feliz por tê-la abandonado. Agora, porém, reconheço a possibilidade de voltar à fé por um caminho mais difícil e totalmente inesperado. E talvez não, talvez seja só minha cabeça me pregando peças. Eu sei lá. Nada no universo me leva a crer nem por um instante que exista algum tipo de deus, mas essa questão toda de Jesus Cristo me apoquenta diariamente.
Poucas páginas adiante, Yambo fala sobre Gragnola:
É assim que eu me sinto. Não, não exatamente: sinto como se houvesse um muro, e que algumas pessoas dissessem que existe um rinoceronte do outro lado. Então eu apanho pedras no chão e jogo por cima do muro, para acertar o rinoceronte, o que é duplamente imbecil: se houver rinoceronte, ele nem se dá conta das pedradas; se não houver, estou jogando pedras em quê?




Muito bom esse texto.
Vou até procurar o livrodo Umberto Eco!
Eu não sou dos ateus que jogam pedra no rinoceronte, mas fico muito puto quando alguém me cobra mandando falar com ele, ou dizendo que o rinoceronte vai resolver seus problemas, desde que você peça.
É Marco, essa coisa de filho tá te afetando…
Eu só li dois blogs (ou sei-lá como vocês chamam essas bagunças): O Jesus me Chicoteia e o Fale com Deus. E eu só realmente refleti sobre a vida lendo um deles. Parabéns.
Deus existe, acreditando nele ou não, pois a existência de algo só se dá quando se toma conhecimento dele. O problema é se nós existimos pra Deus. Acho que acreditar em Deus é crer que vc existe para o tal rinoceronte, ter certeza de que ele tomará conhecimento das pedras ou das flores.
Jesus Cristo, por exemplo, chamou Deus de Amor e em nenhum momento jorrou dogmas e regras. Apenas falou de Amor, que nas mitologias pré-cristãs, era também um deus. É esse Amor que, na minha opinião, levou o Tiago a chamá-lo de Senhor, a admirá-lo assim. Quando alguém dá demonstrações claras de Amor à humanidade, o que pra mim é muito muito difícil(amar a Deus, como se entende por ái, é muito mais fácil), isso sim gera admiração. Porque você se sente existindo. Sente-se parte de algo muito maior que simplesmente viver, ou ganhar um prêmio de qualquer coisa.
não existe velho ateu, e não acho q tenha nada a ver com sabedoria…
Citando:P. Roetan
“É Marco, essa coisa de filho tá te afetando…”
Realmente! Pare com esse ar de “sou o diferente, não creio em deus mas admiro jesus”, ambos são criações judaicas, advindas de mentes sem ter o que fazer a não ser aporrinhar e regrar a vida dos outros, aproveitando para ganhar um extra (leia-se dizimo) e encher a mente humana de medo, de humilhação e de falsas esperanças, como a sua de que o homem criou jesus como um simbolo do amor, por favor, se voce tivesse lido a biblia com um minimo de senso critico perceberia a real dela, de deus, jesus e seus apostolos.
E cuidado com o que se dissimina na net, pois qualquer forma de comunicação, por mais “tosca e precaria” é capaz de convencer aqueles que querem ser convencidos.
Sem mais,
so mais um ateu.
soh.mais.um@gmail.com
Prezado Marco,
Não que eu queira lhe convencer, pois não acredito na maioria das estórias
religiosas vigentes. Acredito sim, em um Deus que dispôs tudo de uma forma
a facilitar o nosso caminho, com um sol para nos aquecer, com águas, frutas,
recursos naturais e com as qualidades que são próprias do ser humano.
Parabéns pelo seu texto.
Jesus disse: afasta, se possível de mim esse cálice, porque naquele momento ele estava recebendo ou receberia todos os pecados do mundo (cordeiro) e o efeito seria desastrosamente doloroso e impactante, não pelo fato, mas pela situação pior que provocaria que era: separaria o Senhor JESUS de DEUS, e Jesus já estava pensando seria ruim separar-se de DEUS. Sinto pelas vossas palavras e oro ao Senhor para que o Espírito Santo te revele a verdade e proporcione uma mudança radical, assim como aconteceu comigo. Para a glória do Deus vivo.
ora pois.. obrigado.. agora tenho ainda mais dúvidas.. esse negócio de muro e rinoceronte realmente confundiu tudo..
serei tbm eu um “ateu sem argumentos”?
Marco,
Antes de mais nada, parabéns pelo blog (ou é site?). Tirando o seu mau humor, aliás, seria de bom tom poupar-nos dele, de vez em quando, acho sua sátira da Bíbila um trabalho de primeira. E suas crônicas são muito bem escritas e divertidas (com evidente e – aliás, bem-vinda – influência de Luís Fernando Veríssimo e Walcyr Carrasco).
Acho que a questão toda não está em crer em Jesus, Deus, Maomé, Ghandi (é assim que se escreve isso?) ou no Santo Aclécio do Sapato Xadrez. Também não importa a crença em esta ou aquela religião (eu, particularmante creio que a religião é um “negócio” – em todos os sentidos – dos homens). O que vale realmente é nossa consciência, nossa civilidade, nossa educação, nossa cultura e, principalmente, nossa compaixão para com o próximo (não leio a Bíbila por pura falta de paciência, mas acho que isso tudo está nela, misturado entre as parábolas).
Se nos preocuparmos em lapidar constantemente cada um desses valores, creio que o deus que quisermos irá nos acompanhar. Ou melhor ainda: seremos todos Deus! Afinal, não é isso que o Evangelho prega? Que Deus-Jesus está em cada um de nós?
Enfim…esse papo me deu fome…até!
Mas não é que o Rinoceronte resolveu olhar por cima do muro pra ver quem é esse moleque que anda tacando pedras nEle?
Te cuida Marcão… as coisas começam com vc reconhecendo Jesus e termina com vc amando o Pai.
Vai por mim… aconteceu exatamente assim comigo.
E quer saber? To adorando
Marcos…
Uma coisa que me pegou muito quando abandonei a fé foi justamente esse ponto:
Se Jesus era uma farsa, porque todo mundo que o conheceu foi preso, torturado, morto, viveu em pobresa e td mais, mas em hipótese alguma negavam a Divindade e Ressurreição dele?
Esse é outro motivo que me faz rir de manés como o cara aí de cima que vem com aquele discursinho manjado de “coisa inventada pra dominar e ganhar dinheiro”.
Pedro, Paulo, Tiago, João, Estevão e aquela galera toda ganharam que dinheiro? Dominaram o que?
Eles tinham um sentimento, uma crença e uma visão que nesse mundinho medíocre de hoje quase ninguém entende.
Sempre fomos capaz de trocar alguns pequenos argumentos a esse respeito. Diferentemente da maioria das pessoas, sem que isso tivesse conotação pessoal. Continuemos então.
Fico feliz por você ter esses momentos de reflexão. O JC era muito foda mesmo, e faz a maioria parar para pensar. O cara tem essa qualidade. Sem dúvida é um modelo a ser seguido.
Quando a Deus… o que dizer? Tenho milhões de argumentos que comprovam sua existência, mas porque gastar minhas palavras? A gente sempre crê no que quer, não no que os outros nos dizem, por mais comprovado que seja. É como quando uma mulher lhe diz: “Vou com o vestido vermelho ou com o verde?”. Ela não quer saber o que você acha, quer apenas uma homologação do que ela já acha e vai fazer. Se ela quiser o vermelho, não vai fazer a menor diferença você dizer que prefere o verde. Acho que você é meio assim com Deus.
Com relação a maldade de Deus, não acredito nas declarações da Bíblia, sobretudo no velho testamento. Não acredito que Deus falasse com Moisés e que matasse pessoas. Acredito que Moisés era quem matava e botava a cupa em Deus. E onde você pode ver maldade divina no mundo de hoje, vejo justiça. Cada um colhe o que planta.
Boa sorte nas novas crenças, boa busca!
Parabéns pelo texto, muito bom!
- Agora não vou dormir nem trabalhar direito até achar esse bendito livro do Umberto Eco, e a culpa é sua.
- Tiago não era irmão de Jesus porque era filho de Zebedeu (até onde se sabe, Maria não era adúltera).
- Que porra é essa do rinoceronte?
- Depois de ler isso e os outros comentários, comecei a entender o que você quis dizer com o ateísmo ser “mais estúpido que qualquer religião”.
Um grande abraço.
Pois é Marco, aos 17 anos eu virei ateu (tenho velhos 21 anos), sem argumentos para continuar ateu me dizia AGNÓSTICO e urrava por aí: deus pode até existir, mas tô nem aí pra ele… e ele tão menos pra mim!
O problema é que não era tão fácil assim, eu sempre me pegava com esse seu questionamento, tive um professor de filosofia que falava que existe um registro num livro que não me lembro qual sobre Jesus, citado apenas como um baderneiro, lógico que o livro se tratava de um escritor não religioso.
Então decidi que não deveria acreditar, como algumas pessoas falaram por aqui, porém, a alguns meses atrás eu estava numa vigília (mesmo não acreditando eu ia a igreja, coisa de doido?! sei lá) e aproveitei para confessar, sabe-se lá porque.
Fui direto com o Padre e falei: EU NÃO ACREDITO EM DEUS!
O padre: Se você não acredita porque está aqui e veio se confessar?
Poderia ter falado um monte de besteiras, mas, realmente pensei… acho que a gente deixa de acreditar em Deus porque percebe não ser fácil, ou ser coisa de bobo, que a gente é “mente superior” demais para acreditar em algo.
Mas lá no fundo, a gente acredita, e fica se enganando… não é pregar o evangelho, não é converter multidões, não é ir pro céu… é só… ACREDITAR…
No filme, na cena em que o ladrão invade a casa e está prestes a pegar o garoto, não é Jesus quem o salva? Ele aparece no corredor, bem rapidamente, e há uma ovelha atrás dele. Quem era então?
Deus existe. Ele até tem um blog que, por coincidência, foi divulgado junto com o seu na Revista da Folha. Vc deveria falar com ele. Aproveite e pergunte onde Ele vivia antes de criar o Universo e tudo o mais. Essa dúvida está me atormentando!
Eu diria “TREPA NESSA PORRA E OLHA DO OUTRO LADO, CARALHO!”, mas me dei conta das implicações de tal frase, de todas as suas interpretações possíveis… então ficarei calado.
Ah, só pra constar: manda esse aldecir cuzão ir tomar no meio do rabo!
Sou ateu sim (sem duvida nenhuma) e falando em argumentos, num único explico a minha descrença:
Nada justifica o sofrimento de uma criança!
Ihhh, pode falar, pode argumentar, explicar, me acusar de estupido ignorante; mas é o que sinto. E olha que eu era crente antes de ser pai, hein?
adorei seu blog. ateu sem argumentos? não achei. vc tem os seus. gosto de textos bem escritos e o seu é um, concordando ou não com o seu ponto de vista a cerca da religiosidade, vc está de parabéns. ah, só para não ficar em dúvida: sim, acredito em Deus. E muito!
Concordo com o Davi.Pergunta: o deus do estuprador(que pede para não ser pego) é o mesmo da vítima?(que pediu para não ser violentada?
A Melhor frase sobre religião que eu conheço vei de uma atéia.
“Posso não acreditar em Deus e na Biblia mas se pegarmos tudo o que Jesus disse é bom e deveria ser seguido, afinal um carinha que pregou por 3 anos a 2000 anos atrás ter suas palavras perpetuadas até hoje deve ter alguma razão. (Mariza Orth). Aliás no geral as melhores concepções de religião/religiosidade vêm dos ateus e agnósticos. Abraços, Marcelo
Acho que como Deus nos dá o livre-arbítrio acabamos colhendo o que plantamos e achamos que é um castigo divino. O bom pai deve deixar seu filho bater a cabeça sozinho de vez em quando não é mesmo?
É burrice dizer que não exista algo inteligente que não tenha bolado todo o universo, daí teríamos que concluir que o acaso criou o universo, então a partir daí não creremos em mais nada! Nossa vida fica sem sentido… Pra quê viver? amar? sorrir? aprender? E de onde vem aquela sensação maravilhosa quando vc ajuda uma pessoa sem interesses? Se Deus não existe então o acaso é Deus, então Deus continua existindo!!!
Puta que o pariu!!!
Parem com essa coisa de atirar pedras em mim! Não machuca, mas enche saco!!
O final do seu post traduziu de uma maneira inacreditavel o que vc sente em relação a Jesus, só aquele treicho seria o suficiente
HAHAHAHAHAHAHAHAHA … Boa rinoceronte!
Seguinte: a algum tempo venho acompanhando o seu blog e gosto muito da re-história da bíblia… com relação a ter ou não argumentos quem você tá tentando convencer? Se não for a si próprio é perda tempo. Com relação a JC tenho a dizer que ele e o que ele representa é mesmo do caralho!!! O cara é foda (sua mensagem é atual, então o verbo tem que ficar no presente). Faço estudos sobre o anarquismo e qual não é a minha surpresa ao descobrir que ele é fonte de inspiração pra uma facção anarquista dita “anarquismo cristão”. A mensagem “Amai ao próximo como a ti mesmo” carrega todo um cerne contra o sistema e contra as instituições estabelecidas! Poderia até me delongar sobre esse assunto trazendo a tona o questionamento de como o cara é julgado pelos judeus e tem uma pena romana? Mas esse não é o momento pra isso… e o melhor, os meus estudos apontam Ghandi como um dos seus maiores difusores com a sua mensagem revolucionária pacifista… pra cá a gente tem o Chico Mendes que fez um zaralho na região amazônica sem nunca ter levantando sequer um traque de festa junina. Não tem como não admirar esses caras… e pensar que são humanos, ridículos e limitados que só usam 10% de sua cabeça animal (citando Raul) como eu ou você.
Esse post é um imã de fundamentalistas
Mas achei excelente o texto. Não quero saber se você vai um dia acreditar ou não acreditar no maioral, mas é bom saber que existe a dúvida e não a intransigência.
Caraca…
Atirar pedras num rinoceronte deve ser phoda!!!
rsrsrsr..
to rindo até agora!
Ainda acho o ateísmo um caminho fácil demais e incompleto. Talvez seja mania minha editar que o mundo é intrincado, sutil e belo como O Nome da Rosa. E não raso e triste com O Código Da Vinci.
Sem querer ser chato (mas ja sendo!)…bem…eh….. Esse Tiago ai que vc citou, é o Tiago discipulo de Jesus, e não o Tiago IRMÃO de Jesus… se vc ler direitinho vai perceber que existem dois Tiagos, assim como dois Simão!
Não sei porque as pessoas sempre buscam uma razão para viver, sendo que o viver já é a razão. O homem é um ser como qualquer outro, mas a diferença é que nos levamos a sério. Às vezes, nos levamos a sério demais. A vida é o acaso, a coincidência, o inesperado. Se isso for deus, então não sou ateu. A idéia de que existe alguém que nos vigia e nos julga é, no mínimo, egoísta e vaidosa. Jesus pode ter sido um grande homem, um louco, um oportunista. Tanto faz. Ele foi um homem e isto já é,por si só, um motivo de desconfiança ou descrença, como queiram.
Né por nada não…mas quando você era ateu assumido (ops, desculpe) todos te davam a maior força, e foda-se Deus e o caralho. Agora que você está meio indeciso (foi mal de novo) todos também parece que ficaram indecisos.
É Marco, você conseguiu, senão um grupo de seguidores fanáticos, ao menos um bando de puxa-sacos!
Cuidado! Jesus (e Hitler) começaram assim! hehehe
Mas que dureza, comparação com Walcyr Carrasco é de foder, não?
Texto e conflitos interessantíssimos. Mas, se há um filho a caminho, isso explica mta coisa! Gosto de ler seus textos.
opz bueno… q dizer dum blog, site, sítio, chacara ou simples boteco virtual onde um monte d loucos expoem suas idéias… gosto disso…
Bem, sou espiritual, nao religioso. A religião prende o homem a uma série de dogmas e regrinhas estúpidas que só complicam e sempre afastam o ser humano da verdadeira PAZ, com ‘p’ maiúsculo e tudo.
Sou cristão (me crucifiquem…) mas tenho mente aberta para discutir com tranquilidade qq tema… existem coisas estranhas na Bíblia, sim, existem textos até controversos, sim, mas a unicidade como ‘Bíblia’, 66 livros diferentes com um propósito final único eh muito show. E como tudo se encaixa nos nossos dias, tendo uma dica e uma solução para tudo…. Jesus foi , e e sempre será a personagem mais importante desse mundão velho… bah e assim não tem como vcs compreenderem pq eu tbm ja fui ateu, pagão, satanista, wicca e uma caiera de porcaria tentando achar algo que preenchesse (olha a mente poluída)o vazio interior de todo ser humano… e cristianismo de VERDADE não se discute, se vive e pronto. Não da pra discutir algo que não se conhece de verdade… por isso não discuto com ateus… simplesmente digo… ‘Conheçam a ESSENCIA.. SINTAM antes d jogar as pedras… bem isso eh quase impossível, mas ao menos e minha mensagem… Valew… ‘minha Paz vos dou, não dou como o mundo a dá’ – Jesus Cristo
Já tentei pedrinhas, abandonei-as. Minha próxima tentativa foram tijolos, em vão ainda. Ainda tentei uma bazuca. Adivinha! o rinoceronte, nem tchum ou não havia rinoceronte nenhum.
Outro dia, porém. Ouvi de um que caira no chão, que não podendo levantar-se um rinoceronte o ajudou. Senti veracidade nas narrações do meliante.
Continuo na mesma.
Dá pra explicar melhor essa história de filho a caminho?
Eu também queria saber…
Como vai, Marcos? Vejo que bem pois seu dom está cada vez mais afiado.
Não sou ateu (não nego a divindade, estou protelando) e não sou crente (apesar de ter sido criado como cristão) e me sinto cercado por todos que ou tem convicção (e com isso todos aqueles argumento batidos e interpretaçoes super ficiais) ou que não estão nem aí até a coisa apertar, a presa fácil pra qualque seitinha. A crença de um deus único e supremo já vem sendo defendida a mais de 2000 anos e somente agora que começa-se a ter algumas noções de como as coisas realmente funcionam na natureza(falta muito ainda pra se descobrir, é claro) mas é um pensamento estruturado e coerente, que constantemente avalia sua premissas. Quem defende a idéia criacionista (como disse antes, de forma superficial) diz que todas estas cadeias de acontecimento que nos dá sustento não pode ser fruto do acaso. Mas isso sempre foi defendido e mesmo assim pra isso funcionar temos de ignorar as partes ruins e quando não o pudermos, devemos nos considerar culpados. Mas de quê? Um novo racíocinio que leva em conta um estado inicial caotico e que vai se estruturando e organizando ao longo do tempo pois atende a uma premissa simples, estabilizar-se e passar a bola prá diante. É fruto do acaso? Pode ser! E para que isso aconteça basta tempo e um universo amostral realmente grande. Do tamanho do Universo.Que tal? A isso pouco se dedicou de forma continua e acertada, sendo onde mais se avançou foi no século que passou. E se você reparar bem, até nas palavras do Cristo, de forma clara, isso se manifesta:a evolução para algo mais organizado e justo. Onde? No sermão da montanha! Ele não disse que o manso herdaria a terra? Eu vejo a seleção natural se manifestando ai… Acho que isto é um dos motivos( lendo seu texto consegui entender o seu ponto de vista, que chega perto do meu)pelo qual é inquestionável o título Dele de rabi. Acho que Ele deve ter tido um puta insight. Coisas de Iluminados, tipo: Buda, Gandhi, Martin Luther King, etc…
Continue seu trabalho: Questione!As pessoas precisam ser instigadas, seja pra aferrar-se mais ainda na sua crença, mas de forma mais justa e sincera, ou pra faze-las acreditar que no Universo só se consegue sobreviver colaborando…de forma justa ou sincera!
Abraços.
Bom!
Tem várias opiniões interessantes, mas ao Aureo eu gostaria de responder que não é a primeira vez que o Marco toca neste assunto, sobre a grande procura dele por algo que deixou de acreditar, ou pelo menos quer deixar de acreditar. Provavelmente, Aureo, vc provavelmente não se lembra do post sobre ser corintiano em termos de fé, até pq ele talvez fosse mais sutil que este. Pra mim é simplesmente a repetição do mesmo sentimento do post referido.
Tá aqui, Miro.
Bom, muito bom, Marco.
Por falar em filho a caminho, vocês
já viram aquele filme Deixados para trás, das pessoas “arrebatadas” que somem no avião.
Quanta baboseira!!!
A religião servindo a interesses de fundamentalistas para tentar validar
o apocalipse, uma luta contra o mal, segundo eles, contra a nova ordem mundial, dos Illuminatis, também outra besteira.
Estou feliz com minha espiritualidade, já não sou mais presa dessas idéias que foram formalizadas ao longo do tempo, e chega de tribulação…
E Marco, uma sugestão, pesquise sobre este assunto, acho que vai lhe render grandes dividendos literários.
por essas e outros que prefiro o psdbismo das religiões: agnosticismo é o que há. Por que raios me importar com a existência de um rinoceronte do outro lado do muro?
Eventualmente o muro acabará caindo. Se houver um rinoceronte, provavelmente soltarei um “ora, mas veja você!”. Se não houver… bem, se não houver, é a vida….
Hmmm! Que pessoal mexeriqueiro, hein? Mas que papo é esse de filho que tá rolando por ai?
Fui ler aquilo e achei tudo a ver (oia eu puxando seu saco) o que disse. Realmente, o crente que não vivencia sua fé e religiosidade com profundidade e retidão, é tão ruim (na minha opinião) quanto o incrédulo que não encontra paz e tranquilidade com sua liberdade de pensamento. Muito legal o disse… (oia eu de novo)
Independente de quaisquer reflexões que esse texto possa ter suscitado (que não foram poucas), te digo que esse foi um dos melhores textos que já li por aqui. Reflexivo, sim, ponderado, pausado, calmo, sem perder a densidade.
A dúvida…
Essa é a parte mais interessante deste momento. Nada se transformaria se todos tivessem certeza.
To adorando ler os coments. E como alguém já disse…não importa onde isso vai dar, só a discussão por si é interessante…