Soares Silva
Há blogs que eu reluto em recomendar, não por duvidar de sua qualidade ou originalidade, mas justamente por tê-las em grande conta. Tal relutância se deve a um certo pudor que nada tem de falsa modéstia: e se o autor sentir-se ofendido — ou ao menos constrangido — de ter seu blog recomendado pela vulgaridade óbvia que é o JMC? Além do mais, tenho consciência de que um simples link aqui envia para o destino, misturada na massa de leitores excelentes, uma corja de semianalfabetos broncos.
Estou titubeando (ARRÁ!) há dias em recomendar a vocês um blog que, no fim das contas, vocês já devem conhecer mesmo. Enfim, chega de veadagem: leiam Alexandre Soares Silva e arejem suas cabecinhas.
UPDATE: Escrevi o post e fiquei só de butuca esperando quem seria o primeiro a vir com papo de “O cara é de direita blablablá”. Pois não é que logo no primeiro comentário, de alguém que assina como marx, temos:
O que primeiro me chamou a atenção foi o verbo no plural. Nego tem mania de dirigir-se ao autor deste malfadado blog no plural. Será o tal de plural majestático, ou é possível que ainda não tenham percebido que isto aqui tem um autor só, e dos bem ruinzinhos?
E aí vem essa questão ideológica e tal: pra que levantar essa questão? Eu sempre me declarei de esquerda, hoje já não sei mais, mas de direita não sou. Acho que me tornei apolítico, se é que existe tal termo. Mas então: o cara escreve bem, o texto é elegante e bem estruturado, o humor é agradável. Então que sentido há em dizer que não vai ler porque o cara é de direita, porque venera o Olavo de Carvalho, porque blablablá? Medo de ser contaminado? Seu esquerdismo é tão frágil que é capaz de ruir frente a uma simples frase fazendo ironia com a distribuição de renda?
Oras, vão se roçar nas ostras!
(ou como me disse agora há pouco o próprio deus: “Esse pessoal de esquerda e direita tinha mesmo que se preocupar com o centro, que é onde está o cu deles.”)




Desculem, mas um cara que venera o Olavo de Carvalho não merece minha visita.
O cara escreve bem. Foda-se a orientação ideológica. Puta papo chato.
Eu fui no blog do cara depois da indicação do Polzonoff, e curti, o cara é bom mesmo.
Não li nada sobre o Olavo de Carvalho lá. Enquanto eu continuar não lendo, foda-se mesmo.
Ele não pediu desculpas só a você, mas a todos os leitores do blog.
A propósito, antes que perguntem, não fui eu.
Esse pessoal ae, que reaciona ao primeiro som de sirene, nao eh de esquerda! Eh do contra. Bando de reacionarios!
A porcaria eh pegar um volume do Capital emprestado desses dae e sentir aquela catinga de suvaco! Conhecimento axilar, jah dizia um professor meu.
Acho ridiculo julgar alguem pela sua posição política. No Brasil Direita e Esquerda se perderam em “meio” ao Centrão faz tempo.
Deixa cada um curtir a sua e julguemos (se que é temos esse direito) cada um pelo que expõe em suas páginas
Acho ridiculo julgar alguem pela sua posição política. No Brasil Direita e Esquerda se perderam em “meio” ao Centrão faz tempo.
Deixa cada um curtir a sua e julguemos (se que é temos esse direito) cada um pelo que expõe em suas páginas
Acho ridiculo julgar alguem pela sua posição política. No Brasil Direita e Esquerda se perderam em “meio” ao Centrão faz tempo.
Deixa cada um curtir a sua e julguemos (se que é temos esse direito) cada um pelo que expõe em suas páginas
O texto mais redondo da blogosfera.
Espero que as pessoas entendam que às vezes o que a gente escreve é pura provocação. E provocar é bom. Pelo menos ajuda a balançar a mesmice, o rame-rame dessa culturazinha de esquerda-pop que existe por aí.
O problema não é esquerda ou direita, é que o Olavo de Carvalho (de direita, por um mero acaso) é muito chato, reacionário e racista. Mas o cara tem defeitos também… quanto à julgar pela “posição política”, bem acho que tudo que fazemos tem um pouco de política. Quando tomamos uma decisão e repudiamos o racismo, por exemplo, estamos sendo políticos, ou não ? Portanto acho meio esquisito não “poder” criticar uma pessoa pela posição política dela. Vai criticar o quê então ? O cabelo ? As roupas ?
Aê, Marco, você tava maneiro na MTV, hein ? Chique pacas. Parabéns (vale parabéns ?).
Bad Dog
Esquerda-pop. Taí um termo que eu gostei!
Ah, e não adianta: deus e suas tiradas geniais chutam bundas! deus é dez!
Marco Aurélio, muito obrigado pelo link e a recomendação – nem ofendido nem constrangido, que é isso, na verdade ridiculamente, pateticamente envaidecido.
Sobre o Olavo de Carvalho – caramba, pelo que me lembro (talvez esteja errado) nunca disse uma palavra sobre ele, e no entanto… Há pessoas que pensam em Olavo de Carvalho o tempo inteiro, e o primeiro comentarista aqui é um exemplo. Bom, mas vou dizer agora, para não digam que sou covarde: ué, eu gosto de Olavo de Carvalho. Não venero. Gosto. Ué.
“Ah, mas como gosta de alguém que disse que…” etc etc. Gostar de alguém não significa concordar com tudo. Mais uma vez: ué.
Mais uma vez mais uma vez: obrigado, fiquei contente. E por enquanto no meu blog os semianalfabetos broncos que apareceram são os de sempre, os da casa… ;>)
Eu também gosto do tio Olavo, ué. E gostava bragarai do Paulo “waaaaal” Francis e tinha gente que queria me linchar por isso, como se eu fosse uma songa sem nenhum senso crítico.
Citando o Houaiss:
“Preconceito: substantivo masculino
1 qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico
1.1 idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão
2 atitude, sentimento ou parecer insensato, esp. de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”.
Uma das qualidades que mais aprecio em pessoas é saber enxergar qualidade sem necessariamente ter que desenvolver uma “paixão” pelo objeto observado. Por exemplo, apesar de não me apetecer, reconheço as qualidades de João Gilberto. Não é pelo fato de não ser um fanático de carteirinha que deixo apreciar o que existe de bom em sua obra.
É triste sofrer de uma miopia causada pelo preconceito, sei bem porque já sofri disso. Na minha adolescência, eu dizia “Se tem guitarra, eu não gosto!” E com isso deixei de apreciar coisas muito boas, que vim a conhecer só com a flexibilidade e sabedoria que a idade traz.
Eu gosto dos escritos do Olavo de Carvalho. Aprecio suas qualidades como argumentador, sua clareza na exposição de ideias. Mesmo não concordando com algumas de suas ideias, faço minha reverência as suas qualidades. Bem como as de Paulo Francis, Roberto Campos e outros “amaldiçoados” por quem tem seus idolos juvenis amalgamados em seu aparato pensador e preconceituam aqueles que ousam questionar a santidade desses idolos portadores de atributos divinos.
Citando o Houaiss:
“Preconceito: substantivo masculino
1 qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico
1.1 idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão
2 atitude, sentimento ou parecer insensato, esp. de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”.
Uma das qualidades que mais aprecio em pessoas é saber enxergar qualidade sem necessariamente ter que desenvolver uma “paixão” pelo objeto observado. Por exemplo, apesar de não me apetecer, reconheço as qualidades de João Gilberto. Não é pelo fato de não ser um fanático de carteirinha que deixo apreciar o que existe de bom em sua obra.
É triste sofrer de uma miopia causada pelo preconceito, sei bem porque já sofri disso. Na minha adolescência, eu dizia “Se tem guitarra, eu não gosto!” E com isso deixei de apreciar coisas muito boas, que vim a conhecer só com a flexibilidade e sabedoria que a idade traz.
Eu gosto dos escritos do Olavo de Carvalho. Aprecio suas qualidades como argumentador, sua clareza na exposição de ideias. Mesmo não concordando com algumas de suas ideias, faço minha reverência as suas qualidades. Bem como as de Paulo Francis, Roberto Campos e outros “amaldiçoados” por quem tem seus idolos juvenis amalgamados em seu aparato pensador e preconceituam aqueles que ousam questionar a santidade desses idolos portadores de atributos divinos.
Citando o Houaiss:
“Preconceito: substantivo masculino
1 qualquer opinião ou sentimento, quer favorável quer desfavorável, concebido sem exame crítico
1.1 idéia, opinião ou sentimento desfavorável formado a priori, sem maior conhecimento, ponderação ou razão
2 atitude, sentimento ou parecer insensato, esp. de natureza hostil, assumido em conseqüência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância”.
Uma das qualidades que mais aprecio em pessoas é saber enxergar qualidade sem necessariamente ter que desenvolver uma “paixão” pelo objeto observado. Por exemplo, apesar de não me apetecer, reconheço as qualidades de João Gilberto. Não é pelo fato de não ser um fanático de carteirinha que deixo apreciar o que existe de bom em sua obra.
É triste sofrer de uma miopia causada pelo preconceito, sei bem porque já sofri disso. Na minha adolescência, eu dizia “Se tem guitarra, eu não gosto!” E com isso deixei de apreciar coisas muito boas, que vim a conhecer só com a flexibilidade e sabedoria que a idade traz.
Eu gosto dos escritos do Olavo de Carvalho. Aprecio suas qualidades como argumentador, sua clareza na exposição de ideias. Mesmo não concordando com algumas de suas ideias, faço minha reverência as suas qualidades. Bem como as de Paulo Francis, Roberto Campos e outros “amaldiçoados” por quem tem seus idolos juvenis amalgamados em seu aparato pensador e preconceituam aqueles que ousam questionar a santidade desses idolos portadores de atributos divinos.
Bom, os únicos sentimentos que nutro pelo Olavo de Carvalho são pena e… Pena, de novo. Ele é bem articulado, mas a maioria dos argumentos que ele utiliza não tem fundamento histórico algum.
Mas deixemos o OC de lado. Li parte do blog do Alexandre e é, realmente, ótimo. Muito bem escrito e muito bem pensado.