Finalmente assisti ao grande clássico do cinema de horror setentista, The Texas Chain Saw Massacre (conhecido por aqui como O Massacre da Serra Elétrica. A serra não era elétrica, é claro: o fio da tomada limitaria muito os movimentos de Leatherface). E agora sei porque é um clássico: trata-se do filme de horror perfeito.

ATENÇÃO: Se você ainda não assistiu ao filme, mas pretende assisti-lo, pare de ler agora. Vou contar o final. Está avisado.

Em Danse Macabre, seu extenso ensaio sobre o gênero, Stephen King diz que os protagonistas de histórias de terror podem ser classificados segundo três principais arquétipos: o Vampiro, o Lobisomem (considerando lobisomem todo aquele que se transforma, não necessariamente em lobo) e o Monstro. Para ilustrar isso, cita como exemplos de cada um, respectivamente, Drácula, de Bram Stoker, O Médico E O Monstro, de Robert Louis Stevenson, e Frankenstein, de Mary Shelley. Em qualquer personagem de história de horror, você encontrará um desses arquétipos, ou uma mistura deles. Pois bem, no Massacre, temos os três: o avô é um vampiro, o pai é um lobisomem e Leatherface e seu amável irmãozinho são monstrengos desajustados. Perfeito, perfeito!
E não é só isso, outros ingredientes dão mais sabor ainda à história: duas gostosas, um paraplégico que é retalhado sem dó, uma mulher ainda viva dentro do freezer, a demorada cena em que vovô tenta, com suas mãos trêmulas e frágeis, matar a mocinha a marretadas.
E há a maravilhosa cena final, que mostra a extrema frustração de Leatherface por deixar a mocinha escapar. Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei com uma peninha dele…