Há uns dois meses, enquanto preparava uma matéria sobre compras governamentais para a B2B Magazine, entrevistei um sujeito que citou de passagem o caso de uma contratação desastrosa para limpeza da pista do aeroporto de Congonhas. A matéria era um beabá para empresas de TI interessadas em vender para o governo, então o causo não entrou no texto. Um dos argumentos do entrevistado era que, além das empresas saberem vender, o governo também precisava aprender a comprar. E exemplificou com esse caso de Congonhas: segundo ele, a administração do aeroporto (ou sei lá quem) lançou um edital para contratação de serviço de limpeza. Em vez de fazer uma análise técnica, como devido, contratou a empresa com o menor preço.
No dia acertado, os empregados da companhia vencedora chegaram para fazer o serviço. A pista ficou limpa, uma beleza. Só houve um problema: segundo essa minha fonte, a pista de pouso tem ranhuras que servem para dar aderência para aeronaves no momento da decolagem e, principalmente, do pouso. Durante a limpeza, os espertos funcionários rasparam toda a borracha residual da pista, preenchendo com ela as tais ranhuras. “Por isso agora Congonhas é o único aeroporto do mundo que fecha quando chove”. Rimos bastante, os dois.

E agora eu pergunto: será…?