Pronto, agora o JMC é todo cor-de-rosa.
Hein? Gay? Ué, por que gay? Quando o blog era preto alguém veio dizer que eu era do Movimento Negro? E o verde de até agora há pouco, alguém deduziu que por isso eu fosse do Greenpeace? Então por que vêem o blog rosa e vão logo pensando em veadagem? Era só o que me faltava…
Tá, tá, eu admito que a intenção é essa. O Thiago já fez uma versão rosa de seu blog uma vez, causando um rebuliço inesperado. E agora que o Rafael, primo dele, foi “acusado” de homossexualismo, achei ser uma boa hora para apoiar a causa.
Há pouco mais de uma semana tivemos a Parada Gay aqui em São Paulo. Nos dias seguintes muita gente perguntou (de sacanagem) se eu havia ido à parada. E todo mundo fica desconcertado quando eu respondo que não pude ir, mas gostaria de ter ido. E é verdade, oras! Quando eu era criança os gays viviam escondidos, restritos aos guetos, infelizes. Hoje ainda são discriminados graças à imbecilidade reinante (ah, a estupidez humana!), mas o fato de poderem fazer uma passeata de proporção gigantesca é um avanço e tanto. Um homem deve poder beijar seu namorado em público sem causar escândalo, uma mulher deve poder andar de mãos dadas com sua companheira sem ser alvo de cochichos.
E agora, é claro, vão me “acusar” de homossexual. Não, meus filhos, não sou gay. E se fosse, não faria diferença alguma. Acusar alguém de ser homossexual tem tanto sentido quanto acusar fulano de ser preto ou sicrano de ser japonês.
E aguardem: o JMC não será o único blog róseo das redondezas.