Eu não assisto TV, vocês sabem. Não que eu ache que a TV seja um instrumento de dominação imperialista, ou uma forma de subcultura execrável, nada disso. Apenas não tenho paciência para ver TV, da mesma forma que muitas pessoas (bem mais infelizes) não têm paciência para ler um livro. Então. Mas ontem à tarde resolvi almoçar aqui no escritório mesmo. Pedi minha comida pelo telefone e fui comer numa das salas de reunião. Liguei a TV e estava passando um clipe de uma dessas bandas grudentas na MTV, então mudei pra Globo. Video Show. Bom, imaginem o que é para quem não vê televisão assistir ao Video Show: entendia nada do que os caras falavam. Era um cabeludo recebendo uns passes de macumba do Tony Tornado (com direito à coreografia de BR-3), era uma retrospectiva meio sem pé nem cabeça dos personagens vividos pelo Taumaturgo Ferreira nas novelas, era uma dupla lá caracterizada como Sinhozinho Malta e Viúva Porcina. Estava para mudar de canal quando essa garota apareceu na tela de 34 polegadas:

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Opa. Quem seria? Tá, eu sei que Renata Simões deve ser uma celebridade e tal, mas tentem me entender: EU NÃO VEJO TV, CARALHO! E fiquei, como diria?, encantado pela voz grave e pela expressão irônica nos olhos e na boca da menina. Ela parecia estar ali com uma pose de “Ok, estou fazendo Video Show, mas eu sei que isto não tem importância nenhuma, então vou só me divertindo”.
Terminado o almoço, vim caçar Renata Simões no Google e descobri que ela até escreve (ou escrevia) uma coluna. Achei-a bem escrita, e a mais recente trata de um assunto pertinente à minha atual situação. Enviei um e-mail para a garota, o qual ela muito educadamente respondeu, passando até o endereço do seu blog (que não divulgo aqui, é pessoal, oras).
Encantadora menina, essa Renata Simões. E deve estar achando que eu sou algum tipo de stalker com uma machadinha na mão. O que é um absurdo: machadinhas são tão demodée