Quem é o burro?

Um bom destino para seu dinheiro
Eu e Ana Cartola, assim como outros amigos que planejam alugar um imóvel, já estamos acostumados à situação: começamos a falar da casa, da localização, das vantagens de cada região da cidade, do transporte, dos móveis, dos eletrodomésticos. Até que o assunto aluguel é mencionado e alguém arregala os olhos para perguntar por que não compramos um apartamento em vez de alugar. Se falamos do valor do aluguel, então, aí é que vem o desespero:
— Mas é o mesmo valor da parcela do financiamento! É besteira alugar!
Não culpo essas pessoas. Por muito tempo eu também pensei assim. Sou filho de baianos, e o sonho do baiano quando chega a São Paulo é comprar um terreno para construir sua casa. Desconfio que o sonho mesmo é encher uma laje, mas isso já é outro assunto. O fato é que minha cultura familiar é impregnada dessa necessidade de possuir um imóvel. Com o tempo, porém, fui percebendo que algumas das pessoas mais inteligentes que eu conhecia optavam por pagar aluguel. Outras pessoas, inteligentes e precavidas, guardavam dinheiro por bastante tempo e então compravam um apartamento à vista. Eu, como não sou lá muito poupador, comecei a desconfiar do milagre do crédito fácil e do financiamento camarada. Ao que parece, porém, muita gente ainda se escandaliza à mera menção da palavra “aluguel”.
Dia desses causei essa reação em duas pessoas (amigas muito queridas, aliás) simultaneamente. Eu, já cansado de argumentar contra tamanha sabedoria, quis cortar:
— Tá, eu não discuto esse assunto.
Uma delas fez cara de “então tá, né…”. A outra ainda resmungou:
— Ah, tudo bem. Quer dar dinheiro para os outros, problema seu.
Bom, para começar, é problema meu mesmo. As mesmas pessoas que se escandalizam com a resposta “sim” à pergunta “estou gorda?” não hesitam em meter o bedelho quando se trata de algo muito mais importante, como a escolha da moradia alheia. Façamos de conta que não é uma indelicadeza; vamos fingir por um momento que eu pedi a opinião dessas pessoas: quem foi que disse que dar dinheiro ao banco é melhor do que pagar ao proprietário de um imóvel pelo usufruto de sua propriedade?
Ah, mas aí é uma discussão sem fim. “Você gasta, mas gasta com o que é seu”, dizem. “Pelo menos não é dinheiro que vai pelo ralo”, argumentam. Não adianta brandir o bom senso contra essa gente, nem a matemática. Mas aqui no blog eu posso, mesmo porque meus leitores são gentis e, se têm alguma opinião contrária àquilo que eu e Ana Cartola estamos prestes à fazer, tiveram a delicadeza de guardá-la para si mesmos. Vamos lá.
Quando decidimos nos casar e alugar um apartamento, definimos um limite de mil reais entre aluguel e condomínio. Como o condomínio é pago por qualquer morador, seja ele proprietário ou inquilino, podemos ignorar esse valor em nossas contas. Vamos trabalhar, então, com 650 reais de aluguel, que é o valor cobrado pelo proprietário de um apartamento muito simpático no centro da cidade, do qual voltarei a falar em tempo propício. Dados: apartamento no centro, a uma quadra do metrô, 125 metros quadrados, dois dormitórios, aluguel de 650 reais. Valor de venda de apartamentos semelhantes na mesma rua: entre 170 e 200 mil reais. Digamos que o apartamento valha 150 mil, vá.
Tenho aqui comigo um panfleto de divulgação de um novo empreendimento. “Obras aceleradas”. “Visite apartamento decorado”. Essas coisas. Dados: apartamento na Zona Leste, 65 m², a 22 quilômetros do centro e pelo menos três quilômetros da estação de metrô mais próxima. Calcular o valor é difícil, porque são muitos pagamentos diferentes com periodicidades distintas: três parcelas de R$ 1.609 (no ato, 30 e 60 dias), 26 mensais de R$ 460, começando em julho deste ano até a entrega das chaves, R$ 2.512 em agosto de 2009 (mais os 460 que o feliz proprietário ainda estará pagando), R$ 7.719 em agosto de 2010 (sem esquecer os 460, só mais um pouquinho) e financiamento dos R$ 87.932 restantes, direto com o banco, em 240 meses, começando em agosto de 2010. Fui simular a brincadeira no site do banco: fica uma parcela de 989 reais. Multiplique 240 por 989 e você terá 237.362 reais, ou 2,7 vezes o valor que o banco emprestou. Como é bonzinho, o banco.
Fui ao site de outro banco ver o que aconteceria se, em vez de fazer esse financiamento tão mais inteligente do que o aluguel para ter um lar para chamar de meu, eu resolvesse ir pagando aluguel e guardando algum dinheiro. Quanto eu teria que guardar por mês em um investimento que renda 1% a.m. (meu irmão me falou que existe) para ter 88 mil reais em vinte anos? O mesmo valor do aluguel, pensei. Surpresa: guardando R$ 107,17 por mês, em vinte anos eu terei esse valor corrigido pela expectativa de inflação no período, ou seja, uns 106 mil reais. Eita! Pouco mais de cem reais por mês! Tem gente que gasta isso com cigarro!
Agora suponhamos que, na hora que minhas amigas se espantaram, o crônon alternativo (leia aqui minha teoria dos crônons) correspondesse a um Marco Aurélio decidido a se submeter a essa coisa toda e financiar seu apartamento. Esse careca alternativo perguntaria:
— Mas e a entrada?
E elas:
— Vende o carro!
Então o Marcurélio alternativo venderia seu Corsa alternativo para arcar com as várias despesas prévias e, em agosto de 2010, estaria feliz da vida, a pé, mas de apartamento novo. Além de precisar comprar um carro (o apartamento fica na rua Crubixá, em Cangaíba, não tem como ser perto), ele e a Ana Cartola alternativa precisariam se preocupar em reformar, mobiliar e equipar o apartamento. No fim da tarde, fariam as contas na sacada exígua, sorrindo um para o outro seus sorrisos amarelos, alternativos e desesperados. Mas estariam firmes no propósito de, com tudo isso, ainda pagar quase mil reais até que se tornassem um feliz casal de cinqüentões donos de seu próprio imóvel. Maravilha!
Vamos agora comparar a vida desse casal feliz e vitorioso com o casal real, pobres e miseráveis inquilinos. Suponhamos que nós dois resolvêssemos investir essa diferença entre a parcela (989 reais) e o aluguel (650 reais) pelos próximos vinte anos (a começar em agosto de 2010, porque antes vamos comprar coisas para o apartamento, sem pressa): qual seria nossa situação em 2030?
Voltei lá ao simulador para verificar o que acontece com 339 reais aplicados mensalmente por vinte anos. Um problema: o sistema só deixa simular com uma aplicação inicial mínima de mil reais. Tudo bem, acho que conseguimos juntar mil reais até agosto de 2010. A partir daí, guardando aqueles 339 mensalmente, em vinte anos teríamos R$ 346.250. O suficiente para comprar dois apartamentos nesse prédio do Centro. Ou três na rua Crubixá.
Durante esse tempo todo, em vez de dar dinheiro ao banco, eu pagaria a seres humanos para morar em seus domínios. Nada mais justo.
Mas vou fazer o quê? Tem gente que prefere jogar dinheiro pelo ralo, comprando um apartamento e dando dois ao banco. Paciência.




Ah menino, concordo contigo total!! Vocês estão cobertos de razão e bom-senso…Esse tipo de opção, comprar o apê e pagar um financiamento a superhiperultralongo prazo, só vale a pena se vc tiver uma boa parte pra dar de entrada…Outra opção, muito comum tb, é comprar um apê na planta, que vc paga um bom preço e espera uns dois, três anos até ficar pronto.
Olha, eu moro aqui no Alto do Ipiranga, há 15min do metrô, moro num predinho sem elevador, de três andares, num apê de dois quartos ótimo, com varandinha e área de serviço e pago R$540. Com condomínio. Tudo bem, não da pra fazer compra do mês porque as escadas são de matar e contrate alguém pra carregar a geladeira que só faça isso da vida, e não alugue seu primo ou cunhado porque é hérnia na certa. Mas o bairro é ótimo, parece cidadezinha do interior e tem de tudo por aqui: ônibus, metrô, mercado, padaria, farmácia e afins…Outros bairros próximos e típicos como Moóca e Belém tb são assim…
Bom, desejo boa sorte procês…
beijocas
ps: by the way, eu sou aquela doida que passou por ti em Moema, na sexta passada, correndo, atrasadíssima e te dizendo (gritando pela rua, aliás) que sou sua fã e da Ana, que visito vcs freqentemente e tal…rs…eu imagino que isso deva acontecer com frequencia e eu costumo ser mais educada e tal..me desculpe, foi a pressa… =0)
Marco,
seu argumento é imbatível do ponto de vista financeiro. Mas tudo depende do contexto e da família, então, suponhando que vc tenha pedido a minha opinião, permita-me algumas linhas:
1. Existem algumas variáveis como aumento de preço no vencimento do contrato, o proprietário querer o apartamento de volta, ou querer vender (a prioridade é do inquilino, mas ele não quer comprar, lembra?), entre outros. O apartamento próprio elimina essas coisas, oferecendo a garantia de que vc só sairá dali se quiser mesmo – ou se não pagar o financiamento, mas aí é outra coisa.
2. Para um casal sem filhos ou uma pessoa solteira, de fato o aluguel é a melhor opção por uma questão simples de praticidade. Mas quando existem os filhos, questões como escola, cursos, hospitais e demais itens se tornam fundamentais, tornando mais difícil mudar de bairro se necessário ou até mesmo só de casa.
3. Há, ainda, a valorização do imóvel. No meu bairro, em 2 anos não terá mais onde construir e uma estação de metrô será erguida a mais ou menos 1 Km. Se eu fosse alugar o meu imóvel, ou mesmo vender, ele valeria mais.
4. Sem falar na questão da customização. Em um imóvel seu vc pode mexer, fazer obra, quebrar todas as paredes se quiser, pra deixar com a sua cara; o que não vale fazer em um alugado (às vezes nem pode).
5. Tem também a questão do patrimônio, mas aí é estender demais.
No nosso caso, temos 2 imóveis, um comprado à vista e um financiado, porque o aluguel de um vai bancar o financiamento de outro e ficamos quites. Nem fomos tão burros assim – rs.
Então, de fato a questão financeira tem sua relevância, mas não pode ser a única a ser levada em conta. Muito boa a discussão, parabéns.
beijo.
Quando for comprar um apartamento, vou lembrar das suas contas.
Ps: minha mãe tinha interesse que EU comprasse esse da rua crubixá…
Cara, é assim mesmo. Antes de me casar fiz as contas mil vezes, várias simulações. Optei por alugar um apto por 5 anos, poupar um dinheiro, conhecer a vizinhança e só então decidir por comprar (um outro), com um bom valor de entrada e prazo curto.
Mas brasileiro acha que sabe tudo. Um amigo meu, MBA em Finanças, costuma contar quantas vezes amigos ‘entendidos’ quiseram convencer a ele que aluguel é dinheiro perdido, juros –err prestação é dinheiro ganho.
[]‘s
é aluguel mesmo… mas essa taxa de 12%aa meio dificil de vc encontrar, mas pode encontrar perto disso. a gora o diferencial é, alugando, vc pode mudar quando quiser, para alguma coisa melhor (ou não), pelo menos pode exigir alguma coisa sempre nova! vai nessa…
Marco, se você consegue ter disciplina suficiente para economizar realmente é a melhor soluçãpo sem dúvida, mas para muitos dívida é obrigação e economizar sempre deixamos para depois e quando vampos ver pagamos 20 anos de aluguel e não conseguimos economizar nada.
Hahahahaha, genial!!! Esse eh o meu discurso ha anos. Acho que vou imprimir o seu post e entregar para todas as pessoas que vem com esse papo de comprar apartamento.
Estou morando em Londres agora e aqui o povo eh obcecado por “mortgage”, (=financiamento). A unica diferenca aqui eh que deixar o dinheiro no banco nao rende tanto quanto no Brasil, e por isso a diferenca entre “juros a seu favor (do dinheiro guardado)” e “juros contra voce (do financiamento)” nao eh tao grande.
Outra vantagem muito importante no aluguel, quando se mora no Rio: apareceu uma favela na frente da sua janela? O valor do imovel vai despencar? Problema do proprietario. Se muda para outro lugar sem dor na consciencia.
Opa! Mais alguem que pensa que nem eu!
Um dia desses comentei que iria sair da casa dos meus pais e alugar um apartamento.
Tive que ouvir essa mesma ladainha de financiamento, bla bla bla =/
Vou enviar o link desse post para qualquer um que vier falar que é “loucura” alugar apartamento!
[...] um tempo justamente para isso, explicar os motivos. Recomendo o excelente post do Marco Aurélio: Quem é o burro? Leia [...]
Sua conclusão: “guardando aqueles 339 mensalmente, em vinte anos teríamos R$ 346.250…”
Marco vc esqueceu que após 20 anos pagando os 900epoucos reais mensalmente do financiamento, vc teria ‘construído’ um patrimônio de 150.000 – valor hipotético do seu tão sonhado apto. Ou seja, apesar de concordar que a vantagem ainda é do aluguel, devo discordar de tão lucrativa conta, pois seu ganho ‘alternativo’ com o aluguel seria de pouco mais de 190.000 e não os 346.250 calculados.
More bem!
Só tem duas maneiras de ganhar dinheiro com banco:
1a. Roubar o banco.
2a. Emprestar e não pagar.
Eu pago aluguel há 10 anos e sempre sou abrigada a ouvir despautérios do gênero: nossa, você já podia ter seu apê!
Essa discussão toda depende de muitas variáveis.
Não precisa ser um gênio para concluir que se submeter a 20 anos de juros de banco é um péssimo negócio. Comprar apartamento só não é prejudicial financeiramente (pq quase nunca vale a pena) se você conseguir comprá-lo muito rápido, escapando dos juros.
Mas para mim o ponto de vista mais importante no investimento em imóveis é o compromisso. É muito difícil alguém, na prática, guardar o dinheiro que iria colocar no imóvel. Os anos passam e o dinheiro acaba indo junto. Aquelas antiga contas do “vale mais a pena guardar por si” acabam ficando só no papel.
Eu trabalho faz tempo no centro….E moro em Sta. Cecilia..bem perto….O Centro é muito bacana…..tem opção para comer, para comprar eletronicos….serviços públicos: bancos, poupatempo, metro, onibus..e fácil acesso para todos os lados….
# Bom mesmo é viver em república. Meus gastos mensais com moradia, estando quase na portinha da faculdade, são de 220 reais, no máximo, incluindo aluguel, condomínio, luz, telefone, iptu, internet… Tudo bem que o apê é dividido por quatro, mas as duas que dividem quarto são irmãs.
# Por que a gente tem que crescer e sair da faculdade? Não é justo! :….(
Leio o teu blog há um tempão e nunca comentei. Não me pergunte o por quê. Vai ver que é pelo mesmo motivo que eu não atualizo o meu muquifo… Se você fizer uma pesquisa por lá (sim, porque eu estou com preguiça), vai ver um post meu sobre o mesmo assunto. Na época, eu e o maridão estávamos mudando para um apartamento maior só para ter mais espaço e podermos comprar um dog (coisa que a dona do ap anterior não deixava). Penso exatamente como você e o Gustavo Cerbasi (fala sério, você leu Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, né?). Achei que eu era a única “desequilibrada” mas vejo que sou a terceira… =)
A melhor parte é quando pessoas resolvem que – assim mais que de repente – têm o direito de dizer o que “é” certo para nós. Uma beleza. Quer ver quando uma dessas pessoas é a sogra que passou os cinco primeiros anos da vida de casada dela trepada num barraco no terreno da mamãe só para não pagar aluguel e acha que você tem que fazer o mesmo. “Assim vocês não dão dinheiro pros outros e gastam no ue é de vocês”. O irônico é que mais da metade da renda dela é das casas/quartos/muquifos que ela aluga. A vida é uma piada mesmo.
Felicidades ao casal!
:*
Boa essa…
Aqui em Poa o negócio é o mesmo, com o agravante de que o preço dos apês é bem alto e o valor do aluguel nunca passa dos 0.5% do valor do imóvel.
Mas a boa mesmo é a seguinte: juntar 10 pessoas com o mesmo pensamento, guardar dinheiro por 5 anos e construir um prediozinho em condomínio.
Aí sim a inteligencia aparece…
Tenho apto próprio e sempre comprei e vendi à vista. A única vez que comprei um apto financiado, fiz um excelente negócio, porque, depois de dois anos que estava pagando, a CEF ofereceu um desconto para eu quitar o imóvel (a dívida era de 58 mil e eu paguei 7 mil). Aluguar é bom negócio quando:
1) Não se tem o dinheiro para comprar o imóvel à vista.
2) Quando se tem 100% de certeza, de que não vai perder o emprego (e isso ninguém tem).
3) Quando se tem renda comprovada, fiador, dinheiro para seguro, fiança, caução, etc, para cumprir todas as exigências das imobiliárias (que não são poucas).
4) Quando se é muito jovem e solteiro.
Conclusão, se eu não tivesse o meu apto, estaria morando debaixo da ponte, porque perdi o meu emprego e não consegui outro. Outra coisa, ganhei muito dinheiro, vendendo e comprando imóvel. Esse que estou agora, em apenas um ano valorizou 80%. Imóveil é um ótimo investimento, desde que se saiba comprar e vender. Conselho: comece com um imóvel modesto (foi assim que comecei). Faça uma pequena reforma, espere valorizar e venda. Em pouco tempo você terá o apto dos seus sonhos, sem pagar nem um centavo de juros bancários.
[...] Leia o texto do grande Marcurélio: Quem é o burro? [...]
[...] a pensar em aluguel pelas diversas frases que escutamos sobre isso. E foi justamente um post em um blog que achei por acaso (será que existe acaso? hehehe) que nos ajudou a pensar diferente [...]
Inteligentíssima sua tese, já havia pensado nisso quando olhava o roubo que é o site da caixa economica federal pra te ajudar a fincanciar casas. Os Juros são altos e em 20 anos dá pra pagar muito mais que o dobro do valor da casa.
Bem, só que tem um detalhe. Valorização do imóvel nas grandes cidades. O imóvel que você deseja hoje, que custa 100.000 reais, daqui a 10 anos custará 200.000,00, e a grana que você economizou não será mais suficiente pra pagar a vista.
Pelo menos aqui em salvador é assim, todo ano o preço de tudo aumenta.
abraço.
estava eu aqui navegando aleatoriamente quadno me deparei com esse post num link do post do fim de ano…
e ai lembrei que conheco um cara que não só entrou na do peão da casa própria, como fez um consórcio. COm uma empresa com um nome duvidoso… Se a empresa falir? Xis…
Gostei do blog e concordo contigo, fiz a mesma coisa no ano passado!!
Seria tao bom se tivessemos mais brasileiros como vc que se dessem ao direito de questionamentos quanto aos mais diversos assuntos ditos como regras em nossa sociedade que mais se paresse como robos programados e sem cerebro.