Eu mal falo com as pessoas. Eu chego ao escritório já pensando na hora do almoço, e depois do almoço começo a pensar na hora de ir embora. Só que quando chega a hora de ir embora eu não quero ir pra casa, mas também não quero ficar no escritório, nem pegar um cinema na Paulista, nem tomar uns chopes no Bar Brahma (nem mesmo às quintas feiras, dia sagrado de Demônios da Garoa). Eu não leio mais os meus blogs preferidos. Quando chega o fim-de-semana, acordo às quatro da tarde e passo o tempo todo com a mesma roupa, trancado dentro de casa. Tenho vários assuntos pendentes e fico adiando sua resolução. Coisas simples, como passar na autoescola e remarcar o exame no Detran, e outras mais complicadas, como dar um sentido ao que sinto e penso.
E enquanto isso a foice se aproxima do meu pescoço.