Preenchi há cerca de um mês uma gigantesca lacuna em minhas leituras: finalmente encontrei uma tradução decende de Crime e Castigo, de Dostoievski, e li até o fim quase sem largar o livro. Sempre que eu termino de ler algo dele, solto a mesma exclamação: “Russo filho-da-puta!”. Como pode ser tão bom? Como alguém consegue levar o leitor para onde quer com tamanha facilidade? Sinto inveja, e não é o que chamam de “inveja boa”: se Fiodor Dostoievski estivesse vivo, eu acho que iria até São Petersburgo para puxar-lhe a barba. Como já morreu faz tempo, mordo os cotovelos e sonho com o dia em que conseguirei escrever algo decente.
Leiam Dostoievski, leiam!