Polissonografia
Estou convencido de que nunca na história deste país todos os meus problemas de saúde, da obesidade à hipertensão, da ansiedade à calvície, têm sua origem nas horas de sono que perco para a apnéia. Ninguém pode se manter saudável tendo longas paradas respiratórias durante a noite. Por conta de um conjunto infernal (desvio de septo, carne esponjosa, amígdalas, glote e palato muito grandes), esse sempre foi um problema para mim. E piorou, é claro, depois que eu engordei como um peixe-boi castrado e alimentado com banha. Tendo chegado aos 115 quilos, decidi que era hora de reverter a situação: procurei uma endocrinologista, que me passou uma dieta camarada, antidepressivos e uma batelada de exames. Entre eles, a tal polissonografia que fui fazer na última quinta-feira.
Eu não sabia que fazer um exame podia ser tão complicado. Para começar, custa entre 800 e 1.200 reais. Além disso, liguei para vários lugares em dezembro e os caras só tinham vaga para março, para maio, para o dia de São Nunca, para o Juízo Final (o que seria uma merda: eu faria o exame mas nunca saberia o resultado). Depois de muito aperreio, encontrei um lugar que a) tinha uma desistência no dia 3 de janeiro e b) atendia o meu convênio graciosamente. Marquei o exame como particular, para segurar a vaga, e corri atrás da autorização do convênio (tudo por fax, claro, é uma modernidade sem fim). Depois de muita aporrinhação (e a sempre providencial ajuda da namorada, que cuida de mim como ninguém), consegui marcar o danado. Preparatório para o exame: não cochilar, evitar café, lavar os cabelos com sabão neutro. Não tenho cabelos, um problema a menos.
No dia e hora marcados, fui ao hospital. Tudo lindo, atendimento de primeira, uma breve espera. Outra breve espera. Outra. Na sala, outros maldormidos. Alguns gordos, outros nem tanto, todos com olheiras. Ao meu lado, um garoto de seus vinte anos que fizera questão de levar seu próprio travesseiro, enfiado numa fronha amarela com borboletas estampadas. O travesseiro, não o garoto. Prestem atenção.
No andar dos roncadores, duas enfermeiras guiaram cada um para seu quarto. Quartos de hospital meio antiquados, mas com ar-condicionado e TV. Me disseram para ficar à vontade, então liguei o ar, a TV, vesti minha roupa de dormir (não chega a ser um pijama) e me deitei. O raio da televisão só pegava a Globo, então comecei a ver a novela. Uma bagunça, o Pereio comandando uns malacos na invasão de uma favela, O Fagundes e a Marília Gabriela pegando armas num piso falso, o Lázaro Ramos se esgueirando para o meio da confusão, a Marília Pêra e uns crentes. Entendi nada. Veio a enfermeira (devia estar esperando terminar a novela) com um questionário. “A gente começa daqui a pouco”. Preenchi o questionário, vi Sinais, nada da enfermeira. Já no final do filme, com o Joaquim Phoenix descendo o sarrafo no ET, vem a outra enfermeira. Simpática. Simpatícissima. Um nojo. “Quer que desligue o ar?”. Não, eu não queria. “É que tem gente que não gosta de dormir com ar-condicionado”. Eu gosto. “Quer que desligue?”. Eu não queria, de verdade. Perguntou se eu tinha certeza. Calei-me. Ela também, e começou a ligar os eletrodos. Vários na testa e na cabeça, no nariz, no queixo, no peito, nas pernas, no cu. “E se eu precisar ir ao banheiro?”, perguntei, torcendo para ela não responder que eu teria de usar algum apetrecho para mijar ali mesmo. “A gente traz um papagaio”. Por um momento, imaginei o que a ave teria com isso. Viria me distrair para eu esquecer que precisava esvaziar a bexiga? Era um papagaio bebedor de urina? Opa, nada disso. Era um negócio de mijar na cama. Ô, merda.
A mulher desejou boa noite, apagou a luz, saiu. E aí foi o inferno. Imaginem, leitores, a maravilha que é tentar dormir todo cheio de fios. Eu só pensava em dormir, e o sono, vocês sabem, é traiçoeiro: é só pensar nele que ele não vem de jeito nenhum. Depois de muito tempo, consegui dormir um sono estranho, sem sonhos. Acordei algumas vezes durante a noite, com uma sede maldita. Manejando com cuidado os eletrodos entre a boca e o nariz, consegui ingerir alguma água. Eu não podia passar sede, mas já sabia no que daria aquela água toda. O exame ia até as 6h30 da manhã, eu só esperava agüentar até lá.
Mas qual! Lá pela madrugada, acordei com a bexiga gritando. Olhei o relógio sob a luz do monitor cardíaco. Passava um pouco das quatro da manhã. Eu suportaria? Não suportaria? Decidi que não, e apertei a campainha. Logo veio a enfermeira simpática ver o que eu queria. Expliquei, ela abriu um armário e sacou um negócio de aço inoxidável, com um tubo na diagonal. O tal do papagaio. Explicou que eu deveria ficar de lado para usar o negócio e apertar a campainha quando terminasse. Saiu do quarto, eu deitei de lado, procurei o pinto, enfiei no bico da ave e relaxei.
Ah, meus amigos, o alívio! A alegria! O belo som dos respingos contra o aço! O sono!… Eu já sou atrapalhado quando totalmente desperto, imaginem naquela situação. Quando vi, tinha entornado boa parte do conteúdo na cama. Apertei a campainha, e lá veio ela, toda sorridente. “Essa merda virou, caralho”, eu disse. Ela me olhou com ceticismo. “Virou, né? Que pena que virou… Virou…”. Ficou repetindo “virou”, depois trouxe uns lençóis para cobrir a poça. E aí que eu não dormi mesmo: a consciência de estar numa cama mijada, mesmo que sob camadas de lençol seco, me revoltava.
Levei mais de uma hora para pegar no sono novamente. Às 6h40, a (in)feliz veio me acordar e arrancar os eletrodos. Manifestou preocupação com minha demora para dormir e me disse que eu sofria de apnéia. Fiz cara de “não diga!”, me levantei e fui tomar banho.
Dia 17 sai o resultado. Espero que seja o primeiro passo para resolver o problema. Acima de tudo, espero não precisar repetir o (v)exame.




hm, ok.
quero mijar num papagaio.
papagaio? na minha terra se usa uma comadre.
rs!
Se a enfermeira for sacana o resultado vai apontar que você sofre de apnéia e enurese noturna.
Também já fiz esse exame… É estranho mesmo… Mas aqui se precisasse poderia sair para ir ao banheiro… De qualquer forma, espero que consiga resolver seu problema… Formemos um grupo de “Apnéicos Anônimos”… Mas se alguém nos escutar dormindo (roncando) lá se vai o anonimato…
kkkkkkk…
Morri de ri com a história! Principalmente com a dita ave!
Abração!
Hahahaha! Ri muito quando li da mijada na cama!
Caralho!
Para variar, esse texto está muito bom… Me mijei todo (perdão!) antes de acabar de lê-lo.
E (os homens irão concordar comigo) se mijar com sono numa situação normal já é complicado (quero ver quem acerta o buraco do vaso sanitário, às 03:30 da manhã com um sono da porra), imaginem urinar deitado, com sono e com eletrodos até no rabo… Deve ser uma proeza…
Querido aluno, isso é a decadência !!!!
Em seus parcos 32 anos, vc. já tá mijando em papagaio ? O que dirá aos 52 ?
Por que não pediu para enfermeira ajudar ?
Da próxima vez, se houver, leve a providencial namorada.
Abraços
Ana
HAHAHAHAHA!!! VOU TE DENUNCIAR NO IBAMA!!!! MIJANDO NO PAPAGAIO!!!!
Isso me lembra duas coisas:
1) Perdi “Sinais”.
2) Uma vez em que eu mijei num albatroz.
Marcorelio,
Se servir de consolo(ok, não é uma palavra TÃO adequada nesse momento):
1_ Tenho um primo que sofre desse mal (apnéia, no caso) e tem que usar un troço de um equipamento que a mulher dele diz que ele fica a cara do Darth Vader. Já imaginou que legal?
2_ Numa próxima vez, lembre-se: peça por uma enfermeira “pin up”
3_ Ainda vai demorar para chegar ao exame de próstata, certo?
Um abraço!
ASHAShuASuAShuashusaHUAhshuAUSHASHUs Mto bom
Problemas de saúde é sempre complicado, sem novidades, agora para ter bom humor sem saúde, aí é f… tem que ter muito senso de humor mesmo heheheheh
è interessante como tanta gente tem ploblema de obesidade aqui no Brasil, ninguém reclama que está muito magro. Acho que umas férias na áfrica me fariam muito bem, essa vida aqui é boa demais : )
Isso tudo é castigo por ter parado os capítulos bíblicos. Arrependa-se, irmão!
No entanto, esses episódios servem pra passar o tempo…….(e nos fazer rir um bocadinho com sua “desgraça”)
Marco:
Eu tive que fazer holter e mapa de pressão, não foi tão ruim quanto o seu, mas também me encheu o saco.
. . E veja só que maravilha: Google Ads repaginado, cheio de gifs animados como nos velhos tempos das trocas de banner. O que falvata? Ah, sim! Faltava o anúncio com direcionamento estúpido, e finalmente conseguimos. “Jesus, me chicoteia”, pensou ele, é religião, e meteu-lhe um banner bonito pra orgulhar os pais. Aê, Google, mandando bem.
Putz, eu operei de desvio de septo e carne esponjosa, cornetos e sei lá mais o que, talvez operar resolvesse bem o problema junto com uma dieta…
tá ficando GAGÁ, hein…
mijando na cama com 32 anos é ooosso!
Ja li que a falta de sono profundo complica a produção de insulina e conseqüentemente aumenta o nível de glicose no sangue. É o seu caso?
Boa sorte
Putz, cara. Passei a maior parte do fim-de-ano num hospital, de acompanhante. Pelo que aprendi por lá, COmadre é de ‘CO’cô e ‘P’apagaio é de ‘P’ipi (que brilhante!), mas não sei se é isso, se troquei tudo, até porque eu era acompanhante e não tinha, quer dizer, não tenho pinto.
Experiência árdua e cansativa, mas a endoscopia é uma merda também, a sorte que demora menos.
Da próxima vez, vá de frauda. (:
acho que lá no “malvados” leram o teu post.
Se precisar de uma nutricionista, Marco, avise. Minha irmã poderá atendê-lo sem problema algum.
Putz! Sem chance que vou fazer este negócio!
Como eu já imaginava é uma verdadeira tortura, mas seu post arrancou muitas gargalhadas aqui em casa.Abraços
Muito bom o texto, ri muito! É ruim saber que estamos rindo da sua desgraça mas ei, meu comentário é de número 24, nada sai como a gente quer! Abraço!
Marco,
Estou rindo até agora. Espero que não precise fazer este exame, apesar de minha mulher reclamar que ronco muito.
Abraços,
caro marco….relaxe e goze.
sou medico (psiquiatra)…os relatos das noites de polissonografia nao sao dos melhores. Lembro do meu proprio pai (que fez o exame), reclamando no ano passado…o velho tinha passado o dia sonhando com o descanso que teria (afinal, era um luxo ir a um lugar para dormir horas determinadas e com todo o conforto). Ele descreveu a lagrima solitaria que escorreu de seu olho direito quando, deitado numa maca de 50 cm de largura, com um travesseiro que parecia só ter a fronha e com fios até o rabo, a enfermeira sorriu e disse para que ele tivesse “uma boa noite de sono”. O pobre foi acordado de 5 em 5 min, quando tentava se acomodar virando na cama. Eu tenho um pouco de pena de quem peço esse exame…pelo menos dá varias dicas pra resolver o problema.
um abraço.
Tão grande e ainda mijando na cama…….é um fanfarrão mesmo.
Como esperam que se possa dormir do jeito que se dorme em casa num lugar desses? Acho que todas as pessoas que fazem esse exame são acusadas de ter insônia. Realmente uma merda.
Mijar no papagaio deve realmente ser problemático, ainda mais para quem não tem pinto. Existe papagaio para mulheres? Que dúvida cruel, vou procurar no Google.
Boa sorte com o resultado! =)
Me sinto assim quando sou obrigado por “motivos de força maior” a assistir novela…
“Por que esse cara da Praça é Nossa vestido de Mulher?”
“Por ande anda o Paulo Goulart que não vê o Ary Fontoura agarrando a Nicete Bruno?”
Até que e divertido…
eu fiz o meu numa quarta feira de cinzas, de ressaca e tive que chegar lá umas 19h. nada de tv, ipod, celular ou qualquer parafernália eletronica – de eletronico, só os malditos eletrodos. fui conseguir só umas 4h e cacetada pra ser sacudido as 6h30. o mais legal – o que eu sinceramente espero que nao aconteça – é que a empresa queimou o HD em que estava meu exame. pois eu não repito aquele suplicio nem fudendo.
Cara Marco Aurélio,
Uma amiga minha fez esse exame já faz tempo mas ela não falou nada nem de papagaio nem de periquita. Você contando é muito mais divertido. É dez.
polissonografia me lembra do princípio da incerteza de Heisenberg. Sempre que você tenta medir alguma coisa diretamente, de maneira invasiva (ui!), você acaba interferindo no que você mede. Por exemplo, se você tenta medir a temperatura de um copo d’agua com um termômetro, pelas leis da termodinâmica (a de transmissão de calor, em específico), você está alterando a temperatura d’agua em alguns décimos de graus centígrados.
Porra!, se nego te cola um monte de eletrodos, fica te filmando ou te vendo por espelho falso, num quarto que você não está acostomado a dormir, e te manda não se mexer, é óbvio que você não vai ter uma boa noite de sono!
sensacional esse post!!!
alguém pode me explicar como é que o japonês fdp pode barrar esse site no proxy da empresa???
Ele tem que ler esse post… se não rir passa no teste de seria killer potencial!!!
Anotem o que eu digo, tem mais de 5 anos que eu leio o JMC…
E esse post vai pra galeria dos posts mais ÉPICOS. Tinha um tempo que eu não lia um post tão fudido de hilário, blog à moda antiga. Fez o meu dia.
Espero não ter que fazer esses exames nunca, minha mãe diz que eu rio enquanto durmo.
Rapaz, ainda bem que não tenho isso (ainda)!
Mijando no compadre, mijando na cama depois de velho… tu tás próximo de ser chicoteado pelo próprio?
heuihaeiuh abcs e já ouviu falar de máscaras anti-apnéia? meu velho usa e desde então temos noites de sonos tranquilas (exceto qdo fico com sede da ressaca nas madrugas do fim de semana).
Abcs
Enquanto alguns defendem a tese de que o gênero blog está em extinção, o Marcão nos presenteia com textos cada vez melhores, mostrando mais uma vez (os posts da carteira de motorista também são uma aula de como escrever textos de blog) o poder de algumas boas orações subordinadas. E nos leva a pensar sobre a validade de alguns exames que diagnosticam o óbvio. Quando conseguirmos parar de rir, é claro.
Comadre é para a mulher urinar deitada. Só não sei por que para o home é papagaio e não compadre. Mistérios da enfermagem…
PQP que merda eu tambem fiz esse exame e nao aconteceu nada disso comigo..hahahahaha. Muito engracada a estoria!
Bem, eu já fiz esse exame e foi meio frustrante para a equipe médica, porque não dormi meeeesmo… rsrsrsrs sofro de insônia crônica há anos. Isso nunca atrapalhou a minha produtividade, mas a família pegou tanto no pé que procurei um neuro e resolvi fazer a merda do exame.
Passei a noite exatamente como passo em casa – acordada, numa boa. Porém fui obrigada a ficar assistindo à televisão (ecaaaa), já que não tinha mais nada para fazer no quarto.
A vaca da enfermeira tentou desligar a TV umas duas vezes e eu só faltei bater nela. Então a TV ficou ligada. Eu fiquei sentada e, quando me deu na telha de ir ao banheiro fazer xixi, arranquei as drogas dos eletrodos e fui cumprir o dever da natureza. Nem precisei chamar ninguém para colocar os “botões” de novo – havia um espelho falso na sala e vieram rapidinho, nervosos, acertar a porcaria.
De tudo que houve, o médico concluiu que tenho um ciclo de sono e vigília do tipo vespertino – ou seja, somente fico ligada e ativa depois das 14h e vou nesse embalo noite adentro. A solução que encontrei para a minha vida? Descolei um trampo à noite e onde não preciso rodar a bolsinha, nem vender o corpo!!!
Tá vendo como tudo tem jeito??
Ah! E agora consegui progredir bastante – durmo quatro horas por dia, sempre de manhã (entre seis e dez horas da manhã). Já é um avanço e tanto… rsrsrsrs
Beijos, se cuida e boa sorte!
Maria Lia
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…
“virou, virou…”
Olá,
Sou psicólogo e trabalho com distúrbios do sono. Pelo seu relato, dá para se dizer que você fez esse exame em um dos piores lugares que existem. Cama ruim, sem poder levantar para ir ao banheiro e dormir em cama urinada com certeza são situações deploráveis!
Boa sorte com seu tratamento!
E aí, como ficou? comentei com meu médico acerca do teu caso (ele me pediu um exame igual) e ele quis saber qual a solução, porém não estou encontrando nenhum comentário teu adicional sobre o que aconteceu depois.
Responda antes do casamento!
Adorei o comentario quase morri de rir, desculpa por rir de sua falta de sorte neste exame, mais é muito engraçado!
So naum gostei do nome, Deus naum tem nada a ver com isso.
Um abraço
Acabei de fazer este exame, foi terrível, as instalações ate que eram boas, mais nada de eletrônicos, tv, celular, só eu e os fios, e muitos, parecia filme de ficção, primeiro pedem para você se preparar para dormir, pensei em sacanear a enfermeira e dizer que só dormia nu, mais pensei que ela poderia me dar o troco e colocar eletrodos onde não devia, assim coloquei um pijama básico, fomos para outra sala e lá, numa cadeira daquelas “do papai” reclinável e tal começou o martírio, ela foi colando os eletrodos um a um na cabeça, eram 4, no queixo, nos lados dos olhos nas têmporas, peito pernas, ai comentei que me mexo muito durante a noite e que poderia soltar alguns fios. ela disse que a cola e muito boa, boa e fedida, faz dois dias que fiz o exame ainda tem cola no couro cabeludo (hoje nem tão cabeludo assim)alem disso tinha duas cintas, uma no peito para monitorar de que lado eu durmo, e uma na barriga para detectar a parada respiratória, mais o pior foi e aparelho que colocaram no dedo, sabe aquele que parece um pregador de roupa que monitora os batimentos cardíacos, então ela colocou no dedinho e disse que é o dedo que menos doía, fiquei com um hematoma fraquinho mais por três dias, por fim dormi e acordei varias vezes, de manha ela me desligou do aparelho tentou remover toda a cola com acetona mais disse que o resto sairia com o tempo, me deu um DVD com o vídeo na noite inteira onde vi com alguns amigos a tortura por que passei e rimos muito (eu nem tanto) Agora aguardo os resultados, tomara que esteja tudo bem
Abraços
Confesso que vc tem um formato tod especial para relatar algo constrangedor….. e olha que não estou me referindo a mijada e sim aquela situasção de se estar cheio de fios e ter que dormir a todo custo.
Estou na mesma situação, ou seja, pesquisando locais e me deparando com preços absurdos e fia de espera de 03 a 04 meses.
Nossa ri muito com sua historia… minha mãe tem que fazer o exame e eu li para ela…. ela até passou mal de tanto rir…. parabens… acho que vc tinha que ser contratado pelo hospital e ficar toda noite fazendo apresentações da sua historia do exame… tenho certeza que todos iriam fazer o exame sem problema nenhum…até iriam relaxar com certeza…. parabens…. muito bommmmmmm….
Essa história foi ótima, muito engraçada, ri como há muito tempo não fazia! Acabei de passar por situação semelhante, essa tal de polissonografia é realmente um saco!
Eu fiz o esse exame tem um mês, mas antes de fazer já estava pesquisando sobre o xixi e de como era o exame em geral…e dei de cara com esse texto, confesso que fui apavorada pensando no tal papagaio, ou comadre, além de saber q ñ ia dormir direito com tanto fio em mim. Dormi com o ar ligado e o enfermeiro ficou espantado com isso. 4 hrs da manhã o meu pavor começa, queria fazer xixi! rolei, enrolei, segurei, até q tive que chamar o moçinho…olhei pra ele com uma cara de espanto e disse q queria ir ao banheiro..ja imaginando o tal papagaio e td o que aconteceu contigo. Pro meu espanto ele simplesmente tirou a caixinha da tomada (onde todos os eletrodos estavam ligados) e eu fui ao BANHEIRO! nunca fui tão feliz a tal lugar hahahahhaha. Ahh o resultado foi que tenho sinusite (tá sabia isso desde os 2 anos, hj tenho 25), e quando ela ataca eu ronco pq ñ respiro direito. Aff fazer o que né?!
Adorei !
Tem certeza de que voce não é escritor?
Que talento!
Abraços