Lá fui eu para Brasília. A recepção no aeroporto foi inesquecível, com a presença de minha querida Janaína e Marcos, seu namorado gente boa pra caralho, mais a linda Paulinha, o Pedro e meus sobrinhos boo e Rafael. Do aeroporto saímos para comer e beber e depois fomos para a casa da Janaína, que muito gentilmente hospedou a mim e a meus sobrinhos por esses dias. E lá chegando fomos logo nos acomodando:

No dia seguinte nossas energias foram todas concentradas nos preparativos para o reveillon. E tantos foram os preparativos que acabamos saindo tarde e comemorando o ano novo dentro do carro. Tudo bem, sem problemas. Já na festa, encontramos a celebridade-mor da internet brasileira, Daniela Abade. A festa foi ótima, com direito a bebida de graça e maços de cigarro com surpresa… Hum, vamos deixar isso pra lá. Basta que vocês vejam como eu estava quando voltei para a casa da Jana:

E logo dormimos, porque a Posse seria dali a algumas horas. Acordamos tarde pra caralho, mas contamos com a providencial ajuda da Paulinha, que já havia tentado nos acordar uma vez sem sucesso, e agora voltava para nos levar à Esplanada dos Ministérios. Apesar do trabalho todo que demos, ela manteve o bom humor, como podemos comprovar na foto abaixo, com participação especial de um transeunte metido a engraçadinho:

Perto da Catedral encontramos a comitiva da Paulinha e saímos à caça de um bom lugar para assistir à passagem do presidente Lula. E não demorou para Rafael Capanema mostrar sua face de menino mimado:
— Tô com fome…
— Segura tua onda, Rafael.
— Mas eu tô com fome!!!
— Tá, tá.
E lá fui eu, heroicamente, procurar algum lugar que vendesse comida. Depois de muito procurar, achei uma barraquinha de cachorro-quente e fui buscar todo mundo. E lá veio Rafael de novo:
— Cachorro-quente?
— É, Rafael. Cachorro-quente.
— Mas eu não gosto de cachorro-quente.
— ENTÃO COMA MERDA, CARALHO!
Diante da minha costumeira civilidade, Rafael não teve alternativa a não ser sair procurando outra coisa para comer. E acabou encontrando um cara que vendia milho, voltando todo feliz com a espiga na boca (ha ha ha…):

Todos comidos, Rafael quis fazer as pazes comigo limpando os restos de comida da minha boca. A boo achou linda a cena e pediu para repetirmos, o que fizemos a contragosto:

Triste, não? Uma foto sem espontaneidade nenhuma. Só sob a mira de uma arma faríamos algo tão ridículo, e foi justamente o que aconteceu:

Já alimentados, era hora de enfrentar a multidão vermelha rumo ao Congresso, onde Lula estava naquele momento sendo empossado:

Mas decidimos que o melhor mesmo era tentarmos chegar ao Parlatório, onde FHC passaria a faixa presidencial para Lula, que depois faria seu discurso para o povo. No caminho, ainda testemunhamos a invasão do espelho d’água do Congresso pelo povo:

Tá, Chicoteia. Já falou pra caralho. E o Lula?
Er… Lula? Então. Tirei uma foto do Genoíno, olha só:

Não enrola, caralho. Cadê o Lula
O Lula, né? Tá bom. Taí o Lula com Dona Marisa no Parlatório:

CARACA! Cê ficou tão longe assim da bagaça?

Não. Fiquei bem mais longe. Minha objetiva nova que aumenta zilhões de vezes é que permitiu que a foto saísse assim. Pra piorar, na saída do Palácio do Planalto, o Lula saiu pelo lado oposto de onde eu estava.
Frustrada a expectativa de fotografar o Lula de perto, nos restava ir para casa. Janaína, a anfitriã perfeita, boo e eu demonstramos bem nosso descontentamento fazendo o clássico z0/ em frente ao Itamaraty.

Mas Janaína, um anjo, reacendeu nosso ânimo:
— Ei, vocês não querem ir até o hotel do Fidel ver se tiram uma foto dele?
Ôpa, claro que queríamos! E lá fomos para o hotel (com Rafael queixando-se de fome, frio e solidão, como sempre). Burlamos o rígido esquema de segurança, que incluía até uma van cheio de atiradores de elite da Polícia Federal e buscamos abrigo numas moitas. Um casal que ia passando quase botou tudo a perder, no entanto. A garota nos viu e gritou:
— Rafael Capanema??? boo???? NÃO ACREDITO! Posso tirar uma foto com vocês???
Como o casal mais querido da comunidade bloguista é sempre muito gentil e educado com seus fãs, atenderam ao pedido da garota e foram lá para o lado deles, enquanto eu batia a foto:

E voltamos correndo para nossa moita. Nossas horas de tocaia foram recompensadas pela chegada de Fidel:

Sei que a foto não saiu lá essas coisas, mas considerem minha posição, deitado de bruços na terra e fazendo de tudo para ocultar minha supercâmera para trazer a todos que pediram (especialmente Joyce Garófalo, que tanto insistiu nesse ponto), uma foto de Fidel Castro.
E a posse foi isso aí. Não teve Lula, que era o prato principal. Mas valeu cada centavo.