Esse post foi um dos que geraram maior número de interpretações errôneas desde que comecei com esse negócio de blog. E pior: dessa vez boa parte da culpa foi minha mesmo, por partir do pressuposto de que vocês estão dentro da minha cabeça, e portanto sabem o que eu estava pensando quando o escrevi. De forma alguma: minha caixa craniana é grande, mas não chega a tanto.
Peço perdão aos que se sentiram ofendidos com o texto. De verdade. Nunca me passou pela cabeçorra rechaçar tentativas de aproximação. Ou como vocês acham que eu fiz tantos novos amigos nos últimos dois anos (desde a Clarah, a primeira pessoa que conheci através do blog, até Dona Nilda, a mais recente)? Aprecio demais os emails que recebo, a preocupação sincera de algumas pessoas quando me mostro meio borocoxô, as críticas bem argumentadas, os elogios contidos.
Há algumas semanas, por exemplo, recebi emails muito carinhosos que me ajudaram a superar uma situação meio tristonha. Emails do tipo “Oi, você não me conhece, mas leio o que você escreve há algum tempo, então queria só saber se está tudo bem e dizer que pode contar comigo se quiser conversar com alguém”. Como é que eu ia deixar de gostar de algo assim? Gosto muito, é óbvio, e sou muito grato a essas pessoas que, sem me conhecerem, demonstram esse tipo de sensibilidade.
Meu problema é outro. É com nego que comenta ou manda e-mails do tipo “Ô, acabou o namoro por quê?”. Oras, façam-me o favor! Eu só admito perguntas assim quando são feitas pelos meus amigos íntimos. Nunca respeitarei um zé-mané que, nunca tendo me visto, arroga-se o direito de querer saber sobre minha vida. Não admito isso. Há quem goste; eu não.
Portanto, meus queridos, não se avexem: vez em quando eu escorrego e falo besteira, mas amo a quase todos. Há os imbecis, é claro, mas que graça teria o mundo se só existissem pessoas de bom senso, como nós?