Jesus, me chicoteia!

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Cuidado com as formigas

Cientistas anunciaram a descoberta do maior formigueiro do mundo. A colônia tem 6 mil quilômetros de extensão, passando por Espanha, Portugal, Itália e França. Sei não, sei não… Depois de ler esta notícia, passei a olhar as formigas de uma forma mais desconfiada e até respeitosa. Elas não estão por aí à toa, só carregando folhas para lá e para cá. Ao contrário de nós, humanos, elas têm um plano a longo prazo.
Outro detalhe: são formigas argentinas! Malditas sejam!

Me segura!

O autor deste blog sem-vergonha (ou o autor sem-vergonha deste blog, como preferirem), desembolsou 50 reais para adquirir essa preciosidade aí do lado, a Bíblia de Referência Thompson, uma edição caprichada da tradução João Ferreira de Almeida contemporânea, com tudo o que faltava: pano-de-fundo histórico, estudos arqueológicos, tabela de pesos e medidas, mapas, linha do tempo, tudo. Quero ver quem me segura agora! Jesus, me chicoteia!
Pra começar, algumas datas até agora:
A expulsão de Adão e Eva do Éden – 4004 a.C.
O Dilúvio – 2348 a.C.
A Torre de Babel – 2234 a.C.
A chamada de Abraão – 1921 a.C.
Jacó foge de Esaú – 1760 a.C.

Padre fumeta

Leiam esta notícia e imaginem a cara do padre. “É incenso, seu guarda! É incenso!”

Os filhos (e a filha!) de Jacó

Pois bem, onde estávamos? Ah, sim: Jacó casou-se com suas duas primas, Léia e Raquel, esta por amor, aquela por pilantragem de seu tio — e agora sogro — Labão. Ia me esquecendo de dizer que cada uma delas levou consigo uma serva: Léia levou Zilpa e Raquel levou Bila. Essas duas serão importantes na história que segue:
Até agora Jacó viveu sua vidinha, e deus não interferiu em nada, só lançou mão de uns efeitos especiais para impressionar o cara. Como já vimos, Jacó amava Raquel, e só se casou com Léia também por força das circunstâncias. Mas deus não gostou desse negócio e resolveu meter o nariz onde jamais fora chamado, tornando Léia fértil e Raquel estéril, para que Jacó passasse a amar também a primeira esposa.
E Léia pegou a parir um atrás do outro: primeiro foi Ruben (que significa eis um filho), porque comemorou seu nascimento dizendo: “Arrá! Deus me ouviu, agora o Jacó vai passar a me amar”. Parece que não, porque quando nasceu o segundo rebento, ela disse “Deus viu que eu era desprezada, e me deu mais este” e chamou-o Simeão (deus ouviu). Mas Jacó continuou com aquele xamego com Raquel, e quando nasceu o terceiro moleque, Léia o chamou de Levi (unido), dizendo: “Agora vai, porra! Jacó vai se unir a mim!”. Nada mudou, e o quarto menino foi chamado de Judá (louvor), porque ainda esperava que o marido lhe desse atenção: “Dessa vez eu vou louvar ao senhor, será o Benedito?”.
Além de ter que conviver com esta mulher à qual não amava (mas que comia com certa freqüência, pelo visto), Jacó tinha também que administrar o gênio ruim da esposa amada, Raquel, que um dia veio falar com ele:
— Jacó! Se for pra eu não ter nenhum filho, eu prefiro morrer!
Jacó, claro, ficou muito puto:
— Porra, Raquel! Minha parte eu estou fazendo, e muito bem! Se você não engravida, isso é problema seu com deus, tenho nada com isso não!
Relevando esse negócio de “minha-parte-eu-faço-muito-bem” (homem sempre se engana quando o assunto é desempenho sexual, todo mundo já sabia disso naquela época), Raquel propôs que Jacó dormisse com Bila, sua serva, para que ela parisse sobre os joelhos dela. Sim, é isso mesmo que vocês leram: Bila ia ter o filho sobre os joelhos de Raquel. Bem pior que o tal juramento com a mão sob a coxa, né não? Mas era uma forma de simbolizar que a criança nascida naquele momento não pertencia legalmente à mulher que lhe dera à luz, mas sim à outra, que a recebera nos joelhos. Puta negócio desagradável, que poderia ser perfeitamente contornado com um simples contrato de adoção. Mas quem sou eu para criticar a cultura alheia? O fato é que Jacó mandou o bilau na Bila (argh!) e ela ficou grávida. Esse primeiro filho de Raquel foi chamado Dã. Não, Dã não significa retardado! Significa fazer justiça, porque Raquel disse: “Deus me julgou, viu que minha irmã era mesmo uma mocréia, e me deu um filho”.
Nosso amigo Jacó começou a gostar desse negócio de variar as parceiras: mandou ver com Bila de novo e a guria embuchou mais uma vez. Raquel disse “Tô lutando feito uma condenada com a minha irmã, mas tô ganhando!” e chamou o filho de Naftali, que quer dizer lutando. Não sei qual é a relação com a naftalina. A luta contra as baratas, talvez… Bom, não vem ao caso. O que nos interessa é que Léia viu que estava perdendo mais terreno ainda — se é que tinha algum para perder — e entregou a Jacó sua serva Zilpa para que ele a engravidasse, para depois ela dar à luz sobre os joelhos dela, aquele mesmo lenga-lenga. “Ôpa, é pra já”, disse Jacó, e não perdeu tempo: Zilpa ficou grávida e Léia disse “Que sorte, puta que pariu!” e chamou o filho de Gade (boa sorte). Jacó se deu bem com Zilpa também, tanto que ela teve outro filho, que Léia chamou de Aser (feliz), pela óbvia alegria que mais este filho lhe causou.
Depois de tanto pular de cama em cama, Jacó ficou meio prejudicado. Qualquer uma das quatro vinha com muito nhenhenhém, e ele logo dava um jeito de escapar, inventava uma desculpa qualquer, dizia que estava cansado, essas coisas. Pois então: um dia Rúben, o primogênito, saiu para o campo e trouxe umas mandrágoras para Léia. Ora, as mandrágoras eram consideradas afrodisíacas, e Raquel veio logo falar com Léia:
— Léia, me dá essas mandrágoras aí.
— Ah, sua piranha! Acha pouco ter me tomado o marido, agora quer também as mandrágoras do meu filho?
— Marido? Faz-me rir! Jacó anda broxa que só ele! Vamos fazer o seguinte: você me dá essas mandrágoras e pode dormir com ele esta noite.
O trato foi feito, e no fim da tarde, quando Jacó vinha voltando do campo, Léia foi ao seu encontro, toda serelepe. Olhou-o bem nos olhos (ou seja, olhou para algum ponto à direita do ombro de Jacó, tadinha da vesguinha) e disse:
— Jacó, hoje você não escapa: vai dormir comigo, porque eu te aluguei por esta noite.
A primeira reação dele, claro, foi tentar inventar logo uma desculpa. Mas aquela coisa toda das mandrágoras era muito parecida com a história do guisado de lentilhas. Se ele não aceitasse a negociação feita entre suas duas mulheres, corria o risco de mais tarde ouvir alguma delas questionando a forma como obtivera seus privilégios de filho mais velho. Então foi e deitou-se com Léia. Esta engravidou, é claro, e deu ao seu quinto filho o nome de Issacar (presente), porque considerou que era um presente de deus por ela ter mostrado desprendimento ao entregar Zilpa a Jacó. E ainda teve mais um filho e chamou o pequerrucho de Zebulom, que significa eita nome feio da porra. Brincadeira. Zebulom quer dizer morada porque ela achou que agora, com seis filhos, Jacó ia finalmente morar com ela. Depois ela ainda teve uma filha, mas como o nascimento de uma menina não era motivo pra comemoração naquele tempo, ela não disse nada e apenas pôs na garota o nome de Diná (julgada).
Só a essa altura deus se lembrou de Raquel e resolveu que era hora de ela ter um filho também. Raquel engravidou e teve um menino a quem chamou José (aquele que acrescenta), porque pensou, aliviada: “Puxa, finalmente deus se lembrou de mim! Tomara que ele me acrescente outro agora”.
Recapitulando: além de Diná, que não era levada em conta pelos padrões da época e do local, os filhos de Jacó até agora são Ruben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom e José. Ainda falta um para completar as famosas Doze Tribos de Israel. Mas isso é mais para a frente, por enquanto guardem apenas o nome de José (não é difícil, podem chamá-lo de Zé). Esse cara ainda vai ser importante na nossa história.

Ah, os mecanismos de busca…

Porra, acho que vou fazer outro blog só com essas pesquisas que as pessoas fazem no Google e acabam vindo parar aqui. A mais recente: fotos de ex-namorada pelada. Pode um negócio desse? Aí, Bárbara, acho que vamos precisar da sua colaboração…

Baboseira

Hoje eu escrevi um post gigantesco sobre o nascimento dos filhos de Jacó e adivinhem? Pois é, meu IE travou e o texto foi pro saco. Mas eu não me desesperei, porque tinha dado um CTRL+C em tudo antes, já conhecedor desses problemas, gato escaldado etc. E o que aconteceu? Abri o Blogger de novo, dei um CTRL+V e pasmem! NÃO COLOU TEXTO NENHUM!!! O paspalho aqui deve ter dado um CTRL+C em alguma outra coisa e se fodeu.
Bom, então só de raiva eu vou plagiar a e fazer um momento Google rapidinho: Tem gente que chega a este site procurando coisas como:

- Quero ser corno
(Eu tenho cara de quem sabe desse assunto? Tenho, é? Hum…)
- Anatomia surreal
(Alguém por favor me explique que porra é essa)
- Como acabar com as traças
(!!!)
- Fotos do reality show da Alemanha
(Façam-me o favor!)

Deve ser legal a cara que o sujeito faz quando tá procurando um jeito de acabar com as traças e acaba caindo neste blog besta aqui…

Páscoa

Tá, tá, eu sei que a Páscoa já passou faz tempo. Mas é que eu tinha esquecido de postar a foto do meu almoço pascal. Vejam como eu sou um rapaz pio. Ah, essa foi tirada pela minha fotógrafa predileta, Denise Tonon.

Jacó faz um trato com Labão

Acho que já demos bastante tempo pro Jacó pensar, né? Pois o bicho pensou bastante. Labão tinha duas filhas: Léia e Raquel. Algumas traduções da Bíblia dizem que Léia tinha os olhos ternos, outras que os tinha enfermos, outras ainda se referem aos olhos de Léia como “sem brilho”. Vamos falar a verdade: Era vesga, zaroia, olhava o peixe e fritava o gato, a pobre da moça. Em compensação, sua irmã Raquel era bonita e gostosa (“formosa de porte e de semblante”, mas é sempre bom atualizar as coisas). Jacó, é claro, estava apaixonado por Raquel, e se saiu com essa:
— Tio, vou trabalhar para você por sete anos, e o único pagamento que quero em troca é a mão de sua filha Raquel.
— Ué, que que você vai fazer com a mão da menina, Jacó?
— Ah, tio, piada velha não! Cê entendeu: quero me casar com Raquel.
Os olhos de Labão brilharam. Ia ter um empregado trabalhando de graça por sete anos, e no fim ainda ia casar a filha com um sobrinho rico. Sua irmã, Rebeca, já fazia parte daquela família. Se Raquel entrasse nessa também, quando Isaque morrese boa parte de sua gorda herança seria da família dele, Labão. Mas é claro que ele não ia deixar transparecer sua alegria com a proposta de Jacó:
— Hum… Casar com minha filha? Sei não… Bom, melhor entregar minha filha a você do que a outro vagabundo. Digo, a qualquer vagabundo. Beleza, negócio fechado.
E assim Jacó trabalhou de graça por sete anos para poder casar-se com Raquel, e esse tempo todo passou como se fossem poucos dias, de tanto que ele a amava.
Cumpridos os sete anos, Jacó foi falar com Labão:
— Tio, já trabalhei o tempo estipulado, agora falta o senhor honrar sua parte no contrato.
— Beleza, Jacó! Beleza!
Mas Labão ficara mal acostumado. Os lucros que obtivera com um jovem robusto trabalhando com entusiasmo sem pagamento algum eram bastante atraentes. E ele pensava em ter em sua família uma fatia maior ainda da herança de Isaque. Então chamou todos os homens do lugar e preparou um banquete. Todo mundo comeu e bebeu até cair pelos cantos. No fim da tarde, adivinhem o que Labão fez? Exatamente: entregou Léia a Jacó, aproveitando-se da bebedeira do sobrinho. Jacó levou Léia para sua tenda e mandou ver, claro. Deve ter gritado “Raquel, Raquel!” a noite toda, e a vesguinha lá, firme. De manhã, com uma ressaca desgraçada, Jacó olhou para o lado e levou um susto ao ver Léia olhando para ele, ou melhor, olhando para o outro lado da tenda, bom, vocês entenderam. Ficou puto, claro, quem não ficaria? Foi correndo falar com Labão.
— Ô, seu velho filho-da-puta! Que porra é essa? Então eu trabalho sete anos de graça para você, só para poder me casar com Raquel, e você me entrega a Léia? Tá querendo morrer?
Mas Labão era macaco velho:
— Jacó, Jacó, não é nada disso. Aqui na nossa terra o costume é casar a filha mais velha primeiro, então eu não podia casar Raquel antes de Léia.
— Porra, você teve sete anos para arrumar um marido pra vesguinha!
— E você acha que eu não tentei, Jacó? Ninguém quis a menina, tenha piedade! Vamos fazer o seguinte: Você cumpre a semana das bodas com Léia, e depois pode se casar com Raquel, desde que trabalhe para mim os próximos sete anos.
Jacó quis matar o tio ali mesmo. Mas era um homem apaixonado, coitado, e aceitou a sacanagem toda só para poder casar-se com a mulher que amava. E dessa vez Labão cumpriu a palavra (não era nem louco de não cumprir, se aprontasse mais o sobrinho lhe comia o fígado): depois da semana das bodas, entregou Raquel como esposa a Jacó, que em troca trabalhou mais sete anos para ele. E, claro, amou Raquel muito mais do que Léia.
Isso é que é amor, né não? O cara trabalhou catorze anos pela mulher! E a gente com preguiça até de mandar umas flores…

A Lei? Ora, a Lei!

Você existe? E tem como provar? RG, CIC, Título de Eleitor, Carteira de Motorista? Pode esquecer! Desde segunda-feira estes documentos não valem mais. Legal, né?