Jesus, me chicoteia!

Chicote Verbal

Ah, desencanei do outro blog.

Post com intuito único e exclusivo de aumentar a audiência

Foda-se que é silicone

Whaddahfuck?

Alguém aí já ouviu falar de um conjunto caipira americano chamado The Mosam Skiffle Train? Eu estava procurando a letra de uma música (There’s no more corn on the Brazos) pra mãe do Pelezinho e acabei achando esses caras. Não tinha a letra que eu queria, mas dei de cara com uma música chamada 10.000 years ago, que é igual a Eu nasci há dez mil anos atrás, do Raul Seixas. Alguém sabe mais detalhes dessa história? Olha a letra:

10.000 years ago
(Traditional)

I was born ten thousand years ago
And there is nothing in this world that I don’t know
I saw Peter, Paul and Moses
Playing ‘Ring around the roses’
And I’ll whip the guy who says it isn’t so

I saw Satan when he looked the garden over
I saw Eve and Adam driven from the door
And behind the bush a-peeping, saw the apple they were eating
And I swear I was the guy who eat the core

I saw Samson when he laid the village cold
I saw Daniel tame the lions in their hold
I help build the tower of Babel, as high as they were able
And there’s many other things I haven’t told

The queen of Sheba fell in love with me
We were married in Milwaukee secretly
In Washington I shook her and went off with General Hooker
To fight them skeeters down in Tennessee

I remember when this country had a king
Saw Cleopatra pawn her wedding ring
And I saw the flags a-flying when George Washington stopped lying
On the night when Paddy first began to sing

I saw Nero fiddling when he burned up Rome
Told him it looked like his future home
When he had the nerve to holler I grabbed him by his collar
And cracked a whiskey bottle on his dome

São tantas coisinhas miúdas…

Porra, faz um tempão que eu não falo de Casa dos Artistas, né? É que eu estava sem assistir. Hoje o curso terminou mais cedo e consegui ver um pedaço. E peguei a Ellen Roche dizendo uma coisa linda pro Rafael Vanusa, com a maior cara de conteúdo desse mundo: “Uma coisa que eu aprendi com a Suzana, Rafa: Quanto mais você mexe numa coisa pequena, mais ela cresce”. Sabemos disso, Ellen, sabemos disso.
O legal de uma mulher como a Ellen Roche é que ela fala uma besteira desse tamanho e a gente pensa, “Bah, que porta!”. Aí no final do programa mostram ela ajeitando a calcinha e pronto: Está redimida.

Comentários a dar com o pau

Sim, sim, chegamos ao 700º comentário. A autora? Pilar, a Caipira Atormentada!

Valeu, Zé

Ah, esse negócio aí da enquete, de chamar a casa do caralho de “Residência do Sr. Pênis” é coisa do meu amigo Zezinho, vulgo Odair. Aê, Zé, obrigado pela contribuição involuntária.

Diná é deflorada: A vingança dos filhos de Jacó

— Na edição de ontem do Mesopotâmia Urgente, falamos do homem que está enriquecendo no Egito graças às cheias do Nilo. Hoje veremos como muitas outras pessoas aproveitaram a idéia e… Esperem, acaba de chegar uma notícia às minhas mãos. Parece que houve uma chacina em Canaã. Aconteceu na cidade de Siquém, onde está nosso correspondente para trazer maiores detalhes.
— Não foi bem uma chacina, seria melhor qualificar o que aconteceu como genocídio. A cidade está destruída e deserta. Apenas um homem foi encontrado no meio dos escombros. Estava bêbado e falando coisas incoerentes. Depois de tomar uma ducha fria e um café forte, acabou confessando à polícia que participou do saque da cidade, ajudando os filhos de seu patrão, um nômade rico chamado Jacó, que morava aqui já havia alguns anos, em um terreno cedido pelo apresentador e empresário Senor Abravanel. Estamos com ele aqui. Para resguardá-lo, sua identidade será mantida em segredo. Você pode nos contar o que aconteceu?
— Peraí, esse negócio de identidade em segredo. Vocês não vão colocar aqueles quadradinhos na minha cara e me deixar com voz de pato?
— Sinto muito, estamos ao vivo e não dá pra fazer isso. Mas posso te garantir que essa máscara de Tiazinha e o prendedor de roupa no nariz são suficientes. Por favor, conte sua história.
— Então, rapaz… Meu patrão, Seu Jacó, tem uma filha muito bonita, chamada Diná. Os irmãos dela são muito ciumentos, não deixavam a menina sair de jeito nenhum. Mas você sabe como são as moças nessa idade, aquele fogo na periquita, então um dia, deve fazer uma semana, ela saiu escondida pra ir conhecer a cidade.
— A família do seu patrão não morava na cidade?
— Não, a gente morava em tendas. Mania da família do Seu Jacó, acho que eles gostam de acampar, sei lá. Pois então, a menina foi conhecer a cidade e o príncipe de lá, Siquém, acho que ficou apaixonado pela menina e levou ela pra casa.
— Siquém? O cara tem o mesmo nome da cidade?
— É, não sei se o pai dele botou esse nome na cidade por causa do filho ou se foi o contrário.
— O pai dele era o manda-chuva por aqui, então.
— Isso mesmo. Hamor era o nome dele. Um senhor muito distinto. E Siquém também era um rapaz muito decente. Mas você não conheceu a Diná, a menina era linda demais. Todo mundo tinha vontade, mas Siquém foi e fez. A menina chegou virgem à cidade, e duas horas depois já não era mais. A história se espalhou, Seu Jacó acabou sabendo e contou pros filhos o que tinha acontecido. Ah, os meninos ficaram muito putos com a história toda e a gente logo percebeu que isso não ia acabar bem. E não adiantou nada Hamor ir falar com o patrão.
— Ah, então ele chegou a ir falar com a família da moça?
— Ôpa, foi sim. Ele e o filho. Foram lá para pedir a menina em casamento. Muito honrado da parte deles, eu achei. Hamor falou pro meu patrão que Siquém estava apaixonado pela filha dele, que não falava noutra coisa e queria casar com ela. Propôs que passassem a conviver, e ele daria a mão das filhas aos filhos do patrão, e nós poderíamos viver na terra deles. Mas o mais bonito foi o menino falando, o Siquém. Tava quase chorando. Disse que Diná era a razão da vida dele e que eles podiam pedir o que quisessem e ele daria, pedindo em troca apenas que deixassem ele ser feliz com a menina. Foi bonito, muito bonito mesmo.
— Mas então, por que tudo não se resolveu?
— Ah, você não conhece os meninos… Inventaram que não podiam deixar a irmã se casar com um homem incircunciso, que seria uma vergonha e coisa e tal. Disseram que só aceitariam a proposta deles se eles e todos os homens da cidade fossem circincidados.
— Circuncidados? Que é isso?
— Ah, um costume da família desde os tempos do velho Abraão, avô do chefe. Eles cortam a pele do… Do… Como é que eu vou dizer?
— Do pinto?!?
— É, isso aí. Todo menino que nasce eles cortam a pele do pinto, e todo empregado que vem trabalhar aqui com eles tem que fazer a mesma coisa.
— Negócio esquisito…
— Também acho, mas eles dizem que foi ordem de um deus aí deles. Eu acho é que esse deus falou o negócio só de sacanagem e o velho acatou. O que importa é que o costume pegou, e os meninos se saíram com essa para cima dos caras de Siquém. Hamor e o filho acharam que não tinha nada demais, foram até a porta da cidade deles e chamaram todos os homens para comunicar a circuncisão geral. Não sei se eles gostaram muito da idéia, eu não gostaria, mas cê sabe como é, ordens do rei, que é que cê vai fazer? Além do mais, fiquei sabendo que Hamor explicou tudo direitinho para eles, que se cortassem a pele do pinto o príncipe da cidade ia se casar com a filha do ricaço, e todo mundo saía ganhando. Bom, só sei que todo mundo foi circuncidado naquele dia.
— Peraí, conseguiram passar a navalha no pinto de todos os homens da cidade num só dia?
— Ah, a cidade era pequena… Para você ter uma idéia, nosso acampamento tinha bem mais habitantes que a cidade, contando os servos todos. A única diferença é que eles viviam num lugar fixo, em casas de pedra, e a gente nessas merdas de tendas cheias de goteira, tendo que cagar no mato, sem água encanada, sem luz elétrica.
— Certo. Mas ainda não entendi: Como é que cortar o pinto levou a tamanha tragédia? Infecção hopistalar?
— Não, você ainda não entendeu o que os filhos do patrão estavam planejando. Tudo isso aconteceu há três dias. Na noite de ontem, aproveitando que todos os homens da cidade estavam meio prejudicados por causa da operação, Simeão e Levi, os mais velhos, convocaram a gente pra invadir a cidade. Chegamos à noite e entramos sem problemas. A ordem era para matar todos os homens, e a gente não era doido de desobedecer. Dava dó de ver aqueles marmanjos tentando correr. Acabou que matamos todos eles.
— Hamor e Siquém também?
— Também, coitados. Esses os meninos fizeram questão de matar pessoalmente, e pelo menos sou feliz por não ter presenciado a cena.
— E por que você ficou por aqui?
— Então… Depois que todos já tinham morrido, os outros irmãos vieram para saquear a cidade. Levaram as mulheres e crianças para o acampamento, roubaram os animais e tudo o que havia nas casas. Terminado todo o serviço, eu e mais uns três colegas encontramos vários odres de vinho numa casa e começamos a beber. Não me lembro de mais nada. Hoje de manhã os colegas tinham sumido e tinha polícia pra todo lado. Foi isso.
— Você sabia que Jacó e seus filhos assassinos fugiram durante a madrugada?
— Não tava sabendo não. É assim a vida, a gente trabalha tantos anos pro cara e quando precisa…
— É, rapaz, infelizmente você se deu mal. Obrigado pela entrevista. Guardas, podem levar. Pois é, meus amigos. Uma tragédia nunca vista aconteceu por aqui e os culpados estão desaparecidos. Vamos esperar que ao menos dessa vez a justiça seja feita. E que alguém explique direito esse negócio de cortar o pinto, que eu nunca vi coisa tão estapafúrdia na minha vida.

Slogan

Preciso de um slogan para o Jesus, me chicoteia!, que é pra tirar esse trecho da música do Belle & Sebastian ali do “credo”. Façam suas sugestõs aqui nos comentários, por e-mail ou ICQ. O autor da melhor frase ganha alguma coisa aí, depois eu vejo.

Hum…

Estou pensando (não riam) seriamente (não riam!) em parar de beber (NÃO RIAM, CARALHO!)

PORRA, THAIS, DESCULPA!!!

PORRA, THAIS, DESCULPA!!!

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