Fiz uma pesquisa nos últimos dias com as mulheres da minha vida. Fiz a elas uma pergunta simples: “Marcurélio com ou sem cavanhaque?”. Algumas das respostas:

“Com cavanhaque. Homens de cavanhaque são charmosos”
(Camila – musa)

“Você fica com uma cara de viado com essa barbicha…”
(Ana Maria – mãe)

“Sem. Você fica muito sério de cavanhaque.”
(Andreza, ex-namorada)

“Com cavanhaque. Porque dá até pra fazer poesia, ó só:

com cavanhaque
côncava conhaque
cava cava
cova

Eu falo sobre a vaidade (“com cavanhaque”), sobre o sexo (“côncava”, que além de tudo é uma referência a Roberto Carlos), sobre vício (“conhaque”), sobre a velhice (“cava cava”) e sobre a morte (“cova”).

(Bárbara – ex-namorada e filha de poeta)

“Adoro homens com cavanhaque! Acrescenta um ar de maturidade, masculinidade. Com um tom de cuidado e vaidade, que a barba não traz.
Ai… Com C L A V A… então! Ui! Gozei!

(Bianca – “A” Mina)

“Sem. Com cavanhaque você parece sujo, fica com cara de Homer e de velho.”
(boo – sobrinha)

“Com cavanhaque. Porque fica diferente de sem cavanhaque, oras. Bah!”
(Gabi – amiga lesada e colega de trabalho)

“Sem cavanhaque. Gosto da sua boca.”
(Janaína – amiga provocativa)

“Sem. O Edson Celulari tinha um cavanhaque e eu não curti.”
(Juliana Kataoka – companheira de Sapateado Escocês)

“Cavanhaque? Isso aí é um lava-rápido de rôla!”
(Risadinha – viado filho da puta sem medo de morrer)