Sexta-feira eu estava contando o crime no metrô e o meu sonho para a Tereza, que trabalha aqui comigo. Ela, pra variar, só queria saber se tinha algum número no sonho.
— Número? Sei lá, Tereza, acho que não. Só os dos bilhetes.
— É? Quais números?
— Ué, tinha múltiplo de 2 e múltiplo de 10. Oras.
— Hum… 0210. Vou jogar.
— Asifudê, Tereza.
— Atomanocu, Pokemon.
Pois bem. Cheguei agora e dei de cara com uma Tereza tristonha:
— Ô, Pokemon… Não quis dar ouvidos à sua dica.
— Que dica?
— Dos números. 0210. Deu no duque.
— Puta merda! E pagava quanto?
— 300 reais pra cada real jogado.