Escaldado pelos dez reais irremediavelmente perdidos assistindo ao filme do Casseta & Planeta, ontem resolvi gastar meu dinheiro em algo melhor. A Fer me deu a dica: um filme com Sean Penn (per brindare un encontro), Tim Robbins e Kevin Bacon, e dirigido por Clint Eastwood. Pareceu-me bom, então lá fui eu assistir “Sobre Meninos e Lobos” (Mystic River). E não perdi meus dez reais dessa vez. PERDI DOZE.
Não é que o filme seja ruim. Ele não consegue ser ruim, assim como não consegue ser nada. Não se decide sobre que tema vai seguir e acaba não seguindo nenhum. É sobre assassinato? É sobre amizade? A perda da infância? Mais de duas horas contando uma história que caberia fácil em 80 minutos. O resultado é parecido com ouvir um LP em 33 rotações (não vou explicar isso pra vocês, molecada, vão perguntar aos seus pais). Há o recurso fácil de caracterizar um dos pedófilos como padre, só faltava botar o Michael Jackson pra fazer o outro. Triste.
Sean Penn dá mais um passo importante no que parece ser o objetivo da sua vida: ser sósia do Robert DeNiro. Kevin Bacon está canastrão, mas quando é que ele não está. Tim Robbins exibe a costumeira atuação impecável, mas não é o bastante para resgatar o filme.
E temos Laurence Fishburne fazendo o papel de um sargento da polícia de nome engraçado (Whitey Powers — Forças Branquinhas). Fishburne, para quem não sabe, é o Morpheus de Matrix (pé de pato mangalô treis veiz). Deve ser triste isso, não? Ficar tão marcado por um personagem que passa a ser confundido com ele pelo resto da vida. Acham que é pouco? Vão chamar o Antonio Abujamra de Ravengar, vão…
Bom, hoje é quarta-feira, dia de cinema mais barato (pelo menos aqui em São Paulo). Estão pensando em assistir “Sobre Meninos e Lobos”? Hum… Esperem sair em DVD. Assistam “Simplesmente Amor”. É excelente, eu só não escrevi um post a respeito para não admitir que gostei de um filme romântico.

Aliás, estou começando a definir uma regra aqui dentro do cabeção: a qualidade de um filme é inversamente proporcional à quantidade de citações de críticas no pôster. Por exemplo:

Se eu tivesse visto esse pôster antes, nem perderia meu tempo (E MEU DINHEIRO) indo ver o filme.