“Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:
Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.”

(Caetano Veloso – Livros)

Eis os únicos objetos em todo o mundo pelos quais nutro algum sentimento que se aproxime do amor:

Clique para ampliar

Todos os livros são sagrados. Tá, talvez não todos. Deus me livre de beatificar algo escrito por Marcelo Mirisola ou Dan Brown. Enfim, todos os MEUS livros são sagrados. Trato-os com carinho, manuseio os danados com reverência, admiro o desenho formado pelos parágrafos, aprecio tanto o cheiro dos livros recém saídos da gráfica quanto o daqueles com mais de meio século de existência, com seu papel amarelado tornando-os ainda mais veneráveis.
Bom, isso tudo é para dizer que resolvi organizar minha biblioteca. Ou seja, pode ser que eu suma por uns tempos. Vivam suas vidas, amem seus familiares e amigos, conheçam pessoas legais. E, mais ainda, procurem ler bons livros e largar um pouco dos blogs. Nos vemos quando eu terminar este 12º Trabalho de Marcurércules.