Hoje, como faço todos os anos, entrarei em lojas de artigos masculinos olhando camisas, gravatas, cintos, carteiras, barbeadores, perfumes, essas coisas. E como acontece todos os anos, os vendedores me olharão de um jeito esquisito. “Véspera de Dia dos Namorados, esse cara comprando presente pra homem, sei não…”. Se bem que eu também contribuo: Já entro na loja anunciando que procuro um presente para o meu namorado. É engraçado.
Mas não, não é para o meu namorado o presente. 11 de junho é aniversário do Seu Lindauro. Quem é esse cara? Meu pai, o homem que me ensinou que eu devo sempre me esforçar ser honesto, justo, bondoso, manter a calma e o bom humor. Não o respeito pelo mero fato de ser meu pai, muito menos por ser mais velho: o profundo respeito que nutro por ele surgiu espontaneamente, porque ele sempre me respeitou. Nunca quis ditar os rumos de nenhuma área da minha vida. Respeita todas as minhas decisões logo de cara. Nunca me bateu nem elevou a voz acima do tom aceitável.
Hoje ele faz 59 anos. Eu olho para ele e tento moldar meu caráter para um dia ser sólido como o dele.