— Posso levar seu coração comigo?

A pergunta foi feita à queima-roupa, e o pegou de surpresa. Ele quis explicar que bem que gostaria, mas acontece que seu coração estava dormindo, e não sabia se seria um bom negócio acordá-lo agora. Porém, quando ia falar, viu que o danado do coração já estava encarapitado no ombro dela, olhando-o com aquela cara de “Deixa, vai…”. Então apenas respondeu:

— Leva, ué.

O coração deu uma pirueta de alegria.