Involução inevitável
O cérebro humano é um monumento à seleção natural. Imagino quantos bilhões de indivíduos das mais variadas espécies, de unicelulares primitivos a hominídeos, foram sacrificados para que a evolução finalmente chegasse a essa maravilhosa máquina, a esse engenho sem precedentes. A triste ironia é que o cérebro humano, justo ele, será responsável pela involução da espécie.
Pois vejam: conforme os mecanismos da seleção natural, interessa a cada indivíduo espalhar seus genes, marcando sua passagem pelo planeta. Richard Dawkins vai mais longe: segundo ele, grosso modo, cada ser vivo é uma máquina programada pelos genes para que eles, os genes, se perpetuem. O mecanismo é irrelevante para minha argumentação, o que importa é o resultado: num ambiente de competição, indivíduos mal adaptados perecem antes de terem a oportunidade de passar seus genes adiante, ou são eliminados pela seleção sexual (por isso não vemos, por exemplo, pavões de cauda curta; o gosto peculiar das fêmeas fez com que a cauda vistosa e grande fosse uma característica desejável nos machos da espécie, mesmo sendo uma desvantagem quando se trata de fugir de predadores).
As primeiras espécies de hominídeos passaram por esse processo, e até o homem moderno, no princípio, precisava estar bem adaptado para sobreviver. O sujeito incapaz de conseguir alimento, ou de fugir dos predadores, ou de sapecar com precisão uma clava na cabeça da fêmea de sua predileção, morria sem deixar descendentes. Ruim para ele, bom para nós.
Acontece, porém, que o ser humano não tem precedentes no planeta. Todas as espécies antes da nossa se contentaram com o ambiente que lhes era oferecido. No máximo faziam uma mudança ou outra, como as barragens dos castores, e era isso. E eis que nós surgimos, e decidimos modificar nosso ambiente de forma radical. Construímos casas, estradas, desviamos o curso dos rios, nivelamos vales, escavamos montanhas, fomos à lua, cruzamos os oceanos com cabos de telecomunicações, colocamos satélites em órbita. Criamos o zíper, a tesoura, a poltrona reclinável, a televisão com 200 canais, a internet, a pornografia, o xadrez, as universidades, o ventilador de teto, o câmbio automático. E então chegamos ao século XXI, olhamos ao redor e não havia nenhuma ameaça à nossa altura. Sim, há doenças e desastres naturais, mas já não dão mais conta de nos assustar. Se um desastre na China mata um milhão de pessoas, isso vira porcentagem, e é um numerozinho ridículo. Estamos imunes, portanto. Vamos comemorar! Vamos?
Ora, se não há mais ameaças, isso quer dizer que não há mais diferenças entre preparados e despreparados, adaptados e não adaptados. A princípio, parece justo. Somos todos iguais, como sempre sonhamos. Mas não somos.
Pensem. Eu tenho 32 anos. Minha namorada, não é segredo pra ninguém, tem 30. Quantos filhos temos? Zero. Queremos planejar, investir em nossas carreiras, formar algum patrimônio, e aí sim ter um filho, talvez dois, aos quais possamos oferecer todos os confortos da vida moderna. E por que isso? Porque somos pessoas inteligentes. Enquanto isso, os imbecis se reproduzem como preás que caíram num balde cheio de Viagra. Lembro-me da minha formatura da oitava série. Dava para saber quais eram as meninas inteligentes e quais eram as que tinham chegado ali a muito custo: essas últimas estavam grávidas.
Qual a conseqüência disso? Num campo de jogo em que todos são iguais, só o que conta é a velocidade de reprodução. E nisso, meus caros, os burrinhos estão se dando muito melhor do que nós. Eu quero dizer que um dia eles vão dominar o mundo? Claro que não! Eu estou dizendo é que eles já começaram! Você duvida? Olhe para seu chefe. Viu? Você já foi alvo de chacota por ler um livro, ou falar uma palavra “difícil”, ou levantar uma questão qualquer que fosse um tantinho mais elevada do que a precipitação pluviométrica da semana? Pois é.
O que o futuro nos reserva? A extinção, claro. Mas, antes disso, veremos coisas tenebrosas. Antevejo as obras completas de Shakespeare traduzidas (do espanhol) por Paulo Coelho, com notas de rodapé de Roberto Shinyashiki. “Nesse versinho aqui, o nosso amigo Bill Shake dá uma mensagem muito importante para os dias de hoje, pessoal. O que ele quer dizer é que não podemos desistir de nossos sonhos. Você traça um objetivo, e aí você persegue esse objetivo. O universo, já sabia ele, é uma grande câmara de eco”. E por aí vai. Imagino acalorados debates sobre a obra de Zibia Gasparetto ou Marcelo Mirisola. A sério.
Eles são muitos, e serão cada vez mais. Nós somos artigo de museu. Conformem-se.




vou parar de usar camisinha…
ahh, tambem vou trocar as pilulas delas por aquelas de farinha…
ótimo texto com também ótima argumentação..rs
Assistiu Idiocracia no Telecine?
Adoro a parte do heredograma e qdo ele vai fazer exames no hospital. A parte dos eletrólitos tb é ótima.
Nossa marcorélio,um dos melhores posts q eu já li aqui até hoje.Pena que isso q vc falou é a verdade.
Cada vez mais burros no mundo,onde é que isso vai parar?Acho que no “futuro de idiocracy”,infelizmente.
Mas ainda não consigo imaginar debates sobre a obra de Zíbia Gasparetto.Me dá náuseas.
Eu ia dizer exatamente o que a vivian já disse. Só me resta agora dizer Parabéns.
Eu já decidi qual é meu papel nessa guerra: o de desertor.
Dependendo de mim, minha inteligência vai pro caralho comigo. Meu irmão mais novo, que uma besta incapaz de entender a ironia mais leve, um idiota de grosso calibre, que não capta nada levemente sutil, estúpido o suficiente para não completar o ensino médio, tacanho a ponto de se casar sem ter como sustentar essa brincadeirinha, recebeu ontem o filho que teve com a idiota que o acompanhou nessa empreitada.
Asnos por todos os lados. É triste.
Um resumo da história recente e do futuro:
1) Os inteligentes criam comodidades;
2) Os idiotas se multiplicam por causa das comodidades;
3) A quantidade de inteligentes diminui;
4) As comodidades deixam de ser criadas;
5) Os idiotas perdem suas comodidades e se tornam inaptos.
6) Das duas uma:
a) Chegará em um equilíbrio, onde poucos inteligentes sustentam uma massa de inaptos
b) Extinção, como você mesmo sugeriu.
alguns humanos não passam de carne que anda, come e produz mais carne.
há um filme “B” que tem a filosofia mais profunda e as afirmações mais acertadas sobre isso que você falou…o nome é “Idiocracy”.
http://www.youtube.com/watch?v=JVPKNIGCztk
ai, marco, e eu tou lendo o relojoeiro cego e passando mal… as opções são poucas, mesmo. posso me conformar; posso ter filhos pra melhorar o pool genético; posso sair matando idiotas
a última opção serviria também como catarse, não é má idéia…
vou aproveitar o espaço pra desabafar.
esse sábado comprei o livro que eu queria, chamado ‘A Música dos Números Primos’ do Marcus Du Sautoy, levei na bolsa pra ler no fretado.
Perguntas frequentes: ‘mas pra que um livro de matemática, você ja não terminou a faculdade?’ é triste.
Marco, eu vou ser pai.
Infelizmente não lembro onde li isso, mas cabe no teu post: o somatório da inteligência da humanidade é uma constante. a população é que aumenta… (ou ‘coisa que o valha’, como diria Holden Caulfield).
Não vão dominar não… quando a balança desequilibrar de novo os burros vão precisar dos inteligentes. A questão é quando e quanto. Pode ser que a equação seja 10/90, ou 20/80; ninguém sabe.
E realmente é fato que enquanto alguns trabalham e realmente produzem, muitos mal conseguem amarrar os próprios cadarços.
E Marco, não fale assim dos chefes. Quando falamos de corporações, vale a regra: Quem não sabe fazer vira chefe.
E ainda assim é preciso que existam pessoas nessas posições. O problema são os valores invertidos, que remuneram os inaptos melhor do que os aptos. Sempre vamos precisar dos líderes corporativos, que não fazem, só mandam e fazem follow-up. O risco é que alguém mais perceba e os substitua por um software de encaminhamento de e-mails e decisões randômicas. Seria engraçado:
- O senhor está despedido. Achamos um substituto melhor.
- Mas eu tenho MBA, pós graduação, estudei fora…
- Este software custa um décimo do seu valor anual, decide melhor e é mais simpático. Tchau!
(podia até ser uma tirinha do Dilbert, se eu soubesse dar o toque sarcástico no final)
Cara, tem um filme muito ruim, Idiocracy, mas com o melhor começo do mundo (5 minutos de genialidade, por aí) sobre esta coisa dos imbecís dominarem o mundo porque se procriam mais, criando mais imbecís. Muito razoável, muito razoável. Escrevi sobre ele em algum lugar, mas tenho que procurar na bagunça.
Alô.
Você leu Deus, um Delírio??
Como já disseram: “Idiocracy”, do Mike Judge.
Já que você citou, eu digo:
“Dawkins é meu pastor e nada me faltará!”
Eu já tinha desistido da espécie humana há um bom tempo e após ler as obras do Dawkins, grokei que sou um poderoso megalossauro a pastar e que vê no céu uma bola de fogo vindo sua direção.
Esse sentimento já era forte quando detectei o declínio de nós, heterosexuais.
A vida é um acontecimento meritório. Quem não merece, extingue-se. Esse parece ser o nosso caso.
O bom é que, antes de partir, individualmente consegui me libertar dessas bobagens chamadas deus e religião. Agradeço a meus orientadores R. Heinlein, C. Sagan, DNA, C. Darwin e R. Dawkins por me ajudarem a superar todo o caminhão de bobagens que me socaram quando era mais jovem e inocente.
Vendo a citação dos Daniel’s, baixei e comecei a assistir o Idiocracy.
Triste, triste…
Já entrou fila para ser legamente adquirido.
E não é? Costumo ter ótimas conversas com um colega do trabalho sobre o assunto.
Rimos, claro, mas no fundo, dá vontade de chorar. Verdade seja dita, dá vontade de ir morar na Europa também, claro. Mas infelizmente estamos condenados a vagar por esta terra sem solução.
Eu andava mesmo pensando em colocar no papel (ou no blog, no caso) algumas idéias sobre a questão da anulação da seleção natural pelo homem. Nada politicamente correto e, sem dúvida, nada com qualquer sinal de talento literário também.
Caramba! Este post faz todo sentido do mundo. Entretanto tem duas coisas que agravam a nossa sensação da idiotice global:
1) Eles gritam, são barulhentos, o que dá a sensação de serem ainda em maior quantidade do que realmente são.
2) Eles andam em bandos, o que eleva exponencialmente o efeito descrito em (1).
Que medo!!!
Sabe o que mais me irrita? A inversão de valores:
- A maneira como os idiotas comemoram ao lograr uma nota 2 ou 3, e execram pessoas que obtêm 9 ou 10
- A quantidade de blogs de poesia, feitas por salsinhas que não conseguem interpretar uma simples crônica em prosa
- Se você tiver mais de 25 anos e não tiver, pelo menos, uns 3 catarrentos com seu sobrenome, você é visto com desconfiança…
- Gente que quer falar “ingrêis”, sem nem balbuciar direito o português…
Agora, sabe qual é a desgraça do Brasil? Voto Obrigatório.
Esses mesmos idiotas, que acreditam nas matérias do Superpop, enchem a cara de cerveja Itaipava antes de pegar a estrada e postam fotos “çençuais” no Orkut, votam e escolhem presidente, que aliás…
Ah, deixa! Vou terminar de construir meu abrigo subterrâneo.
Hmmmmmm…
E desde quando os inteligentes deixaram de ser minoria absoluta?
Na verdade eu acho é que o número de pessoa inteligentes está aumentando.
Sério.
A burrada sempre existiu em toda história da humanidade, não é um fenômeno dos novos tempos.
Os cidadãos romanos por exemplo, uma imensa massa de imbecis comandada por um ou outro melhor preparado.
Com os endeusados Gregos foi a mesma coisa.
Egípcios, Hebreus, Chineses…
Aliás, desde que descemos da árvore foi assim.
E tem um jeitinho fácil de ver como vcs estão falando bobagem.
Veja quanto amigos inteligentes vcs tem hoje.
Agora vejam essa proporção com os amigos dos seus pais, dos seus avós.
…
Sejam mais inteligentes, garotos.
Eu ia falar do Idiocracy, mas chegaram vários antes. Filme bobo sobre isso que você falou aí. Boa premissa, má execução.
Dois pedacinhos de música pra vc:
1a) Welcome to cruel world… (ben harper)
2a) Oh crianças! Isso é só o fim… Isso é só o fim (marcelo nova)
bjos
Você quer dizer que evoluiremos até virarmos chefe? Peraí que minha mulher tá com dor, já volto!
“A maneira como os idiotas comemoram ao lograr uma nota 2 ou 3, e execram pessoas que obtêm 9 ou 10″
Isso é coisa que me deixa veramente puto.
Tempos atrás, fui à escola do meu filho saber a respeito de uma matéria em que tinha ficado de recuperação. Ao meu lado a diretora. Logo à minha frente, dois ‘elementos’, estudantes que, ao receber a notícia que tinham ficado de reuperação em seis de oito matérias riram a bom rir, comemoraram mesmo, não ter repetido de ano ou não ter ficado em mais matérias, mas ter ficado em seis de oito! Pareciam uns caras que conheci, antes da AIDS, que se orgulhavam quando pegavam gonorréia, eram ‘machos’!
Fiquei com dó da diretora, se fosse ela me demitia ali mesmo.
eu ia falar de idiocracy, mas acho q já falaram
Hum… por via das dúvidas… não tenham filhos. Eu tentarei não os ter.
Marcorélio,a propósito,já leu Deus,um delírio do Richard Dawnkins?Se não leu,recomendo.É ótimo.
Recomendo fortemente a peça “Como me tornei estúpido”, do livro homônimo de Martin Page.
Está fora de cartaz, mas volta no ano que vem.
Dá para ter uma idéia do texto no blog
http://comometorneiestupido.blogspot.com/
“Como manter-se à tona em meio a tanta mediocridade?! O que fazer da sabedoria, que só nos torna ainda mais infelizes! Será que só os estúpidos terão o que desejam? Se a inteligência anda lhe pesando na cabeça, ou nas costas, COMO ME TORNEI ESTÚPIDO pode ter muito a ensinar, ou fazer desaprender…”
Texto maravilhoso, bela direção de arte.
Já que não dá pra consertar o mundo…
Marco,
Na minha opinião a massa ignorante e medíocre sempre (fato 1) foi e sempre vai ser a maioria esmagadora. Existem vários episódios na história da humanidade que provam isso. É uma questão de matemática biológica e aderência estatística.
Mas a minha impressão é de que as coisas estão melhorando – e não piorando. Talvez eu seja otimista demais, mas é exatamente isso que tenho tentado ser nos últimos tempos. Acontece que percebi como o pessimismo piora sensivelmente a minha “qualidade” de vida e, até que me provem o contrário, ela é só uma. Mas enfim, não quero me alongar muito. Vamos à justificativa para a minha impressão.
Conforme uma sociedade humana evolui (principalmente do ponto de vista educacional e cultural), me parece natural que o crescimento vegetativo vá diminuindo. Chegando até mesmo a ser negativo. Na verdade, acho que essa é uma relação de “ida e volta”. Ou seja, se o crescimento vegetativo está diminuindo (e não é por causa de nenhuma catástrofe ou evento bizarro)… já sabe onde quero chegar.
Dêem uma olhada no site do IBGE. É exatamente isso que está acontecendo com o Brasil. O crescimento vegetativo está diminuindo e eu acho que é porque a população está melhor informada, com mais cultura e mais educação (fato 2). Veja bem, estar mais pesado não significa que você está gordo.
Se você leu o texto, concordou razoavelmente com os meus argumentos e considerou os fatos 1 e 2, já dá para ficar um pouco mais otimista. E isso é sempre bom.
Abraços!
Marquito ta com medinho de não perpetuar seus genes???
Fala sério cara muito idiocracy mesmo, veja bem a cada dia que passa as crianças estudam mais e cada vez mais precisa-se de mais e mais conhecimento para fluir bem na vida ou seja relaxa fiota.
Vai fazer uma corrida de girino que passa.
Idiocracia parece que foi um filme profético, bem a cara do Chicoteia.
Medo, muito medo!
ah, e tem um clipe do Korn que detalha bem isso:
http://www.youtube.com/watch?v=VntFEWF8I8A
Talvez a proporção de “inteligentes/imbecis-ignorantes-medíocres”, como citado, mantenha-se (quase) constante ao longo do tempo.
O problema é que, em termos absolutos, temos hoje em dia, com nossos 6 bilhões e tralalá de pessoas no mundo, uma quantidade insuportável dessa estirpe.
E como bem se disse aí em cima, enquanto os inteligentes e educados procuram ser discretos e respeitar as regras, os demais gritam. Mas gritam muito!
Talvez daí a sensação de que as coisas não estão melhorando. Eu, pelo menos, não acredito mais nisso, não.
E pra mim, filmes proféticos seriam “The Day After”, “Armageddon”, “Impacto Profundo” e por aí vai. Pelo menos é o que eu ando torcendo para acontecer.
Mauricio,
Esse tipo de postura não leva a nada, além de ser imoral. O mundo está cheio de idiotas? Está. Bem vindo à raça humana. Não leva a nada ficar se lamentando em fazer parte dela, já que aparentemente este é um estado irreversível.
Tem limite para postura derrotista. Tem coisas que temos que aceitar: nós não voamos ao nascer, a humanidade é composta por uma maioria medíocre, o céu é azul, etc. Mas podemos gastar mais tempo com coisas construtivas, como pensar no que você pode fazer para melhorar as coisas, nem que seja uma melhoria quase insignificante.
Mas o que não vale é destruir exatamente os valores que podem ser considerados positivos (de alguns indíviduos da nossa raça). Senão, o que teríamos de bom?
Abraços!
Pois é… 90% da minha família é composta por “imbecis que se reproduzem como preás que caíram num balde cheio de Viagra”. Pessoas sem segundo grau completo com dois filhos. Pessoas sem NEM o segundo grau com três filhos (aliás, se tivessem ao menos grana, dane-se o grau de escolaridade (eu não penso assim, mas digamos que eles deveriam pensar, pelo menos, já que fazem tanta questão de passar os genes adiante. Mas não, nem grana eles têm. Nada. Não raro vêm à minha casa pedir cestas básicas. Uma beleza) E claro que eu, aos 30 anos e sem dar o menor sinal de casamento ou filhos à vista, sou digna de olhares cheios de espanto e até comiseração. “Nossa, 30 anos e não casou e nem teve filhos… como pode?”.
Não passa pela cabecinha deles que uma pessoa queira estudar, ter condições antes de pensar em algo assim. Incrível, mas infelizmente tem dias que acho que o ET sou eu.
E nem preciso falar o que eles acham de trabalho intelectual, né? Revisar textos, escrever, usar a cabeça, ler, nada disso tem o menor valor.
Pra eles só quem se fode e pega três ônibus por dia pra ir trabalhar de caixa num Carrefour é que é levado em conta. Disgusting. Trocaria esta porcaria de sobrenome alemão que abriga uma família tão tosca por um da Silva com pessoas bem mais agradáveis e de bom senso.
Espero que pelo menos na sua família as coisas sejam melhores, Marco.
Eu sou a favor de se fazer vestibular para poder ter filho!
Alias, tem tanta coisa que começou assim, quando inventaram o carro não havia a licensa para dirigir. Isso foi inventado por que os imbecis começaram a dirigir e isso estragou tudo, então inventaram um teste para você poder dirigir. Tá, aposto que o teste ficou mais fácil hoje em dia para que eles vendam mais carros. Mas acho que com a reprodução poderia ter o mesmo.
O que mais temo é que os “inteligentes e cultos” também são imbecis hoje em dia, tem tanta gente que é considerada gênio por muitos. Não sei muito bem o critério de avaliação.
Não acho nem que o mundo precise de cultura, acho que é um pouco tarde para isso. Mas o bom senso, esse sim precisa ser imediatamente ensinado nas escolas.
Abraço, mais um excelente texto seu!
Carlos
Patricia,isso daria um belo post!Escreve lá,pelo seu comentário,vai dar muita coisa!
Marco,
Eles são muitos. E votam!
Você foi muito rápido em dividir a humanidade em duas partes: inteligentes e burros.
Para a feliz manutenção da ordem social, os inteligentes podem ser redivididos em duas partes: fotologs e einsteins.
Os segundos são os gênios criadores em si. Já os primeiros se caracterizam pela intensa necessidade de realizar comentários desnecessários em fotologs, e blogs, alheios. Desnecessariamente tb, eles comentam noticias nacionais “onde esse mundo vai parar”, ouvem musica brasileira “boa”, são revoltadinhos com o mundo, acham que a mídia toda mente, que o capitalismo não funciona e que a culpa disso tudo é do PT.
Essa classificação se reproduz a um ritmo menor que a dos Burricos em geral, mas eh o suficiente para manter sua quantidade em um tamanho razoável. A vantagem eh que essa classe eh muito bem letrada, já tendo lido todos os livros do chico buarque. São capazes de governar um país, montar um carro, manter um blog baseado em humor pré-digerido e outras coisas complicadas.
Por isso, toda essa caixa de comentários pode ficar tranquila. Haverá muita gente por aqui para manter nosso padrão de vida.
E que porra eh essa sem moderação? Eu fico fora por um tempo e vc deixa cada um dizer o q quiser?
Me sinto desprotegido assim, por mais gay q isso possa parecer. E se eu disser alguma coisa errada?
Eu já fiz a minha parte para tentar equilibrar o jogo. Três vezes. Mas sei que estamos em desvantagem. A única esperança é existir alguma possibilidade de evolução das salsinhas…
É, vou concordar com o Torugo, mas não vou ser tão gay. Se existisse moderação, não precisaríamos nos preocupar com a evolução!
eu iria além: a minoria inteligente já se decidiu… mas não se desespere! sempre é tempo de adotar a bissexualidade ou optar pela homossexualidade!
eu sou burro! morrerei burro!
sobre dawkins
http://malprg.blogs.com/francoatirador/2007/08/o-evangelho-seg.html
sobre o texto
axo q isso acontece pq a minoria dominante qer, afinal, somente dessa forma 3% das pessoas sao capazes de comer 50% do bolo e deixar 50% com 3% de resto de bolo
Não passei do começo da crítica a cima,quando ele falou que não ia comprar o livro,logo,não leu,parei pq se não leu,não tem como criticar.
Arrisquei-me a ler “por cima”,um pouco mais da crítica onde ele fala que Dawkins reduz toda religião ao fundamentalismo.Coisa de quem não leu o livro de novo.Desisti de vez aí.
Alguém sabe onde passa o ônibus para Jacarepaguá?
Brincadeira, sou seu fã.
Rapaz, vou ter um filho, o primeiro, e as vezes penso se isso é justo!? sabe… por alguem nesse mundo… mas fazer o que, se nós não pusermos alguem põe, e põe aos montes, mas gosto de pensar que se ele vem será para ajudar a melhorar este mundo, e não apenas para avolumar ainda mais as fileiras dos descerebrados. Tenho certeza que com a orientação correta uma criança torna-se alguém positivo e colaborador para a melhoria da sociedade, desde que não cometa os mesmos erros que os desprovidos de discernimento cometem, como por relações afetivas e procriação acima de formação educacional e carreira profissional.
Agora eu vi do que a Vivian estava falando, e tbm achei o cúmulo o cara falar tanto sobre algo que nem leu e provavelmente só viu opiniões alheias pra tirar as suas próprias conclusões, como pode o cara nem sequer ler e falar tanto sobre algo e alguém!? é até possivel que ele escreva melhor do que eu (o que não é difícil, tendo em vista que nem terminei a faculdade de Letras) mas começar uma critica sobre algo dizendo: “Não vou comprar, claro. Prefiro investir meu suado dinheirinho e meu escasso tempo com Medo e Delírio em Las Vegas”, eu não cometeria tamanho despautério.
Devia ele escrever sobre “Medo e Delírio em Las Vegas” então, não!? ao invés de falar sobre uma obra que ele “Não vai comprar, claro”
“Você já foi alvo de chacota por ler um livro, ou falar uma palavra “difícil”, ou levantar uma questão qualquer que fosse um tantinho mais elevada do que a precipitação pluviométrica da semana?”
WOW. Tããããão familiar.