Lendo esse poema que Pablo Neruda escreveu em homenagem a Stálin, fico incomodado. Nem é tanto pelo cara escrever uma ode ao maior assassino em massa do século XX, quiçá da história. Não: o que me incomoda é que eu imagino o Neruda bem à vontade numa casa de praia da Ilha Negra, escrevendo cada verso enquanto olha um retrato de Stálin e mantém pelo menos um dedo enfiado bem fundo no cu.