Quando perdido em meio ao nevoeiro de sentimentos confusos, dores constantes e necessidades insuspeitadas que se convencionou chamar amor, você às vezes tem um vislumbre do mundo lá fora e sonha com o dia em que sairá do meio da névoa e poderá finalmente viver naquele ambiente que parece tão belo.
Então chega o dia em que você finalmente sai, e se surpreende ao constatar que o tal mundo real é feio e cinza. Percebe, então, que o mesmo nevoeiro que o impedia de enxergar claramente refratava a luz de modo a criar a ilusão de um mundo bonito.

A resposta para o que existe além do amor é a mesma para a teoria do universo finito: lá (aqui) fora não há nada.