Grand piano
Leitores mais antigos sabem que de vez em quando eu tenho surtos de pensamento científico. Bom, não exatamente: às vezes eu junto vários aspectos do pouco que sei sobre ciência para formar alguma teoria sem nexo. Leiam, por exemplo, esse post. Ou esse.
Pois é. Hoje eu estava pensando em um troço (com “o” aberto, nada a ver com post anterior): as notas musicais têm freqüências bem definidas, certo? O lá central (?) do piano tem freqüência de 440 Hz, ou seja, emite ondas de forma que 440 cristas de onda passem por um determinado ponto a cada segundo. Assim:

Cada nota, como eu disse, tem sua freqüência. Lá, si, dó, ré, mi, fá, sol, com cada nota tendo uma freqüência superior à da anterior. Quando chega no próximo lá, a freqüência é o dobro da oitava anterior, ou seja, 880 Hz, e assim por diante.
Agora, imaginem um piano cujas cordas fossem todas da mesma espessura e feitas do mesmo material (pianos de verdade não funcionam assim; as cordas graves são mais grossas por razões práticas). Cada nota corresponderia a uma corda menor do que a da nota anterior. A corda correspondente ao lá de 880 Hz, por exemplo, teria a metade do comprimento do lá de 440 Hz. O lá da oitava seguinte teria uma corda com um quarto do primeiro lá. E assim por diante.
Muito bem. Imaginem agora que fosse possível fabricar cordas cada vez menores, indefinidamente, e que tivéssemos espaço e material para fabricar um piano grande o suficiente para conter todas elas. Por enquanto estamos nas freqüências das ondas sonoras. Mas o que aconteceria quando atingíssemos uma corda que vibrasse a 100.000.000.000.000 Hz (cem milhões de megahertz). Bem, esse é aproximadamente o ponto em que começas as ondas de luz visível. O piano passaria, em vez de som, a emitir luz a partir dessa tecla? E que tamanho teriam essas cordas? Seriam do tamanho de fótons? A relação entre onda e partícula da luz pode ser comparada à relação entre uma corda vibrando e a onda que ela emite? Seria possível estabelecer uma correlação qualquer entre as sete notas musicais e as sete cores do espectro de luz visível? As cores resultantes das combinações entre essas cores seriam acordes de luz? E antes de chegar a esse ponto, o piano emitiria ondas de rádio, microondas, luz infravermelha? E depois? Ultravioleta, raios X?





Cara, se não me engano Dalton pegou uma bola de ferro, amarrou numa corda e a fez girar, conforme a velocidade aumentava ela foi ficando disforme, fazendo barulho, depois ela ficou vermelha, e, se continuasse, dizem, que ela explodiria.
Oi, tudo bem? Leio esporadicamente por aqui, e como um professor de física, não poderia deixar de comentar:
Seguinte, pouca gente chegou perto do miolo da questão e quem sabe da coisa deve ter esquecido dos fônons.
Fônons são as partículas quantizadas que transmitem a VIBRAÇÃO nas escalas quânticas, em estruturas cristalinas e outras estruturas atômicas. É mais visto em cristais porque sua ordem estrutural permite uma reverberação maior desses fônons, que podem passar a ser detectados.
Num material ordinário de estrutura complexa (diferente do cristal, que é organizado), os fônons vão se cancelar entre si.
Por isso que CLASSICAMENTE a corda muito pequena que vibrar muito rápido, desde que seja de estrutura mista, ao contrário do que todo mundo disse, NECESSARIAMENTE emitirá luz, na forma de CALOR, pois estando em movimento, vai esquentar. Basta lembrar do “experimento de imaginação” que é colocar água numa garrafa térmica perfeitamente isolada e agitá-la por muito tempo. Voilá, sua água ferve!
A corda de piano vibrando atrita consigo e com o ar e cria calor.
QUANTICAMENTE, uma corda na espessura atômica que vibrar vai emitir de um átomo para outro, um quanta em forma de fônon, que irá excitar a eletrosfera seguinte e PODERÁ OU NÃO levar a emitir um fóton, partícula de onda eletromagnétia, de raio gama até onda de FM, como quiser.
Estou a disposição no email para uma discussão, abraço
Rapaz, traduzi um livro sobre isso logo antes de me exilar. Acho que ainda não saiu em português, mas o nome em inglês é Civilization One (preguiça de procurar os autores, joga no Google). Essa ai é so uma das teorias meimalucas do caras.
e aí,
abstrações à parte, vai me mandar o piano certo? intacto!
Acho que é mais fácil ser sinestésico. Eles já vêem cores em sons (alguns sinestésicos).
O Marcelo Para com sua resposta que convenceu o Marco me fez pensar numa outra coisa. Ele diz no seu comentário: “Qualquer objeto, que tenha um campo elétrico associado a ele, ao ser acelerado, emitirá uma onda eletromagnética.”. Hmmmm. Nós somos objetos e nos mexemos. Será que é por isso que dizem por aí que temos auras coloridas?
Marco,
Segundo a teoria da supercordas, que uni a teoria da relatividade a mecânica quântica, tudo é feito de cordas (elemento fundamental do universo).
Isso se deve ao fato de que os elementos subatômicos são indivisíveis e ora se comportam como partículas e ora se comportam como ondas.
Ou seja, elétrons, prótons, nêutrons, muons, bottons, charms, neutrinos, todas as partículas subatômicas seriam na verdade cordas, até mesmos as partículas mensageiras, fótons, e até mesmo o gráviton, partícula mensageira da força gravitacional, peça faltante no modelo padrão.
Matematicamente falando esse modelo só é possível em um universo de 10 dimensôes. Ao contrário do mundo que percebemos de 4 dimensões (altura, comprimento, profundidade e tempo).
Para resolver esse detalhe dimensional vários estudiosos apontam que o universo na pratica existem várias realidades,teoricamente.
Ou seja se você não pegou o autográfo da capa da revista nessa realidade provalvemente o fez em outra dimensão, ainda em uma terceira dimensão a capa se apaixonou e fugiu com você, em uma quarta realidade o senhor fugiu com o maquiador da capa da revista.
Assim provavelmente você solucionou (como todos nós) corretamente esse problema em alguma realidade.
Catei, um pouco do wikipideia e do site da unicamp, e um pouco de meus conhecimentos.
Abraços
Frank Zappa e John Cage iam adorar essa idéia.
Eu vou ali testar no piano do meu pai e já volto
[...] já ouviu falar da teoria da física chamada Teoria das cordas? Pois é, hoje li uma sobre cordas musicas vibrando em forma de luz, ou de ultravioleta ou algo [...]
Credo!
Jesus, me chicoteia mesmo! kkkkkk