Ai ai, essa Daniela Abade me mata… Aquelas costas…
Ah, não era disso que eu ia falar. Hum. O sempre provocativo Mundo Perfeito agora nos vem com um gerador de textos do Jorge Amado. Excelente. Eis o meu:

Da primeira vez que a bunda de Marina encontrou as mãos de Mohamed

Mohamed não agüentava mais as provocações de Marina. A mulher do Coronel Epitácio todo dia arrumava uma desculpa para aparecer no armarinho. Sempre com a saia curta e o enternecimento menor ainda. Falava do marasmo de viver na fazenda Arroio do Só, dos suores noturnos, do asco estancado em seu coração. O turco tentava mudar de assunto.

- De que jeito?

Mas quem disse que adiantava? A mulher sempre arrumava um jeito de voltar ao ataque. Usava técnicas de baixeza inomináveis. Chegou até a preparar um prato de mingau (inegável afrodisíaco), ainda caprichado na aveia , só para Mohamed não ter como recusar o agrado.
Orientado pela negra Juventina, o dono da armarinho resolveu a fazer um despacho para Ogum, na tentativa de se livrar da fazendeira e da perspectiva de ser atravessado por uma garrucha. Até merecer o turco fez, para ver se passava por louco e espantava a insistente. Mas ela tinha o corpo fechado para despacho e aberto para teimosia. Num dia de calor retado, Marina entrou no armarinho com a desculpa de comprar um alicate. Mohamed não tinha alicate a venda. Nem como resistir à bunda de Marina exposta daquela forma sapeca. Danou-se.

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