Free Danilo Gentili
Eu lembro de ter devorado numa tarde em 1988 o livro 1000 Piadas do Brasil, de Laerte Sarrumor. O livro era do vizinho, que participava do Clube do Livro só pra eu ter o que ler. Tinha piada de todo tipo: piada suja, piada infame, piada política, piada racista. Lembro de uma que me faz rir até hoje. Depois de enfileirar meia dúzia de piadas racistas, o autor fazia uma pausa pra dizer algo como:
Quero deixar uma coisa bem clara: são só piadas, ok? Eu não sou racista. Vários amigos meus têm sangue de preto…
… no pára-choque do carro.
Em 1988, ainda era possível fazer esse tipo de piada. Lembram do Didi chamando o Mussum de grande pássaro? E do Mussum chamando o Didi de paraibinha cabeça-chata? Pois é. Bons tempos. Agora não pode mais, né? O Danilo Gentili que o diga.
Danilo Gentili é dos caras mais esquisitos que eu conheço. É alto, branco, peludo e torto. Anda com as costas curvadas, as pernas meio dobradas, os braços longos demais balançando ao lado do corpo. Parece um macaco. Aí ontem ele cometeu a temeridade de dizer algo que poderia ter uma interpretação remotamente racista na mente de gente muito doente:
Agora no TeleCine KingKong, um macaco q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q e? Jogador de futebol?
Notem que ele não diz que o jogador de futebol em questão é preto. O lance todo gira em torno do cara que vai pra cidade, fica famoso, pega uma loira. Pode ser branco. Pode não ser nem uma coisa nem outra, como eu e a maioria desse povo encardido do Brasil de meu Deus.
Ah, mas foi um furdunço. Todo mundo encrespou pra cima do pequeno jacu. Inventei de entrar na briga do cortiço uma vez ontem:
É foda esse negócio de ficar pisando em ovos, chamar de “afro-descendente”. Ficam tratando os pretos como se fossem retardados…
E outra vez hoje:
Se um negão se invocasse e metesse a mão na fuça do @danilogentili, eu respeitava. E dava risada. Branco querendo tomar as dores, atomanocu.
Mas pra quê! Falaram que era a mesma coisa de dizer que só judeu podia bater em nazista, que só velho podia bater em quem espanca uma velhinha. Como se o Danilo tivesse amarrado um crioulo numa cruz no quintal da casa dele e ateado fogo. Quando meu argumento era que os gays sabem se defender sozinhos, as mulheres sabem se defender sozinhas. E foi bem feito pra mim: um dia eu aprendo que é aqui no blog que eu posso falar o que penso e mandar tomar no cu todo mundo que discordar.
Será coincidência que só piadas de preto, aleijado e retardado negro e deficiente físico e mental afro-descendente e portador de sei-lá-o-quê não sejam aceitáveis? O que esse povo pensa é: japonês, índio e branco é questão de genética. Preto não. Ser preto é tipo uma deficiência. Tadinhos, eles são incapazes, precisamos defendê-los e protegê-los dos brancos malvados. Ainda mais se forem carcamanos caipiras como Danilo Gentili.
Agora o MPF de São Paulo vai decidir se o comentário foi racista. Uma tal Afrobras vai lançar uma carta de repúdio. A palavra “cidadania” deve aparecer pelo menos duas vezes na carta. Essa Afrobras é uma ONG que faz um monte de coisa para “inserção e visibilidade do negro paulista e brasileiro”. Ora, o negro paulista e brasileiro já tem bastante visbilidade. Pelo menos quando a luz está acesa.
Eu sei que eu, mulatinho inzoneiro, posso me declarar negro na inscrição para um vestibular ou concurso que leva essas coisas em conta. E vão aceitar. Então vou me declarar preto aqui para dizer que a piada do Danilo não me ofendeu. Nem a piada do Sarrumor. Nem aquela que diz que na África do Sul do apartheid os pretos eram enterrados de bruços e com a bunda pra fora — pra estacionar bicicleta. Porque eu aprendi há muito tempo que humor não respeita nada. Não respeita mesmo, que se fodam os chatos. Cacildis.
* * *
E já tô vendo neguinho se encolhendo cada vez que eu uso o termo “preto”. Fiquem calminhas, santas. O termo é correto. Tirei do formulário do Censo 2000, ó:
* * *
E volto a dizer: se algum negão de verdade se ofender, que bata o pau na mesa. Depois, com a mesa já quebrada, que manifeste sua revolta, de preferência fazendo alguma piada de branco.





Sem hipocrisia, direto e conciso. Gostei do texto, parabéns pelo blog como um todo!
Marco,
O que as pessoas não entendem é que a ofensa está no contexto, no tom de voz e na cabeça de quem a faz, mas não na palavra usada. Se fosse só pelas palavras, chamar alguém de afrodescendente parido por uma meretriz não seria ofensa, porra.
Eu já discuti com muita gente sobre isso e, sinceramente, cansei. Gente com mente pequena me irrita mais do que homem de pau fino. E olha que eu nem sou tão exigente.
Beijos.
Preguiça.
Né Marcurélio, você sabe que senso de humor está ligado à inteligência…quer dizer, eu acredito que sim e é isso que me impede de assitir zorra total…
Na verdade a historinha com o Gentili é só pq o tw é novidade e as pessoas tão achando que as opiniões delas são mto importantes principalmente se elas se manifestarem contra alguém que é famoso, ganha dinheiro contando piadas e está ao alcance delas…Não chega a ser um exercício real da opinião porque tem tanta coisa mais importante acontecendo nesse país e que precisa realmente de manifestação.
Sei lá…mas isso pra mim parece, mesmo, é falta do que fazer…
bjks
Não se pode contar uma piada que já vira um auê sem sentido e corre o risco de um processo. Não é porque conta piada de preto/português/anão/etc que é racista ou preconceituoso (o que nem foi o caso do D. Gentilli). É só uma piada. Não gostou, não ria.
Uma plataforma que espalha informação instantaneamente para trocentas pessoas aliada com muita gente querendo aparecer, danou-se.
Olá Marco,
Acompanhei a encrenca ontem pelo Twitter e achei uma falta de humor desse povo que está no twitter, o proprio twitter foi feito para dizer o que se pensa, e agora, ainda mais o Danilo que é comediante, e lança piadas inteligentes a todo tempo, iria fazer algo para ofender alguém, sinceramente, esse povo mau-humorado do twitter me irrita!!! Sou preta e tb não me ofendi com o que ele disse!!! como disse a Aline, a ofensa esta no tom da voz e principalmente no olhar de quem ofende.
um abraço!! bom ver o blog na ativa!!!
Marco, nem preciso dizer que sou sua fã, mas digo. tb não preciso dizer que sou fã do Danilo. e mto menos precisaria dizer que concordo com vc e na verdade, acho que nada mais precisaria realmente ser dito, se todos percebêssemos que esse ataque ao Gentili só ganhou força pq ele é o Gentili. pq ele representa o cqc, pq ele joga a merda de todo mundo no ventilador. é uma ótima chance de acusar um menino que tira sarro de si mesmo e amigos o tempo todo e ocupar a opinião pública com algo que não sejam as acusações sérias e graves que eles nos mostram toda semana. ótimo, vamos todos discutir se o Gentili é um mostro das trevas que falou que um negro ficou rico e comeu uma loira. ah, e não obstante, vamos condená-lo tb pq chamou a loira de puta (ah, não chamou? juro que vi ali, ó..) e vamos condená-lo tb pq ofendeu os caipiras dizendo que só o cara que vai pra cidade e fica famoso pode pegar uma mulher (ah, ele tb não falou isso?). deixa o garoto! se alguém tiver que processar o Danilo, que seja aquela marca de sabão em pó, que garantia aos consumidores que nada era mais branco. oras!
Se alguém te falar: “caralho véi! seu pau parece de preto!” dúvido alguém saia ofendido da conversa.
Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
(Rita Lee)
Então, me diz uma coisa:
eu que tenho ascendência “mista”
-judeu/árabe (norte do Marocos, fazer o que…) com negro, por parte de mãe;
- combinada com nordestina (Pernambuco e Paraiba);
- e ainda por cima nasci na Bahia,
posso mandar meio mundo a merda?
.
..
…
Prefiro acreditar que o MPF vai olhar uma ação dessas e (depois de pensar “É cada uma que me mandam…”) jogar isso tudo fora.
Se até mesmo o nosso humor for contaminado pelo politicamentecorreto, nem precisamos nos preocupar com gripe nenhuma.
Um grande abraço!
Eu leio e releio a tal piada (que, vamocombiná, não é falta de senso de humor, mas foi uma merda!) e só consigo ver “preconceito” com jogador de futebol. Inclusive os brancos. Mas até agora não vi nenhum reclamar, seja preto, branco, vermelho, amarelo ou azul. O problema é que esse povo lê a palavra MACACO e pronto! Tá falando de preto! E quanto à loira que dá pra todo macaco ou jogador de futebol? Posso me ofender??? É como vc disse: “atomanocu”!!!
Marco, ficou bem grande o comentário mas não é bobagem, juro. Acho que vale a pena ler.
Cara, leio seu blog desde 2002 ou coisa do tipo. Lembro que minha cabeça explodiu quando descobri que tu tinha estudado na mesma famigerada ETECA que eu e ainda assim sabia escrever bem haha Também sou fã do Danilo, já ia em alguns shows dele bem antes do sujeito ficar famoso. Só estou dizendo isso para ficar claro que não é picuinha com ninguém. Além disso, um dos meus comediantes de stand-up favoritos é um canadense descendente de indianos chamado Russell Peters que ganha a vida fazendo piada com estereótipos raciais, e acho que isso é um sinal de que não sou dos fanáticos pelo politicamente correto. Dê uma olhada nele. Creio que, além de morrer de rir, você vai ver a diferença entre uma piada de cunho racial/cultural bem contada e uma piada infeliz como a que o (talentoso, sem dúvida) Danilo fez. Por fim, defendo o direito do Danilo fazer a piada que quiser, racista, nazista, socialista, o que quiser, o que não quer dizer que eu ache correto, ético e engraçado. Só prefiro uma libertinagem de expressão a qualquer restrição. Abaixo, o porque de eu achar a piada equivocada e estúpida.
A questão é que você (e o Danilo, tanto neste tweet quanto no post que escreveu se defendendo) meio que assume que as palavras são mortas, que a língua é apenas uma ferramenta fria, desprovida de simbolismos, quando está claro que ela não é. O regime nazista ou ainda a “Novilíngua” do livro “1984″ nos mostram como palavras com significados “de dicionário” comuns podem ter um carga e um significado real completamente diferentes.
Achei de cara aquela piada bem esquisita. Todos sabemos dos estereótipos negativos que são vinculados aos negros, e a associação com loiras como sugestão de negação da própria cor, jogadores de futebol como única chance de subir na vida e o macaco como desumanização são três dos mais comuns. Dizer que não viu nada de mais ou é muito boa vontade ou, no meu ponto de vista, uma visão bem superficial.
Depois, vendo o post de defesa do Danilo, percebi que, ao contrário do que você sugeriu quando disse que viu ofensa “até aos jogadores de futebol” mas não aos negros, ele se referia realmente aos negros na piada. Não o fosse, não teria escrito um post inteiro defendo o próprio direito de chamar os outros de macaco.
Quando se faz uma piada de gordo na televisão ou em qualquer outra mídia de massa, você não individualiza a ofensa. O gordo do outro lado da tela (meu caso, chegando à metade dos vinte anos, metabolismo desacelerando hehe) dificilmente se sente ofendido porque aquela piada não é dirigida a ele, sujeito, mas sim a um ‘grupo’ sem identidade coletiva, “Os Gordos”. É algo humano isso. Por outro lado, os negros e judeus, por exemplo, tem boa parte de sua identidade vinculada à identidade desse grupo ao qual pertencem, forjada através das piores perseguições e violências que um grupo pode sofrer. Quando se chama um negro de macaco, direito que o Danilo reivindica em seu post de defesa, se evoca a associação dos negros aos símios como forma de desumanização que legitima a opressão, afinal “eles são apenas animais!” e o negro toma essa ofensa individualmente devido a essa grande complementaridade entre sua identidade individual e a identidade coletiva dos negros. Esse tipo de coisa que começa como brincadeira, se alastra igual fogo em mato seco e pouco tempo a brincadeira toma proporções de “normal” e pronto, temos uma mentalidade racista formada. É por isso que não se pode tolerar esse tipo de coisa, porque não é só uma “brincadeira inocente”.
Por fim, acredito que o Danilo não seja racista ou que pelo menos costuma ser contido quanto a isso. No entanto, li hoje um post muito bom sobre o riso como arma de opressão. Fala sobre a covardia daqueles que utilizam o humor como arma para veicular seu ódio, já que aqueles que se levantam contra isso são invariavelmente e independentemente do mérito da questão tratados como “sem graça”, “chatos”, “patrulheiros do politicamente correto” e imediatamente ignorados, o que é muito ruim. O link é http://tuliovianna.wordpress.com/2009/07/27/o-riso-como-arma-dos-covardes/
Abs e sucesso!
Preto é o termo usado pelo IBGE!
Algumas pesquisas usam os dados do IBGE, e chamam “negro” o grupo de “pretos” + “pardos” do IBGE. É uma distorção absurda da língua portuguesa.
No meu comentário gigante disse que você havia comentado que viu ofensa talvez aos jogadores de futebol e não aos negros. Me equivoquei. Quem disse isso foi a Letícia, em um dos outros comentários no post. Mals
Seguinte: apaputaquepariu os chatonildos de plantão.
Meu ponto de vista: o Danilo lançou a piada, ok. Não achei muita graça. O amigo Paulo diz que o próprio Danilo se defendeu com um post que potencialmente denunciaria o direcionamento aos pretos. Só que tem um detalhe: ele estava apenas se defendendo da chuva de pessoas que devem ter reclamado do suposto racismo na piada. Depois ele estendeu o contexto e disse que a piada referia-se a pessoas que ficam famosas como um todo.
Ah, tudo bem, “falou de macado, tá ofendendo os pretos”. Então quando uma pessoa chama aqueles brutamontes do vale-tudo (em sua maioria brancos) de gorilas ou algo do gênero, tá direcionando o comentário aos lutadores pretos?
Pessoal, vamos combinar, esse negócio de patrulha moralista tá ficando um pé no saco… Na verdade são um bando de falsos moralistas, é hipocrisia comendo solta.
Gabriel, sua comparação não az sentido algum porque, como já disse, as palavras não são letra morta. Boa parte do significados das palavras, em alguns casos maior parte, estão no contexto e no modo como elas são ditas. Quando se chama um lutador de gorila se está obviamente falando de sua força e tamanho. No caso do negro não, compara-se o sujeito a um animal desumanizando-o e legitimando opressão. Você com certeza percebe esta diferença e se faz de conta que são a mesma coisa ou é inocente ou sofre de grave desonestidade intelectual.
Quanto à patrulha dos “falsos moralistas e hipócritas”, também falei disso em meu comentario e você só veio a confirmar o que eu disse sobre como estes rótulos viraram chavão e não tem mais significado algum, de tanto usarem como defesa padrão contra qualquer coisa, até em defesa das maiores barbaridades. E de mais a mais, você não sabe se sou um falso moralista ou hipócrita, já que não me conhece para dizer que não pratico o que defendo aqui.
Em tempo, obrigado por aceitar o comentário, mesmo que gigante e divergente da sua opinião, Marco. Liberdade de expressão rocks.
Paulo, citei sua mensagem mas não direcionei a minha direto para você… Até concordo com algumas coisas que você escreveu, mas não com tudo.
De qualquer forma, é como EU penso, que o racismo normalmente está na cabeça de quem vê. Dizer que minha comparação não faz sentido é a mesma coisa que dizer que todos os jogadores de futebol são pretos. Agora só porque o personagem citado pelo Danilo é o King Kong, a piada passa a ser direcionada para um grupo seleto de jogadores, sendo que a maioria deles, independente de cor ou credo, tem uma certa preferência pelas marias-chuteiras loiras.
Sem contar também que a piada foi de oportunidade, aparentemente feita logo após ele ter visto a chamada do filme no canal de TV. Hipoteticamente falando, se o personagem da piada fosse o Jeca Tatu numa história que ele vai para a cidade, aposto que todo mundo iria rir e nem lembrariam das diferenças raciais. E pra mim a piada continuaria sendo ruim.
“Agora no TeleCine Jeca Tatu, um caipira q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q é? Jogador de futebol?”
Me pareceu que você se referiu a todos de opinião contrária, daí assumi que fosse comigo.
Sabe, também pensei nesse exempli do caipira, coincidência. Na verdade, lendo depois, cheguei até a pensar que o Danilo pudesse realmente ter feito a piada sem nem direcionar aos negros, em um impulso colossal de infelicidade e falta de noção. O que pegou mesmo para mim foi o post de defesa onde ele entregou o jogo. Ele claramente reivindica o direito de chamar de macaco, partindo de premissas totalmente equivocadas como a suposta falta de gravidade em se chamar gay de “viado”. Foi uma visão muito simplista. Na mesma hora eu pensei “mais um que se dá bem no que faz, acha que por isso é sabido para dar pitaco em tudo, resolve polemizar e acaba falando m…”. A impressap que fiquei dele nesse episódio foi aquela do palhaço da classe: engraçadíssimo, mas sem nada na cabeça. A linha de raciocínio dele foi basicamente aquela estúpida e batida “se ele pode 100% negro, porque eu não posso 100% branco?”, que é o tipo de argumento mais vazio e rebatido da história dessa questão.
É como quando, nos EUA, um adulto se aproxima de uma criança, para brincar, para ver um sorriso inocente da criança. O que a sociedade pensa, na hora? Pedófilo!!! É tudo questão da moral podre do observador. Mas e a cor? Não importa. Já dizia Exupery que o essencial é invisível aos olhos.
Sou contra qualquer frescura com relação a etnia, mas acho o Paulo tem uma opinião mais acertada do que a maioria dos comentários ou até mesmo do próprio post. Acho que relativizar demais questões como essa é algo perigoso. É triste ver que a maioria das pessoas bota o “humor” na frente do respeito, como se xingar alguém fosse – por princípio – algo engraçado e não uma babaquice. De boa, rir de alguém que ofende outro de maneira gratuita demonstra uma imaturidade tacanha.
Nasci de mãe negra, pobre e nordestina… talvez por isso tenha crescido sem essas besteirinhas de procurar preconceito em todo lugar. Quem sofre o preconceito sabe que ele se revela na atitude das pessoas, no tom do voz, na intenção de ofender…
O humor, em sua essência, faz rir do outro, ridiculariza o outro… é assim desde que o mundo é mundo… ele é políticamente incorreto… agora vamos decidir quem é “café-com-leite”?
Escrevi ontem sobre isso no meu blog… dá uma olhadinha lá… http://obvioullulante.wordpress.com/2009/07/29/a-minha-mae-e-preta/
Abraços,
Gabriel e Paulo:
Vãopará de putaria nos comentários do meu blog? Deixem de ser bichas por um momento, larguem deste post e vão ver o vídeo da Samambaia. Uma puta gostosa tomando banho, e os caras vêm discutir racismo no post de baixo. Atomanocu.
Se podemos fazer piadas até com Deus, por que não com negros e tal. Jorge Ben Pode ter músicas como “crioula” e “Que Nega é essa” e ninguem fala nada…
Então vou entrar com um movimento contra todos que fizeram musica contra as gordinhas.
Isso é coisa que pegaram dos americanos, só pegam o que não presta aliás. Só lembrar da capa do cd do U2 – Boy, que foi censurada, pq será?
Concordo com tudo que você disse, tinha até escrito um texto sobre isso no meu blog ontem.
Piada de gaúcho, japonês, gay, loira, etc pode… negro não, é racismo! Racismo? De quem conta a piada ou deles? Me pergunto se um dia não houver mais piadas de negros eles vão pedir cota de piadas para não serem mais excluídos?
“Ora, o negro paulista e brasileiro já tem bastante visbilidade. Pelo menos quando a luz está acesa.” hahahahahahaha. Foi no momento certo
– LG, branco não, cacete! Galaicodescendente!
Pusta barulho por nada… Mas é o preço da fama que o Danilão começa a encarar. Achei bem ponderado o comentario de La Peña do casseta sobre o causo…ta qui : http://tvglobo.casseta.globo.com/helio-de-la-pena/2009/07/28/a-coisa-ficou-afrodescendente-para-o-humor-negro/ Grande abraço!
Eu não me ofendi, ri muito e concordo plenamente!
Por favor, Barack Obama já está lá…está lá porquê?
Porque ficou fazendo discursos anti-racismo ou pregou seu arredondado bumbum na cadeira e ESTUDOU?
Sou negra, sei que há desigualdade, mas também sei que todos somos diferentes, até irmãos gêmeos univitelinos são.
Sou mulher, sei que ganho duas vezes menos por ser mulher e negra e vou ficar chorando ou arregaçar as mangas?
Sou mulher, negra e roqueira…ainda por cima advogada e professora…
E ainda tenho fé na vida e bom humor…
Abraços!
Cara… sabe qual é o problema??? A piada não foi boa… só isso…
Só para avisar…esse assunto rendeu na minha mente! Marco Aurélio, despertador de desabafos:http://livreepensadoraamissao.blogspot.com/2009/08/racismo-e-preconceito-iii-o-final-da.html
Obrigada!
Abraços!
[...] que só falei disso agora? Calhou de descobrir que ele reativou o seu blog, e fez um post definitivo, esculhambador e engraçado sobre o assunto. Feliz retorno à blogosfera, Marcurélio. 5 de agosto de 2009, às 16h05, em de modo [...]
e se o Danilo não tivesse generalizado? talvez se tivesse determinado a posição do cara em campo…
“Agora no TeleCine KingKong, um macaco q depois q vai p/ cidade e fica famoso pega 1 loira. Quem ele acha q e? Zagueiro do Olaria?”
… nem, ainda assim a piada seria ruim.
Cara parabens … parabens mesmo texto muito foda, diz muito a respeito do que penso sobre essa falsa moralidade brasileira.
Nunca vi um video tão racista quanto este
http://www.youtube.com/watch?v=LwBmytU1P6c
No vídeo da TV Pirata:
-Meu nome não é Alvinho! É James Brown!
Eu achei que ele ia dizer Zé Pequeno!
=)
Alguém aí conhece um programa tão preconceituoso quanto o Casseta e Planeta?Os caras fazem piadas de loira burra,gaúcho viado e até mesmo de negro.Por que ninguém se ofende?
Isso tudo que vem acontecendo é despeito,porque o CQC é um programa inteligente,que vem ganhando espaço,que não tem medo de enfrentar os ´bam bam bans` do Senado.Que vem despertando em nós brasileiros algo que não tinhamos mais,o sentimento de revolta contra a corrupção no país.Já o Casseta e Planeta tem perdido espaço.O tempo deles passou..
Enfim,esse ´ataqué ao Danilo é porque ele é famoso.As pessoas querem aparecer na mídia,dizer que ´enfrentaram´ um cara como ele (que no dia a dia ridiculariza os políticos,pra que estes não nos façam mais de palhaços!).
Sou completamente contra o racismo,ou qualquer outro tipo de preconceito,mas se todos forem se ofender com as piadas de negros,loiras,gaúchos,então não existirão mais piadas!
As pessoas que não gostaram da piada não são obrigadas a gostar de Gentili.Mas por que,invés de lutarem contra isso,não lutamos todos contra a política do nosso Brasil?
Eu concordo com o Paulo. A coisa é muito mais delicada do que parece. Fora que sinceramente, nas brincadeiras é que dizemos as verdades. Eu não me ofendi, pq não dou a mínima pra este Gentilli, mas ele realmente mexeu em vespeiro, depois ainda ficou pior quando tentou consertar…