Basta eu ter um de meus ataques de total intransigência/intolerância (são muitíssimo comuns), para alguém vir com o velho argumento: “Ah, mas pra você é fácil! Olha a família que você tem! Olha a estrutura!”. A essas pessoas eu tenho vontade de responder com o histórico de três mulheres admiráveis, com vários problemas familiares dos mais intrincados, e que no entanto dão provas quase que diárias de força de caráter. E, vejam só, me apaixonei pelas três. Isso talvez explique muita coisa, mas estou com preguiça de pensar agora.

(Há também o exemplo maior dessa verdade, que é Dona Ana, a senhora minha mãe. Mas quero evitar análises freudianas cansativas e não solicitadas.)