Ontem fui a um churrasco na casa da Ale Siedschlag (escrevi certo, Ale?), em comemoração a seu aniversário. Muito bom, várias pessoas agradáveis, carne, cerveja. E o motivo maior de alegria para mim: crianças. Não, porra, não sou pedófilo. Eu apenas me identifico mais com as crianças do que com os adultos. O mundo das pessoas grandes me é estranho, e só ando por ele me sentindo desconfortável, como se fosse um agente disfarçado infiltrado em território inimigo. O sentimento é mais notável ainda depois de passar algum tempo com as crianças: demoro a me readaptar ao universo cinzento dos adultos.
Pois muito bem, ontem foi um dia de muita diversão para mim. A filhinha da Ale e o filho mais novo do bobmacjack permitiram que eu participasse das brincadeiras, o que muito me honrou. Horas de diversão, e depois o maior estranhamento quando me vi cercado daquelas pessoas grandes.
Mas há quem não entenda isso. Deus, por exemplo. Ele não percebe a complexidade do comportamento infantil, então é incapaz de compreender que às vezes é necessário que se faça uma injustiçazinha aqui, uma provocaçãozinha ali, para estimular as ondas cerebrais das crianças e prepará-las para a vida, como se diz por aí. Então me calunia, acusando-me de ser um deformador do caráter dos petizes. Pura incompreensão, pura incompreensão…