- Trabalham aqui comigo 25 pessoas. É óbvio que todo mundo se conhece. No entanto, a maioria anda com o crachá pendurado no pescoço, como se fosse necessário ter esse tipo de identificação bem visível.
- Os homens vêm trabalhar de paletó. Ou melhor, vêm sem paletó no carro, vestem o paletó no estacionamento para atravessar a rua, entrar no prédio e subir quinze andares de elevador, para tirar o paletó e pendurar no encosto da cadeira. Passam o tempo todo sem paletó no ambiente do escritório, que tem ar-condicionado, para colocarem o paletó ao sairem para o almoço, andando debaixo de sol.
- Todo mundo está sem paletó no escritório. Aí tem uma reunião, e todos botam o paletó para participar dela. Não precisa ser reunião com cliente nem nada assim, uma reunião entre os mesmos caras que passaram o dia todo sem paletó.
- A gravata. A gravata é um absurdo. Apresentem-me UM argumento plausível a favor da gravata e eu saio na Avenida Paulista pelado. Só de gravata.
- Pessoas que não falam inglês mas conseguem enfiar três termos desnecessário em inglês no meio de uma frase de seis ou sete palavras.
- Gente que fala normalmente com você o tempo todo. Aí, numa reunião da qual só participam vocês dois, passa a usar uma linguagem rebuscada. E cheia de termos em inglês, é claro.

Ah, tem um monte. Esse negócio todo de acordar, se enfiar num ônibus durante uma hora e meia para ficar quatro horas num escritório, sair durante uma hora, voltar e ficar mais quatro horas, depois enfrentar mais hora e meia de ônibus, puta que pariu! Absurdo, absurdo! Será que só eu vejo, caralho?