Eu ia escrever mais coisinhas bonitinhas e sentimentais, desfiar mais metaforazinhas de falsa beleza, mostrar mais um pouco minha face de palhaço trágico. Mas querem saber de uma coisa? Chega. Basta. Tenho quase 30 anos, paciência não é uma de minhas virtudes, então chega. Não vou continuar alimentando esse sentimento, uma criança nascida sem cérebro mas que, contra toda a lógica, insiste em respirar. Que bem pode haver em manter tal monstruosidade? Não: chega. Há um mundo de aventuras lá fora, não vou ficar aqui dentro, tentando a todo custo projetar com os olhos da mente sua imagem na parede.
Escrevi um post uma vez comparando o sentimento de entressafra amorosa ao estado de fertilidade. Naquela época eu me sentia fértil (por mais gay que isso possa soar). E foi legal: linda criança, essa que eu pari, esse sentimento que rendeu belos textos. Mas nasceu sem cérebro, paciência. Outras virão.

Obrigado a esse cara por isto aqui. Bela bofetada.