Ontem fui assistir Charlie’s Angels na sempre agradabilíssima companhia de Camilita. Não há muito o que falar sobre o filme: é engraçado, movimentado, tem cenas de ação ótimas. Cameron Diaz, Drew Barrymore e Lucy Liu são gostosas pra caralho, a Demi Moore tá meio derrubada. Não vou falar mal do Rodrigo Santoro só porque o cara passa o tempo todo calado. Ele desempenhou bem o seu papel: ficar 90% do tempo sem camisa, para fazer a mulherada babar.
Um problema muito sério no filme: certas cenas impossíveis parecem mais convincentes do que uma simples caminhada das Panteras por um gramado. Tudo graças a essa maldição chamada chroma key. Para quem não sabe, é aquele lance de o cara atuar em frente a uma tela azul, na qual o cenário é aplicado depois. Há cenas do filme que lembram aquele episódio do Chapolin em Vênus (Uh, Chupulu), de tão toscas. O chroma key deveria ser banido para sempre.
Mas não quero falar de nada disso. Para mim a melhor surpresa do filme é a participação de John Cleese, do Monty Python. Deve ter sido uma honra imensa para o Matt LeBlanc (o Joey de Friends) contracenar com esse mestre absoluto. E toda vez que ele falava “What are you talking about?”, eu lembrava da clássica Dead Parrot Sketch:
— Well, he’s…he’s, ah…probably pining for the fjords.
— PININ’ for the FJORDS?!?!?!? What kind of talk is that???

Eu AMO John Cleese. Acho que falei isso umas duzentas vezes pra Camila. E ainda foi pouco.