Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Sentimentalidades’

Mas pensando bem…

Tá tão bunitinha a Camila aí em cima… Vou deixar mais um pouco.

Acho que já chega…

Camilinha, obrigado por entender a brincadeira. Cê é foda, mina.

Os deuses também amam

Sim, meus caros, é verdade. Como vocês devem ter deduzido ao notarem que o fale com deus está redirecionado para uma página contendo a letra de uma canção de amor, nosso deus está apaixonado. Ele conheceu uma pessoa de olhos verdes aqui em São Paulo e agora está todo bobo, coitado. Veio até passar a Semana Santa com seu novo amor no sítio do Risadinha.
(Aliás, ele vomitou no banheiro do Risadinha; a inveja me corrói até agora).
Bom, mas isso é assunto particular dele. Aguardem, em breve ele deve falar melhor sobre este novo amor.

Sonhos Sonhos São

PUTA QUE PARIU! Finalmente, depois de um feriado prolongado tentando, consegui tocar essa música maldita. Porque, apesar de deus dizer que é só CUDJUN-CUDJUN-CUDJUN, Sonhos Sonhos São é difícil bagaray. Então ignorem a voz esquisita de sempre, o andamento apressado e a vacilada feia lá pelo meio da música, e cliquem na figura para ouvir:

Dedicada, é claro, à garota que me inspirou a escrever coisas assim. Não que ela mereça essa tosqueira de gravação, tadinha…

Inaugurando (finalmente) a série Pessoas que eu gosto pra caralho

Risadinha
Passei um tempão adiando a inauguração desta série. Meus amigos são todos uns ciumentos, e eu ia ter que agüentar nego reclamando: “Por que começou com ele(a)?”. Mas hoje, depois de várias conversas agradáveis, percebi que começar com o Risadinha seria mais do que justo. Não, ele não é meu melhor amigo. Eu não tenho UM melhor amigo: Sâo todos igualmente bons. Amizade para mim é coisa séria. Eu começaria, portanto, pelos meus irmãos, que são as pessoas que eu mais amo no mundo. Mas já puxei demais o saco desses dois, então hoje é dia de Risadinha. Ou Leandro, como a mãe dele o apelida.
Em 1991 nos conhecemos, e foi ódio à primeira vista. Tanto eu quanto ele pensávamos que éramos muito diferentes, e que a única ligação entre nós seria uma aversão recíproca.
Quão enganados estávamos! Na verdade tudo o que tínhamos de semelhante era o que nos assustava, e não demorou muito para percebermos isso: No final daquele ano (cursávamos o primeiro ano do segundo grau), ouvi o Risadinha contar uma história engraçadíssima. Ele tinha deixado um Dadinho (aquele doce de amendoim em forma de cubo) na geladeira, e a avó, pensando que se tratava de caldo de carne, havia botado o dadinho no feijão. “Puta feijão horrível com gosto de paçoca!”, ele concluiu. Naquele momento percebi que estava diante de um irmão. E, como bons irmãos, fingíamos ódio porque admitir o quanto gostávamos um do outro era muito complicado.
A partir de então, todo aquele ódio transformou-se numa amizade sólida e duradoura. Hoje em dia, se eu chego sozinho a algum lugar, as pessoas logo estranham: “Ué, cadê o Risadinha?”. Porque eu sempre quero estar ao lado dele. Questão de status, sabe? É sempre bom andar com pessoas mais inteligentes que você, para parecer que você é inteligente também.
Nesses doze anos brigamos incontáveis vezes. Mas sempre voltamos à velha amizade de sempre. Porque somos irmãos, oras.
Ao contrário do que possam pensar, nunca nos entregamos a arrebatamentos de amizade. Primeiro porque somos ambos machos pra caralho, e esse negócio de sentimentalismo não pega bem. E depois porque não precisamos disso. Eu sei tudo o que ele pensa e sente, e vice-versa. Não há necessidade de explicação nem de reafirmação de amizade nem de qualquer outra coisa. Porque somos irmãos, caralho.

Such a perfect day

Hoje a Bárbara faz 25 anos. VINTE E CINCO ANOS! Está velha, tadinha. Mas nem parece: desde quando a conheci ela tem a mesma cara, e pelas fotos acho que ela não mudou nada desde que nasceu. Ainda pedem identidade para ela nos bares. Sei não, acho que há um retrato envelhecendo dentro de algum armário na casa dela. Namoramos por pouco mais de três anos. Enquanto eu engordava, enfeiava e encarecava, ela continuava exatamente a mesma. E continua até hoje. Constrangida por isso, às vezes muda o cabelo, e é só.
Há quem pense que ela se resume a isso. Quem a conhece sabe que não; quem não a conhece pode tentar entender lendo sua auto-análise:

Eu sou pequenininha como a minha timidez. Eu sou delicada como minha visão estética. Eu tenho contradições entre corpo e rosto – magra mas com grandes e saudáveis bochechas rosadas, e tenho um rosto mais branco que meu corpo. Minhas olheiras (de família e de nascença) contam a vida desegrada que eu levo. Minhas sardas são a manifestação física da minha ironia e da minha eventual esperteza. Mas o centro de tudo é o meu nariz. Meu nariz abatatado lembra que eu não sou a bonequinha de porcelana que algumas pessoas acreditam que eu sou. Meu nariz é a prova da minha resistência e da minha miscigenação. Eu lembro de uma história, acho que dos irmãos Grimm, em que descobrem que uma moça é mesmo uma princesa quando ela acorda toda dolorida e cheia de marcas após dormir em uma cama cheia de colchões, lençóis, etc, mas com uma ervilha embaixo de tudo. Eu não tenho essas frescuras, eu não sou nenhuma princesa. Eu sou o meu nariz.

E é verdade. Pois quem a vê com aquela cara de menina nem desconfia da mulher que ela é. Inteligente e culta ao extremo, engraçada, bom caráter, corajosa pra caralho. Resiste a tudo, até a um namoro de tanto tempo com um caso perdido feito eu. Uma mulher admirável, enfim.
Bárbara, feliz aniversário para você. E para o seu nariz também.

(Pronto, mulé. Não teve cartão mas teve post, então não me torre. E não esquece de pegar seu urso lá na Funhouse…)

Poema

Estou ouvindo (pela quarta vez hoje) o CD Olhos de Farol do Ney Matogrosso. O CD é muito bom, mas a música que eu mais ouço é Poema. Em 1974, aos 16 anos, Cazuza escreveu um poema para a avó. Quando ela morreu (anos depois da morte do neto), a família encontrou o poema e Lucinha Araújo, mãe do Cazuza, deu de presente para o Ney Matogrosso. Ele pediu ao Frejat que o musicasse e gravou.
Tenho esse CD desde 99. E sempre ouço essa música pensando na minha avó, a quem eu devo tudo.

“Poema”

Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás

O Poema

Lembram que eu falei que uma garota escreveu um poema para mim. Não lembram? Ai, meu caralho… Tá aqui o post. Então, a autora acaba de autorizar a publicação. Menina, eu só gostaria de ter uma pequena parcela do seu talento para poder retribuir. Mas não tenho, então contente-se com um muito obrigado.
Publico o poema, mesmo sabendo que ele diz mais sobre mim do que eu gostaria que minha meia dúzia de leitores soubesse:

Menino dos olhos procuradores
Por que desvia o olhar?
Medo do outro,
de si,
ou de finalmente encontrar?

Um dia estragou tudo com a palavra
A frase por anos elaborada
E na hora não dita
Estragou tudo com os atos
Que no momento exato
Foram deixados de lado.

Ei, menino, não tema
Você tem a palavra certa
Quando é dita.
Tem o toque suave
Quando suas mãos não hesitam.
E a dor,
não precisa mais procurar
Permanece ao seu lado
No medo
Na fragilidade tão escondida
Nas máscaras por você criadas,
Personagens da sua História,
Parte constante em sua vida.

Poema

Não, eu não escrevo poesia. Não levo jeito, me falta talento, sensibilidade, sei lá. Mas escrevi um poema para o Tom Jobim quando ele morreu. Nunca que eu o publicaria, mas hoje uma menina me falou que achou legal, então aí vai:

Silêncio

Silêncio.
Cesse o cantar dos pássaros,
Silencie o murmúrio das águas,
Que os bêbados não cantem na madrugada.
Silencie o silvar do vento,
Seja abafada a voz das crianças,
Rasguem-se todas as partituras,
E que o eco se cale
Constrangido pela ausência de som.

Desapareceu o Tom Maior
E a música já não faz sentido.

Riam, riam.

Marco Aurélio, sua bicha…

Isso é o que o Risadinha dirá. Mas foda-se: Eu chorei lendo isso aqui.

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