Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Política’

Encontro

Holy crap, the man is missing a finger. FREAK SHOW!

Holy crap, the man is missing a finger. FREAK SHOW!

Gotícula de sabedoria marcureliana

Posse de Obama: são tantos brancos em volta de um preto, parece festa da Ku Klux Klan.

Respeitáveis senhores

Como vocês podem imaginar, tenho peregrinado por agências de carros usados nos últimos tempos. Não, não parem de ler. Este não é mais um post sobre meu problema com o carro (VENDO CORSA SEDAN 2002 COMPLETO).

O negócio é que ontem eu fui cobrir um evento na Assembléia Legislativa de São Paulo. A certa altura (uma palestra de fornecedores que não me interessava), fui dar uma volta pelo prédio. Bem legal, todo mundo devia ir lá. Tem relíquias da Revolução de 32, fotografias antigas e modernas de São Paulo, esculturas, pinturas, o diabo.

Mas os itens que mais me chamaram a atenção foram os digníssimos deputados estaduais.

(Afanei a agenda de votações da quarta-feira. O vice-presidente da casa tinha em pauta um projeto que institui o Dia do Capelão. Outra deputada queria instituir o Dia dos Clubes da Terceira Idade. A maior parte dos projetos mudava o nome de viadutos, trevos e rotatórias nas rodovias estaduais.)

Os deputados estaduais são senhores com olhinhos de verruma e personalidade de camaleão. Oferecem café e dizem “a casa é sua”. Abrem sorrisos sinceros, apertam sua mão com firmeza e olham dentro dos seus olhos, têm voz suave, dão piscadelas de cumplicidade, compartilham de suas opiniões e valores. Uma total franqueza, cuidadosamente ensaiada na frente do espelho.

São ótimos atores, os deputados estaduais. Assisti a uma sessão no plenário. Um deputado chamado Cido Sério (pelo que eu entendi, ele acaba de ser eleito prefeito de Araçatuba, talvez Araraquara) discursava para o plenário quase vazio. Apenas um deputado ouvia o discurso. Na mesa diretora, todo mundo conversava, inclusive o presidente, enquanto o Sério discursava. Acabou o discurso, o único espectador subiu à tribuna para louvar os feitos do Sério — que, na platéia, conversava com outro deputado recém-chegado, ignorando os elogios que o outro lhe dirigia lá de cima. Um outro entrou falando ao celular, foi até o fundo, depois saiu de novo. O Sério e seu companheiro saíram, o outro desceu da tribuna, o do celular subiu para discursar. Enquanto falava, o presidente deixou seu posto. O que discursava chiou, o presidente fez um sinal para ele, outro cara assumiu a cadeira do presidente. Depois do discurso, o próprio presidente subiu à tribuna para falar ao plenário vazio. Enquanto ele falava, o do celular avisava que voltaria a discursar em seguida. No painel, 93 deputados presentes, um licenciado, nenhum ausente.No plenário, ninguém. A conta não batia. Os oradores não ligavam: continuavam seus discursos como se estivessem diante de um auditório lotado.

Os deputados estaduais dariam excelentes vendedores de carros usados.

Hipocrisia da pemba

Peraí.

Então Dona Marta, tão amiga dos gays, agora faz campanha insinuando que não devemos votar no Kassab porque ele é veado? Mas é uma vaca mesmo.

Ô, segundo turno ruminante!

Ofensa velada

Após uma reportagem sobre a devastação da Mata Atlântica, o Jornal Nacional passa a falar da posse do novo ministro do Meio Ambiente. A matéria inclui um trecho do discurso de Lula durante a despedida da ex-ministra:

— Olhar para tua cara, ministra Marina Silva, é olhar para a cara do meio ambiente nesse país.

Ou seja: a cara da ministra está pior do que ela pensava. Coitada.

A direita se coça

Sábado à tarde, depois de um almoço de ogros com os amigos, fui à Paulista passear e dei de cara com isso:

manifestacao_direita.jpg

Uma manifestação. Nada incomum: a Paulista é o lugar predileto para tudo o que é manifestação em São Paulo, desde a parada gay até comemorações de títulos do São Paulo (há diferença?). Mas essa passeata em particular tinha algo de diferente. Não era só a classe média cansadinha reclamando da violência, ou cidadãos justamente emputecidos clamando por ética na política: tratava-se, na verdade, de uma manifestação da direita contra o governo Lula.

A passeata me fez lembrar o quanto a direita pode ser assustadora. Das imensas caixas de som saía a defunta voz da dupla Don e Ravel, entoando “Eu te amo meu Brasil, eu te amo”, hino máximo dos tempos da linha dura e do “Ame-ou ou Deixe-o”. Entre os manifestantes (muitos deles inocentes úteis, me parece), sujeitos com cara de malvados distribuíam panfletos alertando para os perigos do Foro de São Paulo e dos planos de Lula para levar o Brasil ao comunismo.

A direita é muito safada; chega a sê-lo mais do que a esquerda. Disfarça suas reais intenções por trás de manifestação pela ética. O ranço de Olavo de Carvalho se deixava entrever nos dizeres de uma das faixas exibidas pelos manifestantes: entre “Mensalão”, “Renan Calheiros” e “Caso Lulinha”, despontava a faixa “Suposta Ligação do PT com as FARC”. Porra, SUPOSTA?! Você está numa manifestação, xingando a mãe do presidente da República, e sapeca um “suposta” numa faixa de protesto? Oras, por favor!

Voltei para casa com medo. Aquilo me parecia a Marcha da Família com Deus, aquelas presepadas todas que antecederam (e desencadearam) o golpe de 64. Lembrei de uma crônica recente do Verissimo, na qual ele alertava para o perigo de se vaiar o governo ao lado das pessoas erradas. Eu pretendo continuar a vaiar os safados, mas aqui do meu canto, sozinho.

1º de Maio

A TV mostra o Dia do Trabalho no mundo todo. Em Istambul, na Cisjordânia, em Havana e Moscou, pessoas marchando nas ruas defendem esse ou aquele conjunto de idéias e direitos.
Enquanto isso, em São Paulo, as centrais sindicais brigam por audiência em seus shows de música popular. É maravilhoso viver num país sem problemas e ser parte de um povo de índole pacífica como o nosso. VAI, BRASIL!

Drops

  • Fui me matricular na faculdade hoje. Passei no processo seletivo para o curso de jornalismo da Uninove — feito comparável a ganhar de Stephen Hawking nos 100 metros com barreiras. Não sei que classificação eu obtive, mas meu cunhado já avisou que me proíbe de continuar o namoro com sua irmã caso não tenha ficado entre os dez primeiros. Por via das dúvidas, achei melhor não pagar para ver.
  • Estava agora mesmo vendo o Lula no Roda Viva. Se é verdade que esse negócio de ser presidente da República envelhece, também é verdade que traz habilidades insuspeitadas. Viram como o barbudo consegue mexer aquelas orelhas pontudas? Antes ele não fazia isso. Parece o Yoda!
  • Capítulo novo, né? Pois é…

Foda-se

Eu comecei um post sobre eleições. Ia falar do meu apoio a Lula em 2002 (neste blog, inclusive), da minha ida a Brasília para a posse e da maior decepção política de minha vida.
Pensando bem, porém, fodam-se as eleições. Roubam no Congresso, no Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministério, nas assembléias legislativas e câmaras de vereadores? Bem feito para esse povo feladaputa, canalha e desonesto que elege seus semelhantes. Os nojentos paulistas falam que Lula permanece forte apesar da corrupção por causa da ignorância dos “lá de cima”, referindo-se aos nordestinos, e orgulham-se de ter levado a disputa presidencial para o segundo turno ao votarem em peso em Geraldo Alckmin. Enquanto isso, botam na Câmara dos Deputados o velho ladrão Paulo Maluf, o patético Clodovil (à guisa de voto de protesto, talvez), o assustador Enéas, o neoladrão e mensaleiro-mor Valdemar da Costa Neto. Ao mesmo tempo, ligam o desconfiômetro errado, e quase elegem Afif no lugar do inofensivo e dolorosamente honesto Suplicy. “Somos a locomotiva do país”, dizem os paulistas batendo no peito. Porra de locomotiva, que se empenha em levar a composição toda para o brejo.
Fodam-se as eleições. Foda-se o Brasil. Foda-se o desonesto e safado povo brasileiro.

O blogueiro viajante

Vocês me desculpem, mas hoje à noite viajo novamente, agora a passeio e de namorada a tiracolo. Enquanto não volto, meditem no seguinte: os discursos de Inri Cristo e Heloísa Helena não são assustadoramente parecidos?

UPDATE:

Leiam o seguinte trecho de um texto de Inri Cristo sobre a instituição do dízimo:

… onde está o lucro de um operário que trabalha de sol a sol na construção civil, numa fábrica, numa oficina, numa metalúrgica, etc… e, no final do mês, fadigado, ao receber um salário de fome, antes de pagar a conta da luz, da água, o gás e o leite das crianças, é coagido a entregar o dízimo, ou seja, dez por cento de seu ínfimo salário ao lobo com pele de ovelha, impostor que se autonomeou pastor, velhaco, enganador, mentiroso, trapaceiro, embustólogo que se diz teólogo, “representante de DEUS”, cuja única ocupação e preocupação consiste em planejar como gastar, com suas concubinas, na luxúria, na vida licenciosa, os frutos da delituosa fraude sugados, surrupiados em meu nome antigo e em nome de meu PAI?

É a Heloísa Helena feita reencarnação de Cristo!

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