Um post todo torto para declarar meu voto
Antes que o presidente Lula venha acusar este blog de omissão (sei lá, até dia desses a Abin acompanhava o JMC) ou que os blogueiros progressistas (aquele pessoal que vive caçando uma teta estatal) me enfiem no saco da tal mídia golpista, declaro logo meu voto: no segundo turno, vou de José Serra.
Blé.
Saudade de 2002, quando eu sabia bem o que queria. Foi a última vez que votei de verdade. Os leitores que estavam por aqui já naquela época vão se lembrar de minha campanha ativa pela eleição do Luiz Inácio. Eu fui à posse do Luiz Inácio. Eu sou uma besta.
Veio o mensalão, que muita gente tratou como só mais um escândalo de corrupção. Eu vi o mensalão como coisa mais séria: quem tramou aquilo não dá a mínima para democracia, instituições, divisão entre poderes. Quem tramou aquilo quer mais é foder com tudo e comer a gente na rua.
Eu, hein.
Em 2006, anulei tudo. Entre Lula e Alckmin, eu queria mais é que se lascassem os dois. Este ano, não deu. Dilma ameaçava ganhar no primeiro turno. Dilma, uma mulher sem passado nenhum, sem experiência nenhuma e, vamos falar a verdade, burrinha que dói. Lula é ignorante e grosseiro, mas nunca foi burro. Botar gente burra no poder é um perigo. Gente burra é muito manipulável (eu sei do que estou falando, já fui muito mais burro do que sou hoje). Gente burra acha que está decidindo quando a decisão foi tomada na véspera e sem consulta. Pior de tudo: gente burra é chata pra caralho.
Então fiz minha parte para levar a eleição para o segundo turno: votei em Levy Fidélix. E agora, como eu dizia, vou de José Serra. Tenho orgulho disso? Não. Não gosto do PSDB, acho um partido besta. O vampirão é teimoso, autoritário (já falei da lei antifumo aqui) e feio que dói. Mas a alternativa me assusta muito mais. Dilma é mais teimosa e mais autoritária — só não digo que é mais feia porque aí a briga é acirrada. Dilma não responde perguntas. Dilma é um boneco de ventríloquo. Dilma é autoritária daquele jeito meio atravessado da esquerda, que finge que não é autoritário enquanto te pisa na garganta — Lula e Zé Dirceu (epa) já deram o tom do que vai ser a liberdade de imprensa no que depender deles.
Em 2002, eu sabia exatamente o que era melhor para o país. Hoje eu não sei nada de nada. Lá vou eu, pois, apertar o tal do 45 dia 31 de outubro. Vai ser um voto sem graça pra danar. Zé Serra não me diz muita coisa. Não é um cara que eu convidaria para entrar na minha casa, se é que vocês me entendem. Se eleito, vai passar quatro anos ali sem feder nem cheirar — talvez ainda pegue mais quatro anos, vai saber. Ainda prefiro isso à Dilma.
O que eu queria mesmo era o Levy Fidélix.
Não.
O que eu queria mesmo era que essa história do Laerte fosse verdade:














