Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Ofensas’

Foda-se

Eu comecei um post sobre eleições. Ia falar do meu apoio a Lula em 2002 (neste blog, inclusive), da minha ida a Brasília para a posse e da maior decepção política de minha vida.
Pensando bem, porém, fodam-se as eleições. Roubam no Congresso, no Palácio do Planalto, na Esplanada dos Ministério, nas assembléias legislativas e câmaras de vereadores? Bem feito para esse povo feladaputa, canalha e desonesto que elege seus semelhantes. Os nojentos paulistas falam que Lula permanece forte apesar da corrupção por causa da ignorância dos “lá de cima”, referindo-se aos nordestinos, e orgulham-se de ter levado a disputa presidencial para o segundo turno ao votarem em peso em Geraldo Alckmin. Enquanto isso, botam na Câmara dos Deputados o velho ladrão Paulo Maluf, o patético Clodovil (à guisa de voto de protesto, talvez), o assustador Enéas, o neoladrão e mensaleiro-mor Valdemar da Costa Neto. Ao mesmo tempo, ligam o desconfiômetro errado, e quase elegem Afif no lugar do inofensivo e dolorosamente honesto Suplicy. “Somos a locomotiva do país”, dizem os paulistas batendo no peito. Porra de locomotiva, que se empenha em levar a composição toda para o brejo.
Fodam-se as eleições. Foda-se o Brasil. Foda-se o desonesto e safado povo brasileiro.

E no entanto…

… eu quero que Deus se foda.
(Só pra não deixar dúvidas)

Mamãe eu quero mamar

Cineastas que dizem que os filmes devem ter um viés social (ou seja lá qual for o nome que dão praquele negócio de olhar pros pobres e dizer “ô, coitados…”) são os mesmos que se perfilam para mamar nas tetas do governo. Já repararam?

Para ir ao cinema, o pobre precisa de dinheiro. Para ter dinheiro, precisa trabalhar. Para trabalhar, precisa estudar. Para estudar, precisa comer. Para comer, precisa ter dinheiro. Só que não pode estudar, comer ou trabalhar porque o dinheiro que poderia ser investido em educação, agricultura e emprego vai para certos cineastas mostrarem crianças ranhentas em close na tela grande.

Atravessadores!

E o Movimento Literatura Urgente, hein? O que não faz a preguiça de trabalhar… Abjeta essa fila de escritores beijando a mão do Ministro Rebolante em troca de migalhas.

Não, não. Sério. Os caras querem um Programa de Compra Direta de Livros do próprio autor inspirado no Programa de Compra Direta de Alimentos da Agricultura Familiar. Como se escrever um livro fosse tão importante quanto plantar batatas. E NÃO É! Pelamordedeus, NÃO É!

E não querem só dinheirinho não, viu? Além de fomento daqui, fomento dacolá, os danados ainda querem passear. Querem que o governo (o governo uma porra, eu e você) financie viagens para eles. Citando:

Caravanas de cinco escritores e poetas deverão circular pelas universidades das cinco regiões do Brasil (Norte, Nordeste, Centro, Sudeste, Sul), para debates sobre literatura, leituras públicas e lançamentos de livros e revistas. Cada caravana deverá passar por, no mínimo, cinco cidades diferentes. Serão, portanto, cinco caravanas simultâneas, com cinco escritores cada. Total: 25 escritores. Essas caravanas deverão ser trimestrais. Sugestão de nome: Projeto Waly Salomão.

Ah, que beleza! “Vamos batizar o projeto com o nome de um finado amigo do Ministro Saracoteante, quem sabe ele não amolece?”. E não é só! Também querem um programa desse, de turismo, em parceria com governos estaduais e municipais. E mais! Intercâmbio com outros governos de latinoamerica para passeios de escritores pra lá e pra cá. Eita! Onde é que eu assino? Tenho um livro publicado, também quero mamar. Que que é? Só eu sou bobo agora?
Não sei o que meus pais tinham na cabeça quando me ensinaram que nada vem fácil, que é preciso trabalhar e coisa e tal. Agora, aos 30 anos, percebo que os ensinamentos que recebi na infância estavam equivocados. Pena.

E leiam o que o Mercuccio escreveu a respeito.

Quero ser português!

Chega. Cansei dos brasileiros sendo insuportavelmente constrangedores no orkut, nos fotologs, nos blogs. Cansei do dialeto internetês, das miguxas, desse povo que está sempre di bowa. Chega, chega! Sinto-me como um personagem de Invasores de Corpos, ou de Eles Vivem: parte de uma minoria que vê seres alienígenas tomarem conta do mundo. Eles são muitos, e eu desisto. Quero asilo cultural em Portugal. Ah, os blogs portugueses! Ah, o idioma bem escrito, a fina ironia, a vasta cultura dos portugueses!
Pensando nisso tudo, criei uma comunidade no orkut para reunir outros que pensem como eu. Vamos nos organizar e migrar em massa para Portugal. E os portugueses não precisam se preocupar: somos pouquíssimos, não causaremos explosão demográfica em vossa terra.
Estamos cercados. Vamos, pois, antes que seja tarde.

Olá

1. Se você é tão carente que ameaça privar os outros de sua presença só para ver se ganha alguma atenção, isso é problema seu. Não pense, porém, que o mundo todo age assim. Estou de saco cheio, não quero mais escrever. Isso pode passar hoje mesmo, daqui a uma semana ou um ano. Já aconteceu antes, e toda vez parece a definitiva. O negócio é: não quero, não preciso e não pedi “massagens no ego” nem nada do tipo. Massageie sua próstata e me deixe.
2. E tem aquele que vem com o velho papo de “Você precisa comer alguém”. Para um sujeito assim, todo homem triste e toda mulher de mau humor está na verdade precisando de sexo. Só lamento esse tipo de pensamento mesquinho e burro. Vá se sentar num mastruço e me deixe.
3. Os fundamentalistas têm atacado como nunca antes. Puta que pariu, vão lá lamber as bolas de seu deus bundão e me deixem!

Vergonha

Há tempos eu quero falar sobre isso, mas vinha adiando, evitando o assunto. É um tanto delicado, os imbecis vão gritar — é o que eles sabem fazer — e eu vou ficar enfastiado e irritado. Mas o assunto avulta-se, não tenho como ignorá-lo, então vamos a ele.

Na comunidade Monty Python do orkut, um débil mental abriu um tópico com o educadíssimo título “Sou brasileiro e escrevo em portugues onde quiser”. Em sua simpática mensagem, o imbecil diz que um “americano de merda” pediu para que os membros da comunidade postassem em inglês para facilitar a compreensão de todos. “FODA-SE A LÍNGUA OFICIAL”, diz a cavalgadura, e segue despejando impropérios saídos dos intestinos de backup que ele certamente mantém dentro da caixa craniana. E encerra: “Brasileiros desta comunidade peço que me apoiam enchendo esse topico de mensagem. Vamos lá: BRASIL NA VEIA”.

Pois muito bem: uma comunidade dedicada a um grupo de comediantes ingleses, mantida por um russo. Seria de se esperar que o grito antiamericano do boçal fosse ignorado por não ter qualquer base, não é mesmo? Ah, mas bem diz aquela campanha da TV: brasileiro não desiste nunca! Logo em seguida um outro lobotomizado concorda e vai além na argumentação inteligente: “Eu escrevo em português mesmo e vão se foder seus bostas comedores de merda”. Veja que lindo isso, seus bostas comedores de merda. Chamou os americanos de canibais e aposto que eles nem perceberam. E a isso seguiram-se outros posts de imbecis de igual calibre, entremeados de comentários de brasileiros envergonhados pelo comportamento de seus compatriotas, e ansiosos para dizerem “Epa, eu sou brasileiro mas não sou assim não, péra lá!”.

Mas adianta alguma coisa? No início da década de 60, tendo se estabelecido como o grande revolucionário (no sentido estrito da palavra, nada de barbichas e camisetas do Che Guevara) da música brasileira, João Gilberto ainda dividia um apartamento com Ronaldo Bôscoli. Um dia, desanimado, João olhava pela janela quando suspirou:

— Não adianta, Ronaldo. Eles são muitos.

Não adianta mesmo. Eles eram muitos então, e hoje seus netos são a maioria. Somos um povinho acanalhado, orgulhoso da própria estupidez, que se acha esperto e só passa vergonha, como bem demonstra esse exemplo do Orkut. Porque não é só na internet que isso ocorre, é claro. Ô, povinho bunda! Sempre que eu digo que sou honesto tenho que suportar olhares de esguelha, sobrancelhas erguidas, pose de quem-esse-cara-pensa-que-é, como se ser honesto fosse uma grande virtude da qual eu me gabasse, e não minha obrigação mais óbvia. “Esse aí acha que é santo”, juro que já ouvi isso. E estava apenas defendendo (evidentemente) uma alternativa honesta para determinado problema.

Que país, meu Deus, que povinho! Nada funciona, todo mundo quer levar vantagem, todo mundo quer se dar bem. Assim sendo, poucos têm moral para questionar o deputado que concede a si mesmo benefícios absurdos, o vereador que organiza um esquema de extorsão de camelôs, o prefeito que desvia verbas dos cofres municipais. Claro: estivesse lá, o zé-povinho faria exatamente o mesmo. E o que acontece com quem tenta ser honesto? O que acontece com os políticos honestos, por exemplo? Ora, peguemos dois exemplos: Eduardo Suplicy e Mario Covas. É essa a recompensa pela honestidade, chifres e câncer?

Ah, mas eu não devia falar isso aqui, onde é que estou com a cabeça? Sabe aquele negócio de falar o que bem entender, liberdade de expressão e coisa e tal? Tudo mentira! Suponham, por exemplo, que eu dissesse aqui: “Paulo Maluf é um salafrário, sem-vergonha, velho tarado, ladrão”. Apenas uma suposição, notem bem, eu nem disse nada! Mas suponham que eu dissesse. Sabe o que poderia acontecer? Poderiam tirar este blog do ar. Mentira? Paranóia minha? Oras, digam isso ao Gravataí Merengue, que teve seu Imprensa Marrom derrubado pela justiça porque um leitor fez um comentário falando mal de certa empresa. Pronto! O riquinho lá da empresa se feriu em seus brios e foi correndo contar pra mamãe. É isso a justiça neste paisinho mequetrefe: a mamãe superprotetora dos riquinhos bundões. Pois esse bundão em particular foi reclamar com mamãe, que imediatamente mandou o menino mau calar a boca. Pior: o menino mau nem dissera nada!

Agora vou eu tentar usufruir do meu direito à justiça. Vá você. Adianta nada. E sabe por quê? Ela não é nossa mamãe, é só deles! Não é a mamãe, não é a mamãe! Mas é claro que não faremos nada: vai que um dia eu me torno um riquinho bundão; eu vou querer ser filhinho da mamãe igual aos outros. Claro.

Povinho desgraçado. Gente estúpida, descerebrada, com seus sorrisos débeis mentais e babões enquanto o mundo lhe enfia o dedo no cu.

Tenho plena consciência do quão mal escrito está este post, do quanto falta concatenação às idéias. Mas é que escrevi de uma vez só para ver se a raiva passava.
Não passou. Mas leiam mais sobre o caso do Imprensa Marrom aqui.

Respondendo

Não importa há quanto tempo você lê este blog, nem o quanto você gosta do que eu escrevo: isso não faz de você meu amigo. NÃO FAZ, ok? Mas como muita gente tem mandado e-mail perguntando, respondo aqui: estou solteiro. Meninas, mandem-me seus currículos.
E chega de generalidades: vamos à Bíblia, seus cães filisteus!

Olha ele de novo

O sujeito do penúltimo post resolveu me enviar recados com ameaças veladas caso eu não apague o que escrevi sobre ele. Pois bem, não apago. Sou um homem de 29 anos, com a mentalidade de um homem de 29 anos, nem mais nem menos. Não sei a idade dele, nem me importo em saber, mas tem o comportamento de um garoto de 12. Não tenho paciência com isso: briguinhas de internet, clones, tentativas de invasão, o caralho a quatro. Então ficamos assim: o post continua. O garoto, mesmo estando errado desde o princípio, quer fazer pirraça. Pois que faça, oras. Só demonstrará ainda mais a enormidade de sua estupidez.

Sapataria do Futuro

Andando pelo shopping center ontem, pela primeira vez reparei no nome daquela sapataria rápida: Sapataria do Futuro. Então pensei que esse bem poderia ser o nome de uma coletânea de novas cantoras de MPB, né?

PARAMPAM-TCHHH!*

Enquetezinha

Seguinte, meu povo: ligaram da produção do Meninas Veneno, aquele programa da MTV, me convidando para a gravação de hoje. Eu nunca vi esse programa, só sei que segue aquela fórmula antiquíssima de debates que não levam a ponto nenhum. Bom, não vem ao caso. O negócio é que o assunto será uma garota que, provavelmente por falta de problemas reais na vida, resolveu levar a público um probleminha de sua vida íntima: os dois últimos caras pra quem ela tentou dar broxaram. O último broxou seis vezes seguidas, vejam só! Dá pra chegar no bar no dia seguinte contando vantagem: “Ontem eu dei seis seguidas”, sem especificar que deu foi decepções. O outro foi um ex-namorado. Eles tinham uma vida sexual muito boa (“rolava uma puta química”, nas palavras da produtora, fiel seguidora do jargão MTV), mas da última vez o cara broxou.

Pois bem. Acho que essa mulherzinha aí não tem o que fazer da vida mesmo. O cara que broxou seis vezes tem problemas, deve ser um Marco Aurélio qualquer. E com o ex-namorado foi puro acaso. Mas como a feladaputa não tem mais com que se preocupar, fica fazendo disso um monstro.

E vocês, o que acham?

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