Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Filmes’

A mulher do compadre Mané Pedro – parte 2

Um sujeito muito legal chamado Vinícius achou no YouTube a cena de Cabaret Mineiro que me persegue há anos (para entender, leia esse post). Muito obrigado, rapaz.

Teor de gelamento

Fui ver Avatar na quarta-feira. É só uma xaropada ambientalista, e nem toda a tecnologia do mundo basta para compensar tanto clichê. Então nem vou falar do filme. Em vez disso, conto uma cena que aconteceu no cinema.

O Marabá reabriu, então agora eu e a marida temos um cinema — multiplex com sala 3D e tudo mais — a poucos metros de casa. Fomos até lá; tinha fila, coisa rara em cinemas de rua e mais rara ainda no centro de São Paulo. Mas compramos nossos ingressos, entramos na sala, pegamos nossos óculos 3D e eu saí para comprar água. Tinha fila também, e andava devagar. O rapazinho do balcão, coitado, tinha que fazer tudo ao mesmo tempo: atender, servir e cobrar. Na minha frente, várias bichinhas pagando qualquer dôrreal com cartão de débito — o que tornava o atendimento mais lento ainda. Com tudo isso, um sujeito ainda resolveu decidir o que queria só quando chegou sua vez de ser atendido. Meio na dúvida, olhou para a máquina de refrigerantes:

— Qual está mais gelado?

“Tudo igual”, poderia responder o rapazinho do balcão. Mas não. Nããão. Ele é um profissional de atendimento ao público e, como tal, não pode se limitar aos recursos mais básicos da linguagem. Claro que não. Ele pensou por um instante e respondeu:

— Todos têm o mesmo teor de gelamento, senhor.

TEOR DE GELAMENTO!

Eu precisava compartilhar isso com vocês. Feliz Natal.

UUUUUUUUUUUUh

A marida e eu íamos ver Paranormal Activity ontem à noite, mas ficamos com medo. Muita gente disse que o filme era assustador, que o Spielberg se cagou todo com o filme. Então assistimos episódios do Dexter e deixamos o filme para hoje de manhã. Não deu. Cheguei em casa depois das nove da noite, decidimos assistir. Eu sou muito cagão; Ana Cartola é mais ainda. E…

Olha…

MEU

DEUS

DO

CÉU!

..

.

Bu!

Bu!

Qualquer episódio do Scooby-Doo é mais assustador do que essa merda.

Up

up

O filme é tão bom que fez minha marida voltar a escrever no blog depois de 8 meses. Vão ver!

É isso! É isso!

Quando você está agoniado para falar um negócio e fica brigando para escolher as palavras certas para expressar direitinho o que pretende, é um alívio sem tamanho descobrir que alguém já o fez com mais graça e competência do que você jamais seria capaz. Gratidão eterna.

Tropa de Elite

Esta noite assisti pela segunda vez ao filme Tropa de Elite. Limito-me a dizer duas coisas:

  1. O filme é bom. Eu vi duas vezes, bã.
  2. Capitão Nascimento é um bandido. É carismático, pai de família, bem intencionado? Hitler também era. Bandido. Se perdermos a noção de que um policial que asfixia pessoas com um saco plástico é um bandido, podemos abrir mão da civilização.

De resto, fica clara a falta de vocação comercial desse povo que faz cinema no Brasil. Antes de começar o filme, temos tela atrás de tela de logotipos de estatais e programas governamentais de incentivo. Ora, em vez de mamar nas tetas do governo, por que não aproveitar o sucesso do filme para licenciar produtos? Imagine que legal ter bonequinhos do BOPE para a molecada, ou um game baseado no filme, com invasão de favela, interrogatório, perseguições? Eu me ofereço para escrever o roteiro do game.

Sabe quem tem tino comercial? Eu tenho. Querem ver? Comprem Elite da Tropa Por R$ 29,90 em 2X de R$ 14,90 sem juros. Tá baratinho, e eu ainda ganho uma pequena comissão.

Meu pianista predileto

Fácil

Bah, isso eu também faço…

Amici Miei

Ao Rubens, obrigado por falar tanto nesse filme. Assisti finalmente, e vale cada segundo.
Quanto a vocês, assistam logo.

Olga incomoda

Recebi por e-mail uma dessas apresentações de slides com fotos do filme Olga e um texto de Emir Sader intitulado “Por que Olga incomoda” (leiam aqui). E ele desfia razões: porque mostra a vida de revolucionários, porque tem a Internacional na trilha sonora, porque é de esquerda.
Pois bem: sou um sujeito de esquerda, mas não compro o pacote. Ora, Emir Sader chega a dizer que o filme mostra a Alemanha nazista, que teria sido poupada por Holywood todos esses anos. Bom, isso só demonstra que o professor não vê mesmo filmes americanos. Se visse, saberia citar pelo menos meia dúzia de filmes que mostram a Alemanha nazista com muito mais crueza do que aquilo que se vê em Olga. E é risível pensar que tantos roteiristas, produtores e diretores judeus tivessem essa suposta preocupação em poupar o nazismo.
O filme não incomoda por ser de esquerda, por mostrar a suposta realidade dos militantes. Vocês querem saber porque Olga incomoda? Eu lhes digo por quê: porque é um filme ruim de doer, com péssimas atuações, texto fraquíssimo, música ruim, enquadramentos de novela. Fiquei tão incomodado com o filme que não via a hora de terminar.
(Opinião decente aqui)

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