Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Críticas’

LBV

EVERYTHING THAT HAS A BEGINNING HAS AN END.

SOME THINGS DO NOT CHANGE… SOME THINGS DO.


Pelamordedeus, quem foi o gênio que criou essas pérolas para Matrix? O Paiva Netto???

(Post para Marcos Patricio, o tarado por anões cobertos de Catupiry)

Adeus?

Passando em frente a uma banca hoje, reparei que todos os jornais falavam numa certa Liana e num tal Felipe. Eu — que não leio jornais nem vejo TV e tenho orgulho de minha alienação — não sabia do que se tratava, então tratei de me informar. Ao que parece é a notícia da vez: um casal foi acampar e acabou assassinado. Bom, acho que todos já estão cansados de saber da história. Eu queria mesmo era comentar a capa do Jornal da Tarde de hoje:

Eu pergunto: como é que posso dar adeus a pessoas que nem conhecia? Eu sei que o caso é triste, e tento imaginar a dor e a revolta que as famílias e os amigos de ambos devem estar sentindo agora. É triste, sim. Mas não me afeta. A morte do rato em Green Mile, do Stephen King, me entristeceu mais do que esse caso. Por que eu seria hipócrita então?
Sou cruel? Não! Cruel é o JT, que usa a dor das famílias afetadas para vender jornal. Cruéis são as pessoas que compram o jornal loucas para acompanharem Passo a passo o roteiro da tragédia. Minha indiferença nesse caso é mais solidária às famílias que sofrem do que ficar lamentando a morte de Liana e Felipe, os quais jamais conheci. Lamentando, mas querendo saber detalhes, é claro. Qual dos dois morreu primeiro? Como eles foram mortos? Ela foi violentada? Mas de que forma? E quantas vezes?
Eu tenho nojo.

E agora as vozes que bradam a favor da pena de morte se levantam mais uma vez. Estranho que essa gente só se manifeste quando a imprensa faz esse jogo emocional com algum caso. Ninguém fala em pena de morte quando um favelado é morto. Policiais têm sido assassinados sistematicamente em São Paulo e nada de alguém se lembrar da pena capital. Engraçado, né? Querem pena de morte? Organizem-se, elejam deputados e senadores que defendam as mesmas idéias. Oras.
O problema é que nego quer ser mais cruel que o Javé do Velho Testamento: enquanto a Lei Mosaica pode ser resumida em “Olho por olho, dente por dente”, tem muita gente por aí que quer algo do tipo “Pisão no pé por olho” ou “Chamar de ‘seu bobo!’ por dente”. Gente que fala que o certo seria o exército bombardear favelas. Que seria bom a polícia sempre dar um jeito de fazer a mesma faxina que fez no Carandiru em 1992. Pessoas assim são a favor da barbárie, não da justiça.

Maravilhas

Acabo de ler que a Voyager 1, sonda espacial lançada há 25 anos, está agora mesmo cruzando a fronteira do Sistema Solar. Aqui, ó. Lendo a matéria, senti uma empolgação infantil: a humanidade cruza mais uma fronteira. É claro que hoje o Sistema Solar é pouca coisa: com os equipamentos que temos atualmente, nosso conhecimento vai muito além dele. Mas, notem, atingimos fisicamente essa fronteira. Há um artefato nosso…

— Nosso porra nenhuma! É mais um instrumento imperialista que visa a dominação do…

[POW! SOC! CRASH!]

Arram… Como eu dizia, há um artefato nosso além de Plutão. Longe, muito longe! 12,3 bilhões de quilômetros!

E aí sou tomado por uma tristeza. Porque sei — eu e Fer vivemos lamentando isso em nossas longas conversas — que a reação de grande parte das pessoas frente a esse fato maravilhoso será:

— E daí? Em que isso muda minha vida? Como é que a Voyager vai me ajudar a pagar o aluguel?

E tenho pena dessas pessoas. Pena mesmo, o dó mais sincero. Como é que alguém consegue viver assim, sem o mínimo maravilhamento diante da vida, da natureza e das conquistas da ciência? Como é que alguém passa seus dias sem nunca se questionar sobre a existência, sobre o funcionamento das coisas, sobre Deus? Acham tudo isso sem importância porque, oras, questões assim não botam comida na mesa. Ah, mas que porra de mentalidade tacanha! Nem só de pão vive o homem, será que é tão difícil perceber isso?

Nem é necessário que você viva se perguntando sobre questões elevadíssimas. Eu mesmo às vezes passo horas ou dias pensando em coisas que deixariam essas pessoas aterrorizadas frente à minha falta do que fazer (qualquer linha de raciocínio que não tenha um objetivo claro e prático é falta do que fazer para essas pessoas. Podem reparar). Uma questão que anda me intrigando há dias: como é que uma criança posta frente-a-frente com um Yorkshire Terrier e um Boxer saberá imediatamente que são ambos cachorros, mesmo sendo bichos tão diferentes um do outro, e se deparada com um gato e uma jaguatirica, que são bem parecidos, dirá prontamente que o primeiro é um gato e o segundo não? (Aliás, pesquisando para ilustrar as raças de cães aqui, cheguei a outra pergunta: por que as palavras cinofilia e zoofilia têm sentidos tão drasticamente diferentes, se o que muda é só o prefixo?)

E qual a importância de questões assim? Oras, quem é que sabe? Não acredito em nenhuma pergunta que não possa ser formulada por uma criança; só as questões infantis são profundas de verdade. Se você despreza isso, sinto muito: você é um autista. Vá se tratar. Você nunca produzirá arte e nunca será capaz de amar de verdade. Imagine só olhar para a mulher que você ama e não pensar algo do tipo “Como é que ela consegue com um simples gesto estabanado me encher de ternura desse jeito?”. Ah, não. Muito sem graça.

Maravilhem-se, meus caros. Perguntem-se coisas como “Quantas cores existem? Todas elas têm nome?” (Fer), “Por que é que o banheiro fica com eco depois da faxina?” (Biboca), “De que cor é o Ziraldo?” (Polzonoff), “Por que os fabricantes de camisinhas as fazem tão grandes? Ninguém tem um pau daquele tamanho, os caras gastam milhões em borracha que nem vai ser usada!” (moskito, mas ele é suspeito), “Por quê, em propagandas de margarina, todos os pais têm que chamar o filho de ‘filhão’?” (Alexandre), “Como é que a calculadora faz conta?” (Gravata), “Pra que serve esse botãozinho vermelho?” (deus, e foi assim que ele criou tudo). Perder a capacidade de fazer perguntas assim é suicídio.

Não tem jeito?

Meu caro Thiago Fialho fez o seguinte comentário agora há pouco:

Marco Aurélio, tá na hora de adotar uma tática de guerrilha pra ganhar essa parada do iBest. Bom, como o kibeloco e o ueba estão participando, o negócio fica mais difícil, mas entre os top3 eu não tenho dúvidas de que dá pra chegar. Olhe os outros blogs que lá estão e verá que são menos populares que este.
Mas estas pessoas devem estar arrumando dados de outros indivíduos e votando neles mesmos.
E pra ganhar tem que ser assim, não tem jeito.

Engraçado. Não é a primeira pessoa que me diz isso depois que foram divulgados os resultados parciais, em que o JMC não aparece entre os cinco primeiros colocados. Não tem jeito, é? Então foda-se, oras. Outra coisa: os blogs que estão entre os cinco primeiros lá merecem mesmo. Oras.

Eu já disse isso a respeito de tirar carteira de motorista, e digo o mesmo sobre o iBest: entre conseguir o negócio sendo desonesto e não conseguir, fico com a segunda opção.

O que não os impede de votarem em mim, é claro…

Enquetezinha

Seguinte, meu povo: ligaram da produção do Meninas Veneno, aquele programa da MTV, me convidando para a gravação de hoje. Eu nunca vi esse programa, só sei que segue aquela fórmula antiquíssima de debates que não levam a ponto nenhum. Bom, não vem ao caso. O negócio é que o assunto será uma garota que, provavelmente por falta de problemas reais na vida, resolveu levar a público um probleminha de sua vida íntima: os dois últimos caras pra quem ela tentou dar broxaram. O último broxou seis vezes seguidas, vejam só! Dá pra chegar no bar no dia seguinte contando vantagem: “Ontem eu dei seis seguidas”, sem especificar que deu foi decepções. O outro foi um ex-namorado. Eles tinham uma vida sexual muito boa (“rolava uma puta química”, nas palavras da produtora, fiel seguidora do jargão MTV), mas da última vez o cara broxou.

Pois bem. Acho que essa mulherzinha aí não tem o que fazer da vida mesmo. O cara que broxou seis vezes tem problemas, deve ser um Marco Aurélio qualquer. E com o ex-namorado foi puro acaso. Mas como a feladaputa não tem mais com que se preocupar, fica fazendo disso um monstro.

E vocês, o que acham?

Decepção?

Recebi e-mail de uma leitora dizendo-se decepcionada por eu ter “me vendido” ao Submarino, ao iBest e a Satanás (como se há muito tempo eu já não tivesse os banners da Editora Gênese e do Weblyrics aqui; nada disso é de graça). Dei risada, é claro. Porque há uma parcela de leitores bem intencionados que pensam que eu sou uma pessoa especial, um ser iluminado, um profeta em pleno século XXI. Sim, eu sei que é de se rir, mas o que posso fazer? Há gente que pensa mesmo essas coisas, assim como existe nego que acha que eu sou um condenado, um herege e que serei tostado no fogo do inferno. Sinto decepcionar essas pessoas, mas eu não sou nada disso. Sou só um fulano mediano em tudo o que faço. Sou vaidoso pra caralho, apesar da feiúra extrema, o que me leva a publicar fotos a toda hora aqui no blog, ou a pedir seus votos para o iBest (aliás, você já votou?), ou que comprem bugigangas no Submarino através do meu banner aqui, pra eu ganhar um dinheirinho (aliás, você já comprou?). Isso te decepciona? Beleza, fique decepcionado, mas pelo menos vote no JMC e compre alguma coisa. Faça-me feliz!
Para não deixar dúvidas quanto às minhas reais intenções, movi toda a publicidade do blog para o topo da barra da direita. Se eu tivesse a manha, faria popups ou então aquelas animações em flash que aparecem no meio do texto.
Cínico? Eu nunca disse que eu não era…

Hum…

Sei não. Valeu como primeira tentativa, mas ficou bem ruinzinho esse último capítulo. Tempos verbais tortos, frases mal construídas. Sei não.

Autocrítica (de leve)

Estava relendo alguns dos meus primeiros posts. Para minha total surpresa, me peguei rindo de algumas coisas que escrevi. Os primeiros capítulos do Gênesis eram muito melhores do que tudo que tem aparecido por aqui. Ninguém lia o JMC naquela época, então eu sentia aquela liberdade que só a falta de público proporciona.
E então resolvi reler alguns dos capítulos recentes. Jesusmariajosé! Essas conversas de Moisés, Arão e deus já estão muito manjadas, não? Cadê o narrador? Leiam o capítulo da Arca de Noé, vejam como a presença do narrador torna a leitura bem mais interessante do que a preguiçosa seqüência de travessões em que se tornaram os capítulos bíblicos desde o Êxodo.
Anteontem, fazendo a mudança de provedor, percebi que a quantidade de imagens e músicas do JMC estourava o limite estabelecido pelo provedor novo. Então pensei: Pra que tanta figurinha, tanta música, tanta firula, tanta perfumaria? Não era esta a proposta. Não sei bem qual era, mas um blog cheio de fotos definitvamente não fazia parte do projeto original. Onde foi que eu me perdi?
Apesar da caralhada de visitas que isto aqui recebe todos os dias, tenho quase certeza de que os leitores dos capítulos bíblicos formam um público muito pequeno e fiel. E é por eles que eu acho que preciso tentar recuperar meu estilo de um ano atrás, narrar mais, ter menos preguiça, procurar fazer humor e não apenas palhaçada.
Vai ser uma trabalheira da porra. E já começo no próximo capítulo.

Dumb Yankees

O Risadinha me mandou essa notícia que dispensa comentários. Os americanos são mesmo muito inteligentes…

Jovens norte-americanos não sabem onde fica o Iraque

Washington – Pode ser que os jovens norte-americanos venham a lutar em breve uma guerra no Iraque, mas a maioria deles nem sequer imagina em que lugar do mapa fica o país governado por Saddam Hussein, informou nesta quarta-feira a National Gepgraphic Society. De acordo com uma pesquisa promovida pela instituição, apenas um em cada sete norte-americanos – aproximadamente 13% – entre 18 e 24 anos foi capaz de encontrar o Iraque no mapa.

O índice de acerto foi o mesmo para o Irã, vizinho iraquiano apontado pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, como membro de um suposto “eixo do mal” ao lado de Coréia do Norte e Iraque.

Apesar de 58% dos jovens norte-americanos saber que o Taleban e a Al-Qaeda tinham o Afeganistão como base, apenas 17% sabiam indicar onde fica a nação centro-asiática atacada em 2001 pelos EUA.

A pesquisa envolveu 56 questões sobre geografia e atualidades que foram respondidas por jovens de nove países. Os norte-americanos tiraram “D”, com média de 23 acertos. O México teve a pior média, com 21 pontos, apenas três acima da nota de reprovação.

No topo está a Suécia, com média de 40 acertos, seguida por Alemanha e Itália, ambas com 38. Nenhum país conseguiu “A”, o que significaria média igual ou superior a 42 acertos em 56 questões.

“Se nossos jovens não conseguem localizar países num mapa e não têm consciência de fatos atuais, como poderão compreender as questões mundiais sobre cultura, economia e recursos naturais com as quais nos confrontamos?”, questiona em um comunicado o presidente da National Geographic Society, John Fahey.

A instituição informou que está montando um painel de formuladores de política, empresários e líderes da mídia para encontrar formas de melhorar a educação e encorajar o interesse por assuntos mundiais.

Veja outras constatações da pesquisa:

- 34% dos jovens norte-americanos sabiam que a ilha onde foi filmado o programa “Survivor” fica no Pacífico Sul, mas apenas 30% sabiam apontar no mapa onde fica o Estado norte-americano de Nova Jersey.

- Quando perguntados sobre a localização exata de 10 Estados no mapa dos EUA, apenas a Califórnia e o Texas foram apontados pela grande maioria dos pesquisados (89%). Em contrapartida, apenas (51%) disseram com exatidão onde fica Nova York, o terceiro Estado mais populoso do país.

- No mapa-múndi, os norte-americanos acertaram em média a localização de sete dos 16 países solicitados. Apenas 89% dos norte-americanos pesquisados souberam apontar corretamente onde fica seu próprio país.

- No teste do mapa-múndi, os suecos acertaram 13 dos 16 países, enquanto alemães e italianos acertaram 12 cada.

- Apesar de 81% dos norte-americanos saberem que o Oriente Médio é o maior pólo de exportação de petróleo, apenas 24% sabem onde fica a Arábia Saudita.

A pesquisa foi feita com 300 homens e mulheres entre 18 e 24 anos originais de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália, Japão, México e Suécia.

Paul Recer, AP

Escritor sou eu, porra!

Estava vendo o Fantástico agora há pouco, e fiquei sabendo que a “escritora” (muuuuuitas aspas) Ilana Casoy foi a ÚNICA pessoa fora da polícia autorizada a acompanhar a reconstituição do chamado “Crime do Brooklin”.

Explico o porquê das aspas: Essa mulher escreveu um livro, Serial Killer: Louco ou Cruel? em que narra casos de serial killers célebres. As histórias são muito boas, mas durante a leitura estranhei a diferença de tom entre as narrativas do livro e o posfácio escrito pela autora: Em contraponto àquelas, que são escritas de forma concisa e rigorosamente científica, este é escrito de forma imatura, cheio exclamações e reticências desnecessárias, além das irritantes fugas para explicações metafísicas baratas, como na frase em que explica a razão de ser do livro: “OS MORTOS TÊM QUE PODER CONTAR O QUE LHES ACONTECEU, TÊM O DIREITO À VERDADE E À JUSTIÇA” (Assim mesmo, tudo em maiúsculas). Terminado o livro, resolvi visitar os websites que a autora cita como fontes. Qual não foi minha surpresa ao me deparar com as mesmas histórias, narradas exatamente da mesma forma e na mesma ordem que no livro. Exceto pelo fato de estarem em inglês, os casos eram contados nos sites exatamente como no livro. Não foi necessário fazer nenhum questionamento sobre quem veio primeiro: Ficou claro para mim que o livro era mera tradução de textos disponíveis na Internet.

Até aí, azar meu: Dei dinheiro para essa impostora, quando poderia muito bem ter lido os textos de graça. Minha reação resumiu-se à raiva típica dos otários quando caem num conto do vigário. Mas comentei o caso com o Jaime que, com sua alma inquieta e questionadora, resolveu ele também comprar o livro (enriquecendo mais um pouco a cara-de-pau) e fazer as comparações com mais cuidado. Muito mais revoltado que eu, ele resolveu fazer um site, The Serial Copier, em que desmascara com grande número de provas essa pseudo-escritora, que publica um livro, vende que nem água e ainda ganha espaço no Fantástico, enquanto escritores de verdade, como o Jaime, precisam vender o corpo para sobreviver. Isto é uma ver-go-nha, como diria aquele parente da escritorazinha.

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