Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Comentários rápidos’

Bandeirinha

anapaulaoliveira_capa.jpgMestre Inagaki me incumbiu de listar cinco capas inesquecíveis de Playboy. Depois me desincumbo (vixe) da tarefa completa. Por enquanto, uma capa inesquecível: a bandeirinha (o que houve com “auxiliar de arbitragem”?) Ana Paula Oliveira. Primeiro, por ser um sonho antigo, apesar de uma breve decepção. E depois — mesmo que eu ainda prefira a visão da moça na lateral do gramado, correndo de shortinho e com os cabelos presos nums trança e a expressão séria no rosto, ai ai… — por isso:

anapaulaoliveira.jpg

E isso:

autografo_anapaulaoliveira.jpg

Como bem disse minha menina, dessa vez eu fui bem mais esperto do que da outra.

Privacidade zero

Ei, vocês ainda estão aí? Mas que cabeças-duras…
Eu queria muito escrever um capítulo novo, mas ando sem ânimo nem pra nada. Só entrei aqui para contar que eu e Ana Cartola fomos a Eldorado, sul do estado de São Paulo, para conhecer as cavernas. Foi bem legal, conhecemos um casal canadense deveras simpático (e completamente perdido em uma cidade em que ninguém fala inglês), vimos lugares lindos. O que eu queria mostrar, porém, são as instalações do Hotel Eldorado, o mais tradicional da cidade, localizado na praça da Matriz.

banheiro_eldorado_1.jpg

banheiro_eldorado_2.jpg

banheiro_eldorado_3.jpg

Sim, sim, horror dos horrores! Um banheiro sem porta! Eu sei que existem casais por aí que levam a intimidade longe demais, e que compartilham seus odores e ruídos internos sem constrangimento. Não é o nosso caso, nem o caso de outros casais sofisticados. Por Deus, o carpete do quarto tinha aquela corda à guisa de rodapé! Como é que um sujeito que pensa num detalhe desse não pensa em botar uma porta na porra do banheiro???

(E é claro que as fotos do banheiro bizarro não foram as únicas. Vejam pedras e mais pedras aqui)

Rapidinho, depois eu volto

Dizer que eu não acho graça nenhuma nas charges animadas de Chico Caruso seria suavizar a realidade: eu tenho vergonha daquele troço toda vez que vejo a vinheta no Fantástico. As piadas são muito ruins, o sujeito é um chapa-branca declarado, é tudo de um mau gosto incrível. Mas hoje foi pior: uma das charges dizia, com eufemismos, o mesmo que essa aqui, publicada no Catarro Verde. Sergio Faria não dá o crédito, mas pelo tipo da letra imaginei ser algo do Kibe Loco.

Bom, o Kibe não é exatamente um paladino do crédito ao autor, mas ser plagiado pelo Chico Caruso já é muita sacanagem…

O que sobrou

Após 51 dias, os vagabundos desocuparam a reitoria da USP. Tocaram o puteiro lá dentro, como era de se esperar. Vandalismo injustificável; quem vier falar em furor revolucionário leva no cu um cabo de enxada.

Semanas antes, estudantes protestavam na Paulista. A lei exige que pelo menos uma pista da avenida, localizada numa área cheia de hospitais, permaneça livre para a circulação de ambulâncias. Tentando cumprir a lei, policiais pediam educadamente que os vagabundos liberassem uma faixa. Em reação, os estudantes começaram a gritar “Polícia não / abaixo a repressão”. Quando um policial fez menção de prender um safado que o havia agredido, o covarde correu para trás de seus colegas. Repressão nenhuma, e os filhos da puta agindo como se estivessem tomando borrachadas e sendo pisoteados por cavalos. Mereciam? Ah, se mereciam!

Leio em um site que representantes do PT teriam ido à Síria para babar os ovos do ditador do partido Baath. O Baath era o partido de Saddam Hussein. É um partido fascista, adepto à limpeza étnica, deixaria papai Hitler orgulhoso. Releio a nota, procuro algum louvor a Olavo de Carvalho no resto do blog, ou pelo menos um “wunderblogs.com” no endereço. Mas não: trata-se de nosso velho Leite de Pato citando Claudio Humberto. Eita.

O que me leva a What’s Left, do jornalista britânico Nick Cohen, que terminei de ler recentemente. O título é um engenhoso jogo de palavras: pode ser traduzido tanto como “O que é esquerda” quanto como “O que sobrou”. Um tradutor mais espertinho sapecaria um “O que sobrou da esquerda”, sem perder a exatidão do título. A resposta: não muito. Alguma coisa aconteceu com a esquerda depois da queda do Muro de Berlim. Ficamos perdidos, parece. Apoiamos tudo o que for anti-americano, o que gera distorções. Esquerdistas do mundo todo apoiaram Slobodan Milosevic e Saddam Hussein só porque eles odiavam os americanos, deixando de lado o mais importante: eram ditadores fascistas, o pior fruto possível da direita.

A esquerda está perdida. Atira para todos os lados e não acerta nada. Confusos no meio do fogo cruzado, estudantes com meio cérebro tentam reviver as lutas do passado, mas sem nada que os sufoque. Querem protestar, protestam. Querem fazer greve, fazem. Não apanham, não são presos, não são torturados, exilados, “desaparecidos”.

Aposto que alguns deles acham isso frustrante.

Capiaus

No último fim de semana, eu e Ana Cartola fomos à Caipirolândia. Muito legal, a cidade. Guias rebaixadas para cadeiras de rodas em todos os cantos e rampas em todos os estabelecimentos comerciais, cinco cestos de lixo por habitante, comida boa que só o cão. E um festival de música caipira muito bom, precedido de quadrilha.
O mais engraçado mesmo foi ver o pessoal saindo à rua pronto para a festa. O que será que um habitante de São Luís do Paraitinga, centro máximo da cultura capiau, pensa numa hora dessas? “Eita, hoje vou sair por aí feito caipira”. Digo, que outra opção ele tem?

UPDATE: sartei de banda! Um post tão inocente, e dois jecas já apareceram pra módi recramá. Não aprovei os comentários, é claro, mas vejam vocês como tem nego por aí doidinho atrás de uma desculpa pra se fazer de coitado…

Ombudsman anti-fax

Conversei há pouco com o jornalista Mário Vitor Santos, que começa hoje suas atividades como ombudsman do IG. Conversa vai, conversa vem, contei a ele a história do fax. Ele riu. “Parece um anacronismo inexplicável, sem sentido”, comentou em seguida. Segundo ele, uma de suas funções no cargo é fazer revisão de certos processos. Ele concorda que é ridículo uma empresa de internet solicitar de seus clientes informações por fax, e diz que vai cuidar disso.
Vamos ver. Daqui a um ou dois meses eu invento um pretexto para fazer uma reclamação na tal central de relacionamento do IG. Se me pedirem fax, o ombudsman vai se ver comigo. Por enquanto, meus votos de boa sorte. Como vocês podem perceber nessa nota, o sujeito é bem intencionado.

Ah, o endereço: ombudsman.blig.ig.com.br

Dolorosa verdade

Vejam que e-mail triste acabo de receber:

Sua verdade não foi aprovada

Olá Marco Aurélio,

“A campanha do Gol não é uma campanha. É só uma cópia descarada do Chuck Norris Facts (www.chucknorrisfacts.com)”

Não foi dessa vez que a sua verdade entrou no site do Gol.
Mas não desista. Se você for uma pessoa guerreira de verdade, como o Gol, ainda vai conseguir emplacar uma outra verdade no site.

Clique aqui para visitar o site
.

Por que será, né?

Verdades sobre a publicidade

Segundo esse vídeo do Avesso, a campanha Verdades sobre o Gol teria sido inspirada nos Chuck Norris Facts. Claro. E o Emotionrélio foi inspirado no Emotioneric. Não, nada de cópia descarada: inspiração. Entenderam?

Acho que a profissão de publicitário nunca foi tão fácil quanto hoje: basta esperar aparecer uma febre na internet. Aí cria-se uma campanha inspirada no hype e com apoio de um site cujo conteúdo é totalmente produzido pelos visitantes. Trabalhão, hein?

Chapinha

Não é que eu queira ser implicante, mas que diabo pensam essas mulheres que fazem chapinha nos cabelos? Pensam que ninguém percebe que o cabelo foi alisado a ferro quente? “Mas é escova tailandesa”, dizem. Tudo a mesma coisa: apavorados pela mistura de calor e formol, os fios de cabelo formam fitas de cabelo, exibindo aquela aparência de artificialidade gritante. Dia desses morreu uma por causa dos produtos utilizados. Queria ficar bonita, provavelmente. Podem reparar: mulher que faz chapinha pra “ficar bonita” fica, no máximo, uma baranga de cabelos lisos.
A mulherada vê filmes e fotos dos anos 80 e ri daquelas moças de permanente. Daqui a dez anos, com cabelos artificialmente encrespados, rirão das chapadas de hoje. Vá o diabo entender as mulheres…

A Cavalgada dos Valquírios

Primeiro foi um Valério, agora é um Zuleido Veras. Aos poucos vamos percebendo que o Brasil é um estranho país, conduzido dos bastidores por homens com nome de mulher.

Página 5 de 9« Primeira...34567...Última »