Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Comentários rápidos’

Feriado

Eu e minha noiva vamos pegar a estrada. Espero que todos aproveitem o feriado. Quando eu voltar, tem capítulo novo (desde, é claro, que a comunidade chegue aos mil membros, conforme combinado).
Vão conversando aí na caixa de comentários. Abraços a todos.

Outdoors

Há pouco tempo, Patrícia Köhler escreveu um post (que, aliás, cita esse texto meu) falando sobre o enigma dos outdoors vermelhos que pipocam por São Paulo. Depois da lei do Kassab, os painéis sumiram da Marginal Tietê, só para ressurgir na Radial Leste, meu caminho diário para o trabalho (e para qualquer outro lugar, já que moro no cu da Zona Leste). Patrícia se deu até ao trabalho de fotografar um dos outdoors:

Incompreensível, como sempre. E hoje, preso no agradável trânsito que só uma véspera de feriado pode nos proporcionar, consegui fotografar um outro outdoor, apenas alguns metros à frente do anterior:

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FILHOS SINDICAL PODER CRESÇAM

Alguém me explica? Por favor?

(Criei até comunidade pra discutir isso. O negócio é sério)

Noffa!

Acabo de saber que vai ter acústico do Paulinho da Viola na MTV. Uau! Mal posso esperar para ouvir o som dele sem todas aquelas guitarras, sintetizadores e tal.
¬¬

A direita se coça

Sábado à tarde, depois de um almoço de ogros com os amigos, fui à Paulista passear e dei de cara com isso:

manifestacao_direita.jpg

Uma manifestação. Nada incomum: a Paulista é o lugar predileto para tudo o que é manifestação em São Paulo, desde a parada gay até comemorações de títulos do São Paulo (há diferença?). Mas essa passeata em particular tinha algo de diferente. Não era só a classe média cansadinha reclamando da violência, ou cidadãos justamente emputecidos clamando por ética na política: tratava-se, na verdade, de uma manifestação da direita contra o governo Lula.

A passeata me fez lembrar o quanto a direita pode ser assustadora. Das imensas caixas de som saía a defunta voz da dupla Don e Ravel, entoando “Eu te amo meu Brasil, eu te amo”, hino máximo dos tempos da linha dura e do “Ame-ou ou Deixe-o”. Entre os manifestantes (muitos deles inocentes úteis, me parece), sujeitos com cara de malvados distribuíam panfletos alertando para os perigos do Foro de São Paulo e dos planos de Lula para levar o Brasil ao comunismo.

A direita é muito safada; chega a sê-lo mais do que a esquerda. Disfarça suas reais intenções por trás de manifestação pela ética. O ranço de Olavo de Carvalho se deixava entrever nos dizeres de uma das faixas exibidas pelos manifestantes: entre “Mensalão”, “Renan Calheiros” e “Caso Lulinha”, despontava a faixa “Suposta Ligação do PT com as FARC”. Porra, SUPOSTA?! Você está numa manifestação, xingando a mãe do presidente da República, e sapeca um “suposta” numa faixa de protesto? Oras, por favor!

Voltei para casa com medo. Aquilo me parecia a Marcha da Família com Deus, aquelas presepadas todas que antecederam (e desencadearam) o golpe de 64. Lembrei de uma crônica recente do Verissimo, na qual ele alertava para o perigo de se vaiar o governo ao lado das pessoas erradas. Eu pretendo continuar a vaiar os safados, mas aqui do meu canto, sozinho.

Plágio descarado

Novo round na briga entre imprensa tradicional e blogs: Fausto Wolff publicou (sem crédito) esse texto, cópia safada desse post do Marconi Leal. Cadeia nele.

Tomô?

Viram a nova campanha da Parmalat, com os bebezinhos da campanha “Mamíferos” onze anos depois? Para começar, fiquei deprimido com o comercial. Parece que foi ontem que eu vi isso:

E querem me convencer que são os mesmos atores:

Deprimente.
O mais legal, porém, é o final do novo vídeo. À pergunta “tomô?”, que virou meme eterno, a outra garota responde “Ô…”. Safada!

Distorção?

O fato: manquitola conta durante culto no templo da Igreja Universal da avenida Celso Garcia, Zona Leste de São Paulo, que participou de ritual satânico envolvendo sacrifício humano. Pessoas que ouviam o culto pelo rádio acionam a polícia. As otoridade da terra chamam duas otoridade do céu, pastores que participavam da celebração, para prestarem depoimento. Agora a polícia quer ver as imagens do circuito interno de câmeras para tentar identificar a mulher que confessou o crime.

Agora leiam como a notícia foi publicada na Folha Online. É impressão minha ou fica parecendo que aconteceu um ritual satânico durante um culto da Universal?

Promessas

Há duas coisas que são cada vez mais difíceis de se encontrar por aí: bons cristãos e amendocrem. Antes das férias mesmo fui ao Extra comprar amendocrem e quem disse que encontrei? Digo mais: desconfio que as pessoas de lá também não eram muito cristãs. Um feeling, sei lá. Mas nem é disso que quero falar. Pulemos para o próximo parágrafo.
Olá. Então. Antigamente os cristãos eram machos pra dedéu. Tão machos, na verdade, que a Cristandade quase morreu por W.O. logo no início, com tantos mártires apedrejados, crucificados, decapitados, devorados pelas feras. O reino deles não era deste mundo, então tanto fazia viver como morrer, já que viveriam eternamente ao lado de Cristo no céu.
O cristianismo resistiu a essa primeira onda de sacrifícios pela fé, mas estes não se esgortaram: pelos séculos seguintes, homens e mulheres pelo mundo todo deram suas vidas pela cruz.
Sabem o que os cristãos de hoje fazem? Pedem coisas. Alguns seguem líderes que afirmam que tudo está à disposição deles. Alguns desses líderes, pasmem!, chegam a dizer que o fiel deve exigir de Deus aquilo que querem, feito criança malcriada no corredor do supermercado. Mesmo aqueles que mantêm distância da tal Teologia da Prosperidade, no entanto, exercem sua fé pedindo coisas.
Claro que esses pedidos não vêm sem oferta de sacrifícios. Várias pessoas com quem convivo estão atualmente cumprindo alguma promessa. Mais da metade prometeu ficar sem comer chocolate por um determinado período. Aposto que Deus lá em cima fica muito impressionado. “Oh, ele vai ficar sem comer chocolate, deixa eu bancar o gênio da lâmpada para o pobrezinho”. Antigamente as pessoas davam suas vidas, ou pelo menos faziam um jejum sério. Agora é esse negócio de ficar um ano sem comer chocolate, seis meses sem beber refrigerante, parar de fumar por uma semana. E eu, que quero logo pagar minha metade do carro e arrumar dinheiro para dar entrada num apartamento, fico pensando em entrar numa barganha dessas com o além. É mole.

Mas então me lembro do caso dos missionários coreanos no Afeganistão. Só pode ser um sinal. Mais tarde vou ao Extra ver se encontro amendocrem.

Te quiero longe

Alguém me explica, por favor, que diabo é aquela nova série encravada no Fantástico, Te quiero América? Por que aquela câmera de Hermes e Renato dos primórdios, se a Globo tem tantos recursos técnicos? Para parecer cool? Inspiração do YouTube? Cretinice? E aquelas intervenções de pessoas de verdade como personagens? E aquelas explicações dispensáveis? E as atuações pífias? E o roteiro ruim? Hã? Hã? Hã?

Para fazer uma omelete…

Revolucionários de esquerda e de direita de todos os tempos sempre defenderam que o fim justifica os meios. Sei não, sei não. Esse negócio de justificar a omelete me soa a desculpinha de nego que tem tara mesmo é em quebrar ovos.

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