Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Coisas’

Twittarias de hoje

  • Começou mal. Pra piorar, eu ia escrevendo "começou maU"… Tá foda. #
  • @danielbastos Rapaz, como é bom ver alguém pior do que eu :p #
  • @livbrandao Tire a porra da alegria do caminho, que eu quero passar com a feladaputa da minha dor. Caralho. #
  • @danielbastos Pô, precisamos encher a cara. #

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Fim de carreira

Historinha nova:

No começo, pareceu uma boa idéia.

“É mais seguro”, elas diziam. “Os clientes são melhores”, argumentavam. “A concorrência é menor”, lembravam. Não tinha como dar errado, então ele cedeu. Estava empolgado com a descoberta do novo nicho em um mercado tão antigo e saturado.

“Putas filhas da puta”, é o pensamento com sabor de genealogia bíblica que lhe ocupa a mente agora, enquanto caminha sob a luz dos postes na praça vazia. Nos bons tempos, a João Mendes era um jardim e todas as flores eram dele. Ele, Zelão, clássico agente do amor profissional, tinha uma carreira para se orgulhar.

Leiam mais no Pândega. Aliás, leiam, releiam, comentem, leiam outros textos (dica: A história de Belinha). Eu até comecei um capítulo bíblico hoje, mas estou num mau humor tão grande que era capaz de o texto fazer vocês chorarem. Estou sentindo que a crise é das brabas, o que significa que talvez fiquemos um tempo sem novidades.

(Nota: nunca comprar antidepressivo de outro laboratório).

Dica para os barbados

Opa! Vários leitores interessados no barbear clássico. Pois bem, achei esse produto à venda no Mercado Livre. O vendedor tem boa reputação, o produto é novo, feito na China (de quebra, descobri que meu Flying Eagle é de uma marca tradicional chinesa, e tem reputação de agressivo. Ou seja, não me cortei apenas por conta da falta de coordenação motora). Apesar de anunciado como Gillette, descobri que se trata de um aparelho da marca Weishi. Andei pesquisando, e parece ser um aparelho ideal para iniciantes: não muito agressivo e parecido com o clássico Gillette Super Speed. Já reservei o meu. Vão lá, e pesquisem outros modelos também.

Quem estiver a fim de vôos mais altos, pode procurar por “safety razor” no eBay (tem alguns Parker bem bonitos, além de algumas relíquias) e na Amazon (procure pelos Merkur — esse, esse, esse). Se escolher comprar na Amazon, aproveite para encomendar uma caixa de lâminas também, que é bem baratinha. Caso queira fazer a festa completa, aproveite para comprar sabão ou creme, pincel, caneca. Acreditem, vale a pena.

Crítica

Parte da tarefa proposta por nossa professora de português (e aceita por todos os participantes, portanto parem de xingar a pobre professora) era criticarmos os textos uns dos outros. Calhou de o Marcelo, dono do blog Amor aos domingos, ficar incumbido de criticar o meu texto. Ele o fez de forma muito carinhosa (indulgente, até), pelo que fico eternamente agradecido. Segue abaixo a crítica do digno colega:

Desequilíbrio na cadeia alimentar

Escrito por Marco Aurélio G. dos Santos, “Concorrência desleal” possui um humor cáustico graças à irritabilidade constante do personagem principal, um mendigo. Ele narra seu percurso involuntário, apesar da necessidade de se alimentar, até uma feira livre onde já mantinha contatos para tal abastecimento. Lá, uma inesperada turma de jovens, os “freegans”, se revelam seus concorrentes. Não são quaisquer concorrentes, são jovens que não precisam recolher as sobras. Sua indignação é tão grande que, quando uma das jovens oferece uma parte do que foi recolhido, faz uso de um expediente altivo para deixar claros os seus princípios: nega orgulhosamente a oferta, apesar da fome latente.

Essa é a forma que se poderia apresentar o texto para alguma avó ou beata, caso quisessem afastá-las desse petardo recheado de saborosos e divertidos palavrões que Marco Aurélio produziu.

É possível sentir-se na pele do mendigo com tantos elementos que descrevem a vida do personagem. Além dos necessários detalhes escatológicos, o autor aproveita pequenos lances da rotina de um morador de rua que enriquecem o texto, tais como: a memória inexata em “Foi na semana passada, ou retrasada, sei lá”; o seu acerto com os feirantes de só aparecer depois que a feira acaba “para não espantar a freguesia”; tiradas de humor rápidas e certeiras em “encontrei o Zé Banana, que vende tomates” e “catando comida no lixo porque acham bonito”.

Os já citados palavrões e gírias produzem um efeito realista e demonstram a irritação do personagem até chegar numa frase final do texto com um pensamento que não podia ficar de fora É o indivíduo com total controle da situação, de cabeça erguida e pronto para ensinar algum discípulo, caso não saiba, como tratar a concorrência.

Com essas características reunidas, a leitura se torna agradável e risonha. Impossível não se solidarizar com o mendigo e ficar irritado junto com ele A curiosidade a respeito do ideal “freegan” também aumenta pela forma como foi apresentado, ou seja, a atitude dos jovens, que explica o título do texto, já demonstra um ponto para discussão.

Pensando bem, acho que as avós e as beatas perdoariam os volumosos palavrões do texto em favor da causa do mendigo. Elas entenderiam sua revolta e teriam conversas muito sérias com as mães desses jovens. Não deixaram de recomendar às mães que cozinhassem feijão com um prego na panela: “É ferro, minha filha, eles estão muito pálidos e sem juízo”.

Além de mim e do Marcelo, participam do projeto (que vai continuar, aguardem) os autores dos blogs Blog do Thadeu, Em busca do inefável, Expresso sem açúcar, por favor!, Grita São Paulo, Sogripa! O blog, e Três dedos de prosa. O Vinícius explica melhor de que se trata o tal projeto.

Prioridades invertidas

Tá bom, daqui a pouco tem texto novo por aqui. Mas por enquanto eu preciso cuidar da minha cidade, que está carente de meios de transporte. Cliquem aqui para ajudar a resolver a situação. E criem suas minicidades também. É legal.

Meu rincão online

Visitem Cascarai.

Nhé

Eu tenho várias coisas para escrever. Poderia, por exemplo, contar a vocês sobre minha recente e tardia beatlemania, devidamente alimentada por minha traficante. Ou então postar um capítulo bíblico novo; já sei até por onde começar, o que não é pouca coisa. Só que hoje é um dia daqueles — esses últimos dias têm sido. Então tenham paciência, conversem aí nos comentários ou leiam posts randômicos. Eu volto quando alguma coisa acontecer.

(Cruzem os dedos)

Hermanoteu

Eu tô comendo bola…

Cabelos de beterraba e o blogueiro mercenário

O Balde de Gelo, bloglivro escrito a quatro mãos por Daniela Macedo e este que vos fala, é uma obra de ficção. Os leitores ocasionais enfrentam grandes dificuldades para compreender isso: até hoje recebo mensagens perguntando sobre o bebê. Bom, pode-se sempre contar com a estupidez humana. Entre as várias histórias, porém, há pelo menos uma inspirada em uma situação verídica: o episódio do cabelo cor de beterraba. Conto.
Apesar de minha mais do que comprovada heterossexualidade, Daniela insiste em pensar que sou seu amigo gay. Então. Cinco e meia da manhã de uma segunda-feira, uns cinco anos atrás. O telefone toca. Acordo sobressaltado: telefonema a essa hora só pode ser tragédia. Atendo com o coração aos pulos. Demoro para reconhecer a voz de Daniela entre os soluços.
— Que aconteceu?
— UUUUUUH MELABELOBLAHUNFRAAAAAAABAAAAAAAAA!
— Calma, Daniela. Respira. Pelamordedeus, que aconteceu?
— Snif… Meu cabeeeeeeeeeeeeeelo!
— Que que tem o seu cabelo?
— Beterraaaaaaaaaaaaaaaabaaaaaaaa!
— Que que tem a beterraba?
— Meu cabelo tá cor de beterraaaaaaaaaaaaaaaaaaaaba!
— …
— Comprei a tintura, fiz tudo direitinho, mas… Buáaaaaaaaaaa! UM DESASTRE, MARCO!
— …
— Snif… Cê tá aí?
— Você pintou o cabelo e deu errado. É isso?
— É…
— Você sabe que horas são?
— Não…
— CINCO E MEIA DA MANHÃ! VOCÊ ESTÁ ME ROUBANDO PRECIOSAS HORAS DE SONO!
— EU NÃO DORMI AINDA POR CAUSA DESSE DESASTRE! NÃO TEM SALÃO DE CABELEIREIRO ABERTO A ESTA HORA PRA CONSERTAR A CAGADA!
— Daniela… O que você pretendia fazer na rua agora, de madrugada?
— …
— Tem alguém aí te vendo com os cabelos de beterraba?
— Não…
— Então dorme, ESPERA A PORRA DO SALÃO ABRIR, enfia um lenço na cabeça e vai consertar esse negócio!
— Puxa. Obrigada.
— Tá mais calma?
— Tô.
— Tchau.
— Tchau.

selodove3.gifPor que lembrei dessa história? Oras, por quê! Porque surgiu a oportunidade de ganhar uns caraminguás com esse assunto. A Dove está com uma promoção nova, com prêmios e não sei mais o quê. Para participar, basta clicar no selinho ao lado e responder a pergunta “Qual foi a maior loucura que você já fez para tratar os cabelos?” (respondam lá no site, beócias, não aqui).
A frase vencedora ganha 5 dias no spa do hotel Hyatt e as 100 melhores frases ganham iPods. A promoção vai até 18 de novembro.

Pronto, ganhei um dinheirim. Estou feliz.

Conta as bênçãos

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