Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Blog’

Das virtudes do espírito ditatorial

O sujeito lê sobre este blog na malfadada matéria da Época. Não gosta. Faz “fiau” e fecha a janela do browser? Claro que não! Furibundo, escreve um comentário em que despeja um temporal de asnices. O comentário não é aprovado, é claro, e o sujeito ainda recebe um e-mail do autor tachando-o de imbecil. O que ele faz? Responde com outro e-mail imenso e ainda faz um novo comentário no blog. Leiam:

Por favor creio eu que vivemos numa democracia, ou não, caso não saiba o que significa esta palavra lamento muito. Por que lhe fasso este questionamento? Fiz comentários por sinal muito coerentes, lamentavel que viva blindado ainda na decada de 60. Sugestõe: 1º – Preparece para receber criticas, sim porque não, principalmente quando elas forem tão construtivas. sugestão: 2º – Leia mais, atualize-se só assim conseguirá mudar seu vocabulário que é de baixo escalão e extremamente de mal gosto. Deixe que opinem sobre isto você vai se surpreender, o que em meu caso não foi o que aconteceu até agora. Atenciosamente. Charles.

Valha-me, Deus! Ou o sujeito tem uma mentalidade muito sutil e — sabendo de minha tendência à intolerância e de meu gosto por fazer chacota da burrice — escreveu um comentário assim de propósito só para ser aprovado e ainda comentado em post, ou o fulano é mesmo dolorosamente estúpido. Percebem, bons leitores, de que tipo de poluição mental eu os livro filtrando os comentários? Agradeçam-me, putões!

Drops

  • Fui me matricular na faculdade hoje. Passei no processo seletivo para o curso de jornalismo da Uninove — feito comparável a ganhar de Stephen Hawking nos 100 metros com barreiras. Não sei que classificação eu obtive, mas meu cunhado já avisou que me proíbe de continuar o namoro com sua irmã caso não tenha ficado entre os dez primeiros. Por via das dúvidas, achei melhor não pagar para ver.
  • Estava agora mesmo vendo o Lula no Roda Viva. Se é verdade que esse negócio de ser presidente da República envelhece, também é verdade que traz habilidades insuspeitadas. Viram como o barbudo consegue mexer aquelas orelhas pontudas? Antes ele não fazia isso. Parece o Yoda!
  • Capítulo novo, né? Pois é…

Liberdade de expressão meu ovo

Sim, os comentários voltaram a ser sujeitos a aprovação. Não, não existe liberdade de expressão neste blog (a não ser para mim). Não, os leitores não podem discordar de mim. Sim, eu só aceito elogios. Não, não tem conversa.

Teste

Que palhaçada é essa agora? Castigo de deus contra meus acentos?

Pronto, resolvido. Podem voltar, Javé não está vendo vocês.

Isto aqui, o que é?

A seção de frases da Veja da semana passada trazia uma declaração dada por Harold Bloom numa entrevista. Até aí, nada de mais. A novidade é que a tal entrevista não foi concedida à Veja, ou a algum grande veículo de massa, ou mesmo a qualquer veículo de qualquer porte da imprensa tradicional. A frase foi retirada de uma entrevista que Bloom concedeu ao blogueiro Paulo Polzonoff Jr. Finalmente aconteceu o que estava escrito há anos: a grande imprensa buscando informações frescas nos blogs.
Ao ler a frase estampada ali, destaque numa das revistas mais importantes do País, minha primeira reação foi de compreensível orgulho. Polzonoff é um amigo querido, e é muito bom ver os amigos aparecendo por aí, virando gente famosa e importante. A segunda reação foi de dar razão a outro Júnior, o guru e cool hunter Gilberto Pavoni. No post em que eu levantava a possibilidade do fim deste blog, o Giba comentou:

Deixa de viadagem… vc sabe q isso é tão ou mais importante do q outras merdas.

“Isso” é o blog. “Outras merdas” são outras merdas mesmo, principalmente o trabalho. O comentário me fez pensar muito. Para começo de conversa, sem este blog eu não teria emprego. O próprio Giba já me disse várias vezes que me contratou por causa do Jesus, me chicoteia! Sem qualquer experiência jornalística anterior, e sem diploma, o blog era minha única chance de mostrar que pelo menos sei escrever. Claro que o mérito maior não é meu nem do blog, mas do Giba, que foi maluco o suficiente para apostar num zé-ninguém que apareceu pedindo emprego e oferecendo em troca apenas as heresias escritas na web (antes que me acusem de puxa-saco, já informo que o cara nem é mais meu chefe).
Se é graças ao blog que eu tenho trabalho hoje, então não posso permitir que o trabalho mate o blog de inanição. Fica aqui, portanto, a promessa: o blog ainda vive. Em coma, mas vive.

Trabalho, trabalho, trabalho

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Caso você veja essa revista na banca, compre. Nela está parte da explicação pelo meu sumiço recente.
Ah, outra coisa: leia isso.

Obrigado, viu?

O fim?

Olá, olá. Sim, amigos, estou vivo. Vivo, mas sem tempo para sequer pensar em blog. Pensei em anunciar o fim do JMC, mas acabei achando que seria precipitado. O blog continua aqui, os arquivos estão disponíveis para leitura. Quem ainda não o fez, pode cadastrar seu e-mail ali no “Seja notificado a cada novo capítulo bíblico”. Quando (se) eu voltar, mando a notificação para todo mundo. Por enquanto, o blog fica às moscas. Espero que elas se divirtam.

“E este blog?”, perguntam os leitores

Em breve, em breve. Tenham paciência.

Alergia

Fui tentar escrever ontem à noite e tive febre. Acho que estou com alergia a esse negócio, credo.

Olá, olá

Uma boa notícia, uma má notícia e um pedido.
A boa notícia: estou com o próximo capítulo já quase pronto aqui dentro da cabeça. Deve sair por esses dias.
A má: descobri que perdi boa parte das músicas que gravei para botar no blog. Alguém aí se lembra, por exemplo, da Dança de Israel? Pois é, perdi.
O pedido: você tem alguma de minhas gravações toscas guardada por aí? Se tiver, mande. Ficarei muito agradecido.

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