Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas na categoria ‘Amigos’

Famosinho

Uma empresa só tem espaço para UM blogueiro estrelinha. Eu ocupava esse posto por aqui. Ocupava. Ao que tudo indica, o Edu agora quer disputar os holofotes comigo. Todo dia vem nego me dizer que ama o Pérolas, que é muito legal, que não sei o quê. Cambada de jornalista baba-ovo, vai tudo pro inferno.

Um tostão de minha voz

Não tem nada melhor para fazer? Ouça essa entrevista concedida por mim a Bruno Ferrari & patota. O Bruno não pesca minhas piadas, pobrezinho, e ainda cortou meus palavrões, o que reduz drasticamente meu vocabulário. Notei uma coisa curiosa: estranhamente, eu adquiro um certo sotaque gaúcho quando falo pelo telefone. É algo para ser estudado.

Do tempo do blog em branco e preto

Andando ontem pela Paulista, encontrei Rafael Capanema.

RAFAEL CAPANEMA!

Nos idos de 2002 — naquela época blog era ao vivo, não tinha videotape, e era tudo em preto e branco, todo mundo muito amador — a mera menção ao nome e, principalmente, ao sobrenome, fazia a blogosfera nacional tremer. A blogosfera nacional de então cabia numa Kombi (com Sergio Faria de motorista, provavelmente), mas ainda sim era um feito e tanto. Rafael e seu primo Thiago eram os enfants terribles da primeira geração blogueira, e aos 16 anos de idade tinham mais talento do que toda a Academia Brasileira de Letras reunida — não que isso seja vantagem, pobres velhinhos.

O negócio é que, ao encontrar o meu querido amigo Rafael, me bateu uma saudade desgranhenta daquele tempo. Ele, Thiago, Pedro Nunes, Daniel Lima, moskito, boo (e mais tarde a Fer) tiveram a generosidade de aceitar minha convivência, mesmo sendo eles jovens e cheios de energia, e eu um careca à beira da crise dos trinta. Aprendi muito com eles, e de cada um deles roubei alguma coisinha: um trejeito de texto, uma interjeição, um trocadilho besta, uma inversão de frase. Saudade desse tempo em que cada post era forrado de links para os blogs dos outros componentes da panelinha.

Este não é, porém, um post nostálgico. O negócio é que ontem o Rafael me disse que tem vontade de voltar a manter um blog. Queira Deus que ele volte, e que encoraje outros velhos paneleiros (eu inclusive) a voltar à carga de antigamente.

Maná

Leitores velhos vão se lembrar de Javé fumando maconha durante o Êxodo. O baseado divino, aliás, foi o grande guia do povo de Israel pelo deserto. Pois muito bem: um dia, vendo que o povo passava fome no meio do nada, Javé resolveu acender um para pensar melhor. Deu uma tragada funda, outra, mais outra. Os anjos que assistiam à cena viram que os olhos vermelhos do Senhor faiscaram repentinamente.
— Já sei, ó. Vou mandar pão pra eles.
— Pão?
— É, pô. Pão. Mas não qualquer pão. Maná.
— O quê?
— Maná, Maná!
E os anjos cantaram:
— Tchutchu-tchururu.

Post de piada interna especialmente dedicado à Alessandra, que se comove com essas coisas. Feliz aniversário, dona.

Capa de revista

Revista cabeça

Revista cabeça

Sim, sou eu na capa da B2B Magazine.

Não, eu não aprovo usos bizarros da publicação.

Férias frustradas

Pensando em passar uns dias no Marriot Costa do Sauípe, ou em promover um evento por lá? Desista da idéia. Parece que o dinheiro dos hóspedes some misteriosamente dos quartos, e o pessoal do hotel, além de não dar satisfações, ainda chama o hóspede de mentiroso e putanheiro. Safados.

Espalhem a história, espalhem! Vamos botar esses pilantras pra se coçar. Nego acha que pode tratar o consumidor como bem entender. País de merda.

Isto aqui, o que é?

A seção de frases da Veja da semana passada trazia uma declaração dada por Harold Bloom numa entrevista. Até aí, nada de mais. A novidade é que a tal entrevista não foi concedida à Veja, ou a algum grande veículo de massa, ou mesmo a qualquer veículo de qualquer porte da imprensa tradicional. A frase foi retirada de uma entrevista que Bloom concedeu ao blogueiro Paulo Polzonoff Jr. Finalmente aconteceu o que estava escrito há anos: a grande imprensa buscando informações frescas nos blogs.
Ao ler a frase estampada ali, destaque numa das revistas mais importantes do País, minha primeira reação foi de compreensível orgulho. Polzonoff é um amigo querido, e é muito bom ver os amigos aparecendo por aí, virando gente famosa e importante. A segunda reação foi de dar razão a outro Júnior, o guru e cool hunter Gilberto Pavoni. No post em que eu levantava a possibilidade do fim deste blog, o Giba comentou:

Deixa de viadagem… vc sabe q isso é tão ou mais importante do q outras merdas.

“Isso” é o blog. “Outras merdas” são outras merdas mesmo, principalmente o trabalho. O comentário me fez pensar muito. Para começo de conversa, sem este blog eu não teria emprego. O próprio Giba já me disse várias vezes que me contratou por causa do Jesus, me chicoteia! Sem qualquer experiência jornalística anterior, e sem diploma, o blog era minha única chance de mostrar que pelo menos sei escrever. Claro que o mérito maior não é meu nem do blog, mas do Giba, que foi maluco o suficiente para apostar num zé-ninguém que apareceu pedindo emprego e oferecendo em troca apenas as heresias escritas na web (antes que me acusem de puxa-saco, já informo que o cara nem é mais meu chefe).
Se é graças ao blog que eu tenho trabalho hoje, então não posso permitir que o trabalho mate o blog de inanição. Fica aqui, portanto, a promessa: o blog ainda vive. Em coma, mas vive.

Balde de Gelo Reloaded

Quem perdeu o lançamento do Balde de Gelo há quase um ano terá no próximo domingo uma nova oportunidade. Bom, não exatamente. A parte mais bonita e talentosa do livro, que obviamente é Daniela, não vai poder vir do Rio. Mas eu estarei na Primavera dos Livros, lá na Oca do Parque do Ibirapuera, a partir das 19 horas. Ficarei lá sentado, esperando que os leitores apareçam, comprem o livro e queiram que eu sapeque alguma dedicatória bisonha.

Apareçam lá, pois: sábado para o lançamento do Blog de Papel, e domingo para a quase noite de autógrafos. Se bem que vocês também podem comprar o Balde no sábado, sem problemas. Ou no domingo. Ou pedir pelo telefone. Ou ter a sorte de encontrar numa livraria. Sei lá! Só quero que vocês comprem, pelo amor de Deus!

Baixa espionagem

O blog mal começou e já foi grampeado pela Abin. Atenção senhores espiões: aqui no JMC eu só admito bisbilhotagem do Mossad. Os assuntos de que trato aqui só interessam mesmo a Israel. Israel de quatro mil anos atrás, mas ainda assim. Além do mais, cá entre nós: Abin não, né? Ser espionado pela Abin é como ser preso em quermesse: você está preso, ok, mas não dá pra levar a sério.

Pérolas

Em quatro dias de carreira com jornalista eu já percebi alguns fatos bem interessantes sobre o mal necessário que são as assessorias de imprensa. O primeiro é que toda empresa é líder em seu segmento, isso quando não é líder global. Bom, pelo menos é o que dizem os releases. Em Tecnologia, então, é uma festa: tirando Microsoft, Oracle, HP, IBM, Cisco e outras quitandas, tudo quanto é empresa é líder. “A Chibungo Software, líder global no desenvolvimento de software para associações de albinos jogadores de gamão, anunciou hoje um lucro de R$ 2,70 e meia mariola”.
Além de todas essas lideranças, toda hora tem alguém comemorando alguma coisa. “‘Se contarmos a mariola, nosso lucro foi o dobro do esperado’, comemora Asclépio Lompas, CEO da Chibungo Software”.
Tendo percebido essas características, pensei em criar um blog só para deliciar meus leitores com essas e outras pérolas. Felizmente, porém, tal blog já existe e é escrito pelo Edu, meu colega de redação: Pérolas das Assessorias de Imprensa. Divirtam-se.

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