Desde que eu escrevi o post criticando, ou melhor, queimando em praça pública o “livro” O Código Da Vinci, não tenho mais sossego: todo dia alguém acha aquele post através de mecanismos de busca e, sem conhecer este blog e muito menos seu autor, faz algum comentário imbecil partindo do pressuposto de que eu teria me sentido ofendido como cristão ao ler a excrescência expelida por Dan Brown. Eu não aprovo tais comentários, é claro, mas vocês podem acreditar em mim quando eu digo que TODOS os que vêem defender o livro são analfabetos funcionais: não sabem pontuar, desconhecem acentuação, fogem da ortografia, ignoram a semântica. Um exemplo bem ilustrativo que acaba de chegar:

ow

u povu q mete pau(tipo vc) so pod ser catolico roxo…pq u livro eh mtu bom,bem elaboradu i tals,o livro naum quis simplesmente contar um assasinatooo,sim a historia d q jesus cristo foi um homem qualquer capaz d amar e ter filhos!! e que leonardo da vinci foi um seuper cabeca…ants d falar mal du q os outros fazem pq vc naum iscreve um livro!? facu questao d ler…=] abracos =]

A autora dessa pérola (uma ostra, claro) assina como Loirinhaa. E aí eu penso: se a maior parte das pessoas que defendem apaixonadamente o tal “livro” escreve assim, isso só demonstra que eu estou certo em odiá-lo. Por que é que pessoas que defendem Doistoiévski, ou Machado de Assis, ou Gabriel Garcia Márquez, sabem fazê-lo de forma clara, escrevendo com elegância?

Ok, a pergunta é retórica (aprendi que preciso explicar isso).