Passei minha primeira noite na casa nova. E lhes digo: essa história de casar, alugar apartamento e coisa e tal está me saindo uma história das mais improváveis. Primeiro porque encontramos o apartamento dos sonhos no primeiro dia de busca. Depois porque tudo foi convergindo: compramos uma mesa com cadeiras de uma peruana que vai voltar para seu país, uma pia no Mercado Livre e ganhamos um balcão da minha mãe. Só que quem entra na nossa cozinha pensa que foi tudo planejado, porque todos os móveis combinam. A mãe de Daniela nos deu uma escrivaninha gigantesca e ainda compramos dela um canto alemão a um preço ridículo. Juntando a isso todos os presentes de ambas as famílias, temos a casa montada com despesa quase zero.

Acabo de descobrir que Janaína morava no meu apartamento na época em que nos conhecemos, doze anos atrás. Eu chamava a Jana de anjo na época, de tanto que ela me ajudava, tadinha. E agora eu me sinto como se ela tivesse alguma coisa a ver com essa convergência toda. Sei não…