Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em

Ensaio

— Marco!

Ao ouvir meu nome, pensei…

Nah, mentira. Eu tenho o ego maior do que a barriga, mas começar o terceiro post quase seguido com alguém chamando meu nome já seria demais.  Né nada disso. Estou aqui ensaiando para escrever sobre o show de Roberto Carlos, o Compasso Humano. Talvez hoje, talvez não.

Mas, vejam: amanhã de manhã eu e Ana Cartola vamos sair por aí procurando apartamento para alugar. Torçam por nós. Com esse negócio de caçar moradia, já começo a me sentir como aquelas solteironas que vivem a se queixar que os homens que não são casados são veados: os apartamentos que não estãoão alugados estão… Er… Na Vieira de Carvalho.

Dia de Caras

— Marco Aurélio!

Saindo do estacionamento próximo ao emprego novo (e longe dos lugares por onde costumo circular), fiquei surpreso ao ouvir meu nome. Era uma moça ruiva, bonita, quem me saudava de forma tão efusiva. Estava visivelmente apressada, e não reduziu o ritmo do passo. Apenas tirou o fone de uma das orelhas.

— Oi… — eu disse, buscando desesperadamente no banco de dados da memória capenga o nome da ruiva.

Jesus, me chicoteia!, Emotionrélio… Sou fã — e fez um gesto de “a luta continua, companheiro”, ainda caminhando em passo acelerado.

— Puxa… Obrigado… Er…

Ela já ia longe, mas ainda se virou para trás para um último comentário:

— Sou esposa do… — e aí não entendi mais nada.

Digo-lhes uma coisa: pensem o que quiserem de minha vaidade, mas começar o dia sendo reconhecido na rua é bom como o diabo.