Todos os dias surge na lista de de espera por aprovação algum comentário feito num post antigo. Até aí, nada demais: nego chega aqui pelo Google, cai de pára-quedas numa página arquivada qualquer, aproveita e sapeca lá seu comentário. No caso em questão, no entanto, me chamaram a atenção dois detalhes. O primeiro é que se tratava do post Caloteiros do quê?, publicado em maio de 2002, em que eu protestava contra uma matéria da revista Época. O comentário atrasado, provável fruto de uma reportagem da Veja desta semana em que são desfiadas todas as pilantragens do pio casal:

muito racional tudo o que você disse, querido. é bom ver que, mesmo você não conhecendo a bispa e o apóstolo pessoalmente, você se esforçou em os não julgar. é difícil mesmo achar alguém que pense dessa maneira. Claro que o meu amor pela vida deles dois é muitíssimo grande e eu tenho aqui a minha opinião sobre eles, mas isso não quer dizer que eu ache que você tenha que achar o mesmo. E mesmo você não achando o mesmo que eu, você não se deixou levar por isso e foi coerente, pesou as coisas. Muito legal. Valeu pela racionalidade nesse momento. Quisera todos fossem assim, pelo menos em situações comoventes como essa. Fica com Deus, querido.

farizeu naoo!! haha juzinha

O segundo detalhe é que esse post, jogado no limbo há tantos anos, tem recebido comentários esporádicos, provavelmente de gente que procura os tais servos de Deu$ no outro Deus. É engraçado notar a polarização do troço: ou são os seguidores do apóstata apóstolo e da besta bispa, babando-se de amor zeloso por seus líderes, feito ovelhas hidrófobas, ou são anti-evangélicos raivosos, com os olhos injetados de sangue e a boca pingando veneno.
Nenhum dos lados domina o idioma pátrio, é claro.