Alá, meu bom Alá 35

Alguns leitores me pediram opinião sobre todo esse furdunço envolvendo a população do Butão e as charges de Krishna publicadas numa revista neo-zelandesa. Ou alguma coisa assim.
Pois então, meu povo: tenho opinião nenhuma não. Só um pitaco: nesses dias de calor, a gente sempre pode tomar uma cervejinha olhando as moças que desfilam com pouca roupa pelas ruas de nossas cidades. Agora imaginem um lugar onde o calor é constante, mas sem possiblidade de cerveja ou de mulheres seminuas (saiu na Veja a foto de uns barbudinhos empunhando uma bandeira da Dinamarca pichada com a figura de um pé. Um pé. Dizem que é ofensivo por lá. Do jeito que a mulherada se esconde, um pé desnudo deve ser para eles o mesmo que uma foto daquelas revistinhas que senhores japoneses desconfiados, suarentos e de sobretudo compram nas bancas do Centro)
Mas eu dizia: nada de álcool, e mulheres vestidas de forma a serem tão atraentes quanto cones de trânsito. Eu também sairia por aí queimando bandeiras e ameaçando toda a civilização ocidental, com olhos injetados e um pouco de baba no canto da boca.

Ainda bem que eu escolhi uma religião menos assustadora para achincalhar. Cristianismo? Mané cristianismo! Por enquanto meu alvo é o judaísmo, e até agora nenhum judeu reclamou. Judeus fazem piada até com campo de concentração, e sabem mais do que ninguém que o humor não deve respeitar nada. Dizem até que a cerveja foi inventada em Jerusalém, vejam vocês. Imaginem se eu resolvesse satirizar o islamismo? Provavelmente estaria andando pelas ruas olhando para os lados, vendo barbudinhos por todos os cantos.

Ah, mas vocês querem uma análise séria sobre o assunto, não é? Imaginei. Pois bem, leiam o que Alexandre Soares Silva tem a dizer sobre a celeuma toda aqui. E aqui a análise do companheiro Mercuccio.

Papo de jornalista 7

O Eduardo Vasques, meu amigo, colega de trabalho e objeto para alívio sexual nas horas vagas, começou uma série de entrevistas em seu blog, o famigerado Pérolas das Assessorias de Imprensa. Na primeira delas, o entrevistado foi Fabio Barros, que já pulou da redação para a assessoria dúzias de vezes, e finalmente sossegou na assessoria. Na segunda, publicada hoje, Cibelle Bouças, repórter do Valor Econômico, fala de sua vida pregressa nas assessorias de imprensa. A idéia do Edu é estender essa série sempre mostrando os dois lados. Ainda no começo, já dá pra notar alguma coisa: repórteres e assessores brigam muito, mas não vivem uns sem os outros.