Jesus, me chicoteia!

Coisas escritas em 2005

Câmera lenta

O pior do acidente foi que tudo aconteceu em câmera lenta. Vi o poste chegando, chegando, beeem devagar. E pensava:

— Viiiiiiixe, o pooooooooooosteeeeeeeeee…

Então houve o impacto e eu senti a traseira do carro levantando, a frente se retorcendo e o bicho girando.

— Foooooooodeeeeeeeeeeeeeu. O ciiiiiiiiiiiiinto nãaaaaaaaaao agüeeeeeeeeeenta…

O cinto agüentou, porém, o banco foi jogado pra trás e eu fiquei balangando pra lá e pra cá por um tempo (mas muito lentamente). Vi pedaços do volante e do painel voarem em câmera lenta, e então o mundo voltou a sua rotação normal.

O negócio é que agora eu revivo a cena em todos os seus detalhes. Retrocedo a fita, avanço rapidamente, depois em slow motion, depois quadro-a-quadro. Com o tempo, a coisa sofisticou-se: agora vejo a cena do meu ponto de vista, depois de trás do carro, depois da calçada oposta, depois do ponto de vista do pobre poste.

O resultado é que eu não durmo, então acho que vou atormentá-los com outro post sem pé nem cabeça (ao contrário deste que vos fala, que milagrosamente tem pé, um exagero de cabeça, e tudo intacto entre os dois extremos).

No último post (post, e não poste, seus engraçadinhos), o Leandro Gambim fez um comentário sarcástico perguntando se eu tinha agradecido a Deus por sair bem do acidente. Para minha própria vergonha, devo confessar que sim.

Uma outra idéia

Já repararam que sempre que nos acontece algo de ruim, somos obrigados a reviver o acontecimento constantemente por uns dias. Pensem, por exemplo, no meu caso: graças a uma fechada de um feladaputa e à minha inexperiência atrás do volante, enfiei o carro num poste sábado à noite. O carro bateu de frente no poste, rodou uns 45 graus e estacionou graciosamente sobre a calçada. Eu saí bem, exceto pelos hematomas causados pelo cinto de segurança.

Pois bem: já é ruim o bastante passar por isso menos de um mês depois de tirar a habilitação. Pior ainda é ter que contar a todo mundo. E perguntam o que aconteceu, como foi, se eu anotei a placa do carro do feladaputa, se eu estou bem. E dizem que é normal, que acontece, que todo mundo passa por isso.

Bom. Então eu estava pensando que poderíamos todos andar com chips implantados sob a pele da palma da mão. Nesses chips, gravaríamos nossos blogs públicos, que poderiam ser lidos por todos. O chip viria acompanhado de um relógio que serviria para ler as informações armazenadas. Então todo mundo que cumprimentássemos receberia imediatamente as mais recentes notícias sobre nós: que batemos o carro, que levamos um pé na bunda, que estamos na TPM, que temos hemorróidas.

Ok, talvez isso não fosse adequado para um blog público.

O caso é que um sistema assim facilitaria muito nossa vida.

Um sistema alternativo a esse seria:

— Oi. Que cara é essa? O que aconteceu?

— NÃO INTERESSA, CARALHO! VAI TOMAR NO CU!

A vantagem desse sistema é que o investimento em novas tecnologias é zero.

Backup

Pense num blog abandonado…
Olá, amiguinhos. Olá, amiguinhas. Olá, moscas. Olá, traças. Olá, olá.
Sim, este blog está mais parado que o governo federal. Mil perdões, crianças. O negócio é que ando trabalhando demais, e agora o meu trabalho é escrever. Então imaginem minha vontade de fazê-lo nas horas vagas… Quando estou de bobeira, a última coisa que quero fazer é escrever. Mas não se apoquentem, acredito que seja uma fase de adaptação.

Mas não vim aqui para pedir desculpas pela ausência pela milésima vez, nem para dizer que tudo volta logo ao normal em breve. Vocês já estão cansados disso, e eu também. O blog continua, só o ritmo que talvez não volte nunca ao que era. Encaremos essa triste realidade.

[CHORO! RANGER DE DENTES!]

Pois é.
O que me trouxe aqui foi a necessidade de fazer uma consulta de cunho científico. Como bem sabem os leitores mais antigos, eu sou dado a arroubos de pensamento científico de quando em vez; o que seria bom caso eu tivesse qualquer conhecimento de ciência. Como não tenho, penso os maiores absurdos e, não contente, insisto em compartilhar tais pensamentos com vocês.
Acordei esta manhã com um desses pensamentos ricocheteando dentro da cabeçorra. Acompanhem: a molécula de DNA contém informações, não é mesmo? Pois então: o que impede a criação de um sistema que faça um backup dessas informações? Limite de capacidade de processamento, de armazenamento, o quê? Porque, vejam, imagino que armazenar DNA de verdade deve ser uma coisa dispendiosa como o diabo. Recipientes apropriados, temperatura exata, ambiente esterilizado, sei lá. Com a capacidade de fazer uma cópia das informações do DNA para uma unidade de armazenamento, todo o necessário seria um servidor comum num CPD decente. Não?
No futuro, talvez até alguém chegasse à tecnologia capaz de fazer o inverso: ler as informações armazenadas em bits e transformá-la de volta na molécula de DNA. Não acredito que isso seja possível tão logo: seria necessário dominar a técnica da síntese de proteínas, moléculas complexas e tal. Até onde eu sei, essa síntese até é possível hoje em dia, mas as proteínas geradas são instáveis e duram frações de segundo. Vai demorar ainda, portanto, e talvez nunca aconteça.
Mas lembro de ter lido alhures (ALHURES! CONSEGUI!) que o processo de clonagem como efetuado hoje é um jogo irritante de tentativa e erro. Imaginem, porém, que tivéssemos o backup do DNA do bicho, planta ou sei-lá-o-que a ser clonado. Seria possível fazer uma simulação da clonagem no computador antes de botar o processo todo em prática. Não seria? Claro que simular todo o processo até a formação completa do indivíduo seria quase impossível. Mas e até um certo ponto do estágio embrionário? Hein? Hein?
Minha cabeça dói. Há alguém aí que entenda desse assunto, pelamordedeus?
Obrigado.

A melhor crítica ever

Meu querido Paulo Polzonoff fala do Balde de Gelo no JB. Coisa mais linda.

Ó, preguiça…

Olá, meus queridos, minhas queridas. Vim aqui só para pedir desculpas pelo texto abaixo. É provavelmente a pior coisa que já escrevi por aqui. Perdão, perdão! Prometo só publicar o próximo se ficar minimamente aceitável.
Boa semana para todos.

Salomão constrói o templo e o palácio

(I Reis 6 e 7)

Depois do acordo com Hirão, rei de Tiro, para o fornecimento de materiais e mão-de-obra, Salomão finalmente começou a construir o templo. Era para ser rápido, mas acabou levando sete anos. Por quê? Já explico.
Pelo projeto inicial, o templo seria bem simples: vinte e sete metros de comprimento por nove de largura e treze de altura. Nada muito grande, se compararmos aos templos de hoje em dia (a Catedral da Fé do bispo Macedo, ou a Basílica de N. Sa. Aparecida), mas uma construção e tanto para o pequeno reino de Israel. O que valia no templo de Salomão eram os detalhes, não o tamanho: durante a construção não se ouviu barulho de qualquer ferramenta, porque as pedras eram preparadas e talhadas na pedreira; uma vez no local da construção bastava encaixá-las.
A construção chamou a atenção de muita gente e, claro, do principal interessado.
— Que beleza, hein, Salomão?
— Oh, grandioso Javé! Que quereis tu de eu?
— Nada, nada. Vim só ver como andavam as coisas. Tudo muito bonito, puxa vida.
— Eis que construo esta casa para vós habitáveis, oh grande Javé, Senhor dos Exércitos e pá.
— Pá?
— Escapou-me.
— Hum. Olha, continua aí a construção. Se você for bonzinho, eu venho morar aqui, e faço tudo o que você quiser.
— És acaso o gênio da lâmpada?
— GÊNIO UMA PORRA!
— Acalmai-vos, oh Javé!
— Grunf.
Salomão, que de bobo só tinha a cara, entendeu o recado: o templo estava muito bom e tal, mas precisava de mais opulência. O projeto minimalista original, de pedra e vigas de cedro, não seria suficiente para o vaidoso Javé. Então, de volta à prancheta: as paredes interiores da edificação seriam forradas de cedro para que as pedras não aparecessem, o assoalho seria de pinho. O lugar Santo dos Santos, salão separado onde ficaria a Arca do Acordo, e que seria efetivamente a casa de Javé, seria um cubo perfeito de arestas de nove metros separado do resto da construção por um biombo de cedro que ia do chão até o teto, enfeitado com entalhes em forma de cabaças e de flores. O lugar Santo, área comum do templo, teria dezoito metros de comprimento.
Salomão preparou o novo projeto e foi apresentá-lo a Javé.
— É. Bonzinho.
Bonzinho? Javé queria ostentação? Então teria: tanto o lugar Santo quanto o Santo dos Santos seriam completamente revestidos de ouro puro. Separando os dois, além do biombo, correntes de ouro. Até mesmo o altar e o assoalho seriam revestidos de ouro. No Santo dos Santos seriam colocados dois querubins de madeira de oliveira. Os querubins ficariam de asas estendidas no Santo dos Santos, sendo que as asas se tocavam exatamente no meio da sala, e a ponta da asa de cada um deles tocava uma das paredes.
As paredes do templo seriam enfeitadas com figuras entalhadas, assim como as portas. Enfim, tudo uma riqueza só. Ao ver o novo projeto, Javé arregalou os olhos:
— Agora sim, estamos conversando!
Com o projeto finalmente aprovado, Salomão tratou de colocá-lo em prática: as paredes de pedra foram forradas com tábuas de cedro revestidas de ouro, os entalhes foram feitos, os querubins construídos.
A construção foi iniciada no quarto ano do reinado de Salomão, e concluída no décimo primeiro. Com a casa de Deus pronta, o rei podia preocupar-se em construir a sua.
E se o templo podia ser tão ostensivo, então o palácio real também poderia. Salomão não se fez de rogado: só um recinto, o Salão da Floresta do Líbano (que tinha esse nome por ser todo revestido de cedro), já era maior que o templo: media quarenta e quatro metros de comprimento por vinte e dois de largura e treze e meio de altura. Esse salão tinha três fileiras de quinze colunas de cedro que sustentavam vigas de cedro, que por sua vez escoravam o teto de cedro.
O Salão das Colunas era um pouco menor: tinha vinte e dois metros de comprimento por treze e meio de largura, e recebeu esse nome por ter um pórtico sustentado por colunas. A Sala do Trono, onde Salomão trabalharia, era toda forrada de cedro. Num pátio atrás dessa sala ficava a casa de Salomão, no mesmo estilo das outras: um exagero de cedro. Do mesmo estilo também eram os aposentos da esposa do rei, filha do Faraó.
Enfim, o palácio era tão grande que algumas das pedras do alicerce chegavam a quatro metros de comprimento.

Para arrematar as obras, Salomão mandou chamar um certo Hurã, da cidade de Tiro, que era especialista em trabalhos de bronze. Hurã, cuja mãe era israelita de Naftali, fundiu duas colunas de bronze para colocar na entrada do templo. Cada uma delas tinha dezoito metros de altura e um metro e setenta de diâmetro. Depois disso, fez os detalhes das colunas: entalhes em forma de correntes, lírios, romãs. A coluna do lado sul foi chamada de Jaquim (que significa Deus estabelece) e Boaz (pela força de Deus).
O mais famoso dos trabalhos de Hurã, porém, e que é comentado até hoje por muitos, foi o tanque redondo de bronze. Não pelo talento requerido para construí-lo: no fim das contas, era só uma bacia grande e redonda. A grande sacada eram mesmo os doze touros de bronze sobre os quais repousava o tanque, mas ele mesmo não tinha nada de mais. A não ser por um detalhe: segundo o autor da narrativa, o tanque de bronze tinha dez côvados (quatro metros e quarenta) de diâmetro e trinta côvados (treze metros e vinte) de circunferência. Essas medidas têm alimentado por séculos as discussões em torno da veracidade da Bíblia. Sim, porque segundo o autor o número PI equivaleria a 3, e não a aproximadamente 3,1416. Àqueles que ainda discutem isso eu digo: NA BÍBLIA UM SUJEITO É ENGOLIDO POR UM PEIXE GIGANTE E CUSPIDO SÃO E SALVO NA PRAIA TRÊS DIAS DEPOIS! UMA JUMENTA FALA! HÁ GIGANTES DE QUATRO METROS DE ALTURA! E VOCÊS VÊM DISCUTIR MATEMÁTICA, CÁSPITA?
Pronto, acalmei.
Hurã fez ainda dez carretas decorativas de bronze, sobre as quais botou dez bacias. As carretas foram dispostas dos dois lados do templo. O artesão cuidou ainda da manufatura dos utensílios do templo. Os de bronze, claro. Quanto aos de ouro (que não eram poucos: o altar, a mesa para os pães, lamparinas, tesouras, bacias, pratos, dobradiças) foram feitos por outro sujeito, cujo nome não é citado.
Com o templo e o palácio prontos, Salomão quase podia descansar. Ainda faltava um detalhe dos mais complicados: trazer a Arca do Acordo para que ocupasse seu lugar no Santo dos Santos. Essa grande operação de logística, porém, fica para o próximo capítulo.

(As fotos deste post foram retiradas do The Semitic Museum at Harvard University)

Presentinho

Em comemoração ao momento histórico de ontem, o pessoal da arte da editora me deu esse singelo presente:

CNH.jpg

Que beleza…

Um momento histórico

E lá fui eu — de novo, meu Jesus — fazer o exame prático do Detran. Foi a quarta vez (contem comigo: uno, dos, tres). Como das outras vezes, essa foi cheia de situações inusitadas.

Para começar, o aviso da marcação da prova. Como vocês sabem, passei quatro dias na empolgante cidade de Águas de Lindóia cobrindo o excitante CSO Meeting. Voltei no domingo à noite e fui ouvir as mensagens da secretária eletrônica. Entre elas, uma da autoescola. A pessoa confirmava a data da prova, lembrava que eu devia levar o RG original. No final, um toque singelo:

— Se tiver qualquer dúvida, ligue para a autoescola. Boa noite, boa sorte, e que Deus o ilumine.

A pessoa certamente sabia do que estava falando: um sujeito que consegue levar bomba três vezes no teste do Detran precisa de toda ajuda sobrenatural que conseguir. Devidamente iluminado pela lanterna de Javé, tratei de me preparar para o exame.

A preparação não envolvia muita coisa. Como não fiz aulas adicionais, treinei um bocadinho em todos os carros da família (do pai, do irmão, do cunhado marido da irmã, do cunhado irmão da namorada, do sogrão) e tomei uma decisão estratégica: não contar a ninguém sobre a prova (muito menos a vocês; a torcida de vocês não vale nada). Contei à namorada, e só.

Acordei às seis e meia da manhã hoje, fui para a autoescola sem dizer a ninguém aonde ia e dirigimo-nos todos ao estacionamento do shopping Aricanduva.

O terror foi o mesmo de sempre: dezenas de alunos nervosos, fila para assinar a papelada, examinadores carrascos. Esperei pacientemente a minha vez, entrei no carro.

— Bom dia — disse eu ao examinador.

— Grunfdia.

Atomanocu feladaputa — pensei eu. As frases em itálico são pensamentos. Se eu falasse tudo o que penso, seria processado o tempo todo.

Ajustei banco, botei o cinto, dei a partida, baixei o freio de mão (isso eu não esqueço nunca mais), engatei a primeira, dei seta e fui.

— Faço a primeira baliza?

— Não. Gagagarro — resmungou o examinador.

— Faço qual?

— Passa o carro — tinha um carro no meio do caminho.

— Ah, é pra passar esse carro?

— Não foi o que eu disse, pra você passar o carro?

Sua mãe é uma coruja.

Sujeito mal educado dos infernos!

Bom, passei o tal carro e me preparei para fazer a baliza. Parei o carro, engatei a ré, e adivinhem? Pois é, o desgraçado do Corsa foi pra frente. Freio, embreagem, engata ré de novo. O bicho foi para trás e passou do ponto. Engatei a primeira para ajustar.

— Errou uma, tem mais duas chances.

Sua mãe passa atum na xana e dá pro gato lamber.

Engatei a ré novamente e comecei aquela giração de volante pra encaixar o carro na vaga.

TÁ ERRADO! TÁ TUDO ERRADO! ESTA MERDA VAI SUBIR NA CALÇADA, DERRUBAR O CONE, O MOTOR VAI EXPLODIR E VAI MORRER TUDO MUNDO. Ó LÁ, O FELADAPUTA TÁ ABRINDO A PORTA PRA DIZER QUE EU SUBI NA CALÇADA E DEVIA MAIS ERA DAR UM TIRO NA CABEÇA.

— Tá bom. Pode sair.

Eita porra.

Saí, virei à direita para sair do estacionamento, parei na parada obrigatória (outra coisa que eu não esqueço mais).

— Não pode dirigir com o pé na embreagem.

Olhei para o meu pé esquerdo (não o filme, o meu pé esquerdo mesmo) e o danado estava lá, apoiadão no pedal da embreagem.

Corno manso dos infernos, se você marcar ponto por essa bobagem, eu te enfio esse pedal cu adentro.

O sujeito deve ter visto pelo meu olhar o que eu estava pensando, porque não marcou nada. Quando comecei a subir, ele se limitou a avisar:

— Estaciona ali para fazer a ladeira.

Ó LÁ. TÔ PARANDO, ESTA MERDA VAI MORRER, VOU PARAR LONGE DA GUIA E O CORNO VAI FALAR PRA EU SAIR CORRENDO E NÃO OLHAR PRA TRÁS.

— Pode ir.

Fiz a presepada toda de embreagem-acelerador-freio de mão, e o bicho milagrosamente saiu do lugar.

Logo depois da ladeira havia a maldita via preferencial responsável pela minha última reprovação. Dessa vez entrei com todo o cuidado, não veio carro nenhum. Contornei a rotatória e voltei para dentro do estacionamento.

Mais à frente, o lugar onde eu não dei seta da outra vez. Dessa vez, sinalizei uns cem metros antes. Parei onde tinha que parar, entrei à esquerda, outra rotatória, outra conversão à esquerda.

— Paro o carro ali?

— Isso, atrás daquele.

Fui parando, parando, parando, parei. Puxei o freio de mão, ponto morto. O examinador vindo do nono círculo do inferno abriu a porta e apontou para a guia.

— Olha aí, parou longe.

— É verdade. Foda-se, seu feladaputa, já passei.

— Pode desligar o carro. Seu boleto, seu RG.

— Muito obrigado. Bom dia, bom trabalho.

— Sgrumble.

Então lamba minhas bolas, veado.

Saí do carro e fui mostrar o papelucho ao Cláudio, instrutor mais paciente do universo.

— Parou longe, Marcão.

— Mas não errei mais nada.

— Deixa eu ver. Hum. Vixe, já era. Parabéns.

Agora imaginem a cena: este que vos fala, do alto de seus noventa e cinco quilos, pulando e rodando como uma gazela emaconhada.

Foi isso. As trapalhadas continuam acontecendo, mas dessa vez eu passei.

Louvem-me.

Agora eu tenho uma namorada, comecei minha carreira profissional e tenho carteira de habilitação. Esse final da adolescência é cheio de novidades…

Passando rapidamente

Olá, vocês ainda estão aí?
Sim, eu sei. Precisamos de novos posts. Acreditem, também sinto falta de escrever por aqui. Mas minha vida tem sido uma correria constante. Amanhã, por exemplo, parto para uma estadia de quatro dias em Águas de Lindóia. Aposentadoria precoce? Quem dera! Vou cobrir o CSO Meeting. Empolgante, não? Pois é.
Então esperem, esperem. Eu volto. Por enquanto, se virem a próxima B2B Magazine nas bancas, comprem. A matéria de capa foi escrita por mim. Exportação de software e serviços.
Empolgante, não?
Pois é.

Já que isto aqui está bombando (ARGH!) de visitas…

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