Jesus, que zé mané eu sou!
Tudo pronto para a viagem, roupas na mala, tudo bonitinho. Na última hora (hoje, às sete da noite) me vem um detalhezinho à mente: e os cartões de visita? Sim, porque quem é que vai a um evento dessas proporções e não leva pelo menos uns cem cartões de visita? Marco Aurélio, claro.
Constatada minha imbecilidade — mais uma vez — vesti uma calça, enfiei uns tênis e corri para o Tatuapé, para ver se no shopping center eu teria como fazer os tais cartões. Andei um pouco e logo descobri uma gráfica expressa. Fim dos meus problemas, que maravilha. Entrei, expliquei o que queria ao balconista e ele me pediu para escolher a cor e a textura do cartão. Feito isso ele sentou-se em frente ao monitor e começou a elaborar o bicho.
Maomé do céu! O moço era enrolado que só ele. Fiquei do lado de cá do balcão sugerindo fontes (“Bota o nome em Arial, e embaixo em Times New Roman, itálico”), porque por ele ficaria tudo de um jeito só. Lá pelas tantas ele me pediu para entrar lá e mostrar para ele o que eu queria. Resultado: eu mesmo fiz meu cartão, que foi impresso numa daquelas folhas com cartões destacáveis numa impressora igualzinha à minha. No final, tinha nas mãos cem exemplares de um cartão que eu poderia ter feito em casa. Custaram-me vinte reais.
Mas eu mereço. Claro que mereço.
E com mais essa presepada, despeço-me de vocês. Sexta-feira à noite estou de volta. Comportem-se.



